GLOSSÁRIO
(4 momentos).
Abatimento. Cansaço,
desalento, depressão.
Aborrecimento. Sentimento de
contrariedade. É uma raiva sufocada decorrente da tolerância por conhecimento
da situação com receio de complicar mais, caso perca a calma, a tolerância, ou
a paciência. Chateação. Pode progredir para mágoa.
Abulia. Patologia
caracterizada por supressão ou diminuição da vontade. Torpor, preguiça.
Acanhamento. Sentimento
motivado por medo de enfrentar socialmente. Embaraço. Pode progredir para a vergonha,timidez ou para a confusão.
Ação. Movimento
pertinente ao segundo momento orientado para um estímulo adiante.
Aceitação. Acolhimento, ou consentimento no acordo.
Assentimento de uma proposta ou proposição.
Acomodação. Adequação, instalação, adaptação. Modificação do
organismo em função das pressões exercidas pelo meio (Jean Piaget). Depois de
assimilado, acomoda-se no segundo momento da aprendizagem para a consolidação
no terceiro e deleite no quarto.
Acordo. Ajuste, acerto para cumprimento imediato. Relação de arranjo nos
primeiros momentos biográficos (intrapessoal) ou históricos (interpessoal).
Acrofobia. Medo de lugares altos.
Adaptação. Equilíbrio entre assimilação e acomodação (Jean
Piaget).
Adinamia. Prostração geral. Fraqueza, debilidade geral, ausência de
dinamismo ou forças.
Admiração. Ação de olhar com assombro, respeito, estima e
consideração. É o gerador energético do quarto momento histórico em conexão com
o segundo momento biográfico.
Adoração. Culto, veneração, reverência. Gosto excessivo de algo.
Adulto. Faixa etária na aprendizagem e desenvolvimento biográfico dos
vinte aos trinta anos. Estado de ego (Análise Transacional) - corresponde à
parte da personalidade que processa informações, faz análises, sínteses,
raciocina e conclui. Intermedeia o ego-criança e o ego-pai.
Aerofobia. Medo mórbido das correntes de ar.
Afeição. Afeto, simpatia profunda.
Afetividade. Conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam
sob a forma de emoções, sentimentos, sensos, auto-estima, paixões e juízos,
acompanhados sempre de impressões ou sensações do lado bom ou do lado mau, como
alívio e dor, saciedade e fome, agradável e desagradável, etc., alimentando os
geradores estáticos, dinâmicos, cinéticos e harmônicos da movimentação na
vivência humana.
Afetofobia. Medo de ser abraçado ou tocado.
Afinidade. Tendência combinatória. Semelhança ou coincidência
de gostos ou de sentimentos.
Aflição. Desespero intenso. Sentimento de significativa perda, pesar. Pode
progredir para padecimento físico e agonia.
Afoito. Corajoso, sem medo, ousado.
Agorafobia. Medo dos espaços, de lugares públicos, de lugares
extensos e descobertos. O agorafóbico sente angústia, vertigem e medo mórbido.
Agressão. Reação de primeiro momento com destruição de
obstáculos, ataques a pessoas e animais causando-lhes lesões, ferimentos ou
ofensas. Reação inconsciente com excesso de raiva, ódio, ímpeto, perversidade
ou de extrema frieza. Implica a agressividade que é um sentimento decorrente do
acúmulo de práticas frustradoras desencadeando conduta hostil. É uma situação
de retorno de um segundo momento para o primeiro momento negativo.
Alegria. Emoção natural. Energia de primeiro momento. É rápida, de
curtíssima duração. Surge pela boa lembrança ou notícia, pela certeza de bom
acontecimento próximo aguardado, pela proximidade da saciação ou do prazer
esperado. Reconhece-se a alegria pelo sorriso e rosto descontraído, pelos
risos, gargalhadas ou lágrimas de felicidade.
Alergia. Hipersensibilidade a determinadas substâncias e agentes físicos.
Aversão, repulsão, antipatia em sentido figurado.
Alerta. Cuidado emergencial para uma possível reação imediata. Estado de
vigilância nos primeiros momentos.
Algofobia. Medo mórbido de sensação dolorosa.
Algolagnia. Prazer sexual só quando se associa a uma dor
infligida a si ou a outrem.
Algolagnia ativa. Sadismo.
Algolagnia passiva. Masoquismo.
Alívio. Sensação de desafogo, desopressão. Desfazimento de tensão ou de
dúvida por confirmação do esperado. Cessação de situação penosa. Mudança de uma
sensação ruim para uma sensação gostosa.
Alucinação. Falsa percepção ou pseudopercepções. Estado de
irrealidade total. Pela visão irreal e percepção deformada, o alucinado
confunde e age de forma incoerente com a realidade. Trata-se de percepção na
ausência de objeto. As alucinações são muito comuns nas psicoses, delírios
cocaínicos, alcoólicos, esquizofrenias, crises epilépticas, etc.
Amar. Querer bem, sem causar detrimentos.
Ambição. Sentimento de cobiça ou aspiração decorrente de demasiada
valorização aos bens materiais, poder, riqueza, glória, posição social e a tudo
que possa satisfazer o amor-próprio.
Amizade. Senso de simpatia mútua entre duas ou mais pessoas entre si. É o
gerador da força cinética nos terceiros momentos biográficos em conexão com os
segundos momentos históricos. Há a amizade íntima e a racional. Na amizade
íntima há concessão automática, por confiança mútua, do espaço íntimo. A
boa-fé, a lealdade, o companheirismo e o compartilhar contínuo são
características da amizade íntima. A amizade racional é unilateral e incondicional.
A simpatia dirigida, na amizade racional, independe de reciprocidade.
Amor ¾ Gerador
energético da força harmônica no quarto momento biográfico em conexão com o
segundo momento histórico subsidiado pelos demais momentos. Independe de
herança e ambiente sendo atraído tão-somente para o subjeto das pessoas em
condições especiais para integralizar a atração, a paixão e a amizade. Torna-as
saudáveis para as reações, ações, atuações e interações no ambiente com
finalidade beneficente. Faz conexão contingente com a inteligência que também
independe de herança e ambiente. Mas, diferente do amor, faz presença apenas no
objeto das pessoas e também é atuante exclusivo do bem. Há o amor não-sabido e
o sabido. O não-sabido liga-se à sua crença. Está presente no subjeto enquanto
dura a sua crença. O sabido é o que realmente faz presença não só por crer;
mas, principalmente, por conhecer e saber. Tanto o amor sabido como o amor não
sabido resume-se no querer bem incondicional, podendo ser de modo particular ou
universal.
Amor cognitivo. Gerador energético social da força
harmônica pela paz social. O amor cognitivo refere-se ao social. Ou seja, é o
amor de uma coletividade, de um grupo coeso ou da humanidade, com potencial de
ocorrer nos quartos momentos históricos como integrador das paixões natural e
cultural com a solidariedade incondicional. É o gerador energético da força
harmônica social no sentido do reequilíbrio geral. E refere-se às consciências
sociais. Quando o amor cognitivo está presente em um grupo logo se nota a
harmonia nas relações entre os seus integrantes. Isso se observa pela postura,
pelo caminhar, pelos olhares, expressão facial, pela cordialidade e serenidade
no conversar de qualquer um deles.
Amor-próprio. Sentimento de dignidade pessoal e de suas
exigências morais e sociais. Surge por influência dos padrões socioculturais
interiorizados.
Amotinação. Reação de primeiro momento histórico com desordem,
rebeldia e tumulto. Levantamento em motim, espécie de sedição (perturbação da
ordem pública).
Androfobia. Repugnância ao sexo masculino.
Angústia. Sentimento complexo que envolve desde um sofrimento
psíquico por tristeza e melancolia passageiras e até por sentimentos
prolongados de apreensão e preocupação por ameaças e perdas futuras. Leva a
ansiedades intensas com abatimento moral e perturbação psíquica. A angústia
pode surgir também por crença imaginativa sem o correspondente real. As suas
origens podem estar na insegurança por privação e frustração, na rejeição,
fracasso, incerteza e na perda ou ameaça grave aos valores de subsistência. A
angústia demorada ou crônica é neurose com alterações fisiológicas constantes
que debilitam o organismo.
Animação. Rebuliço, alegria, calor, vida, entusiasmo.
Animosidade. Aversão persistente. Má vontade.
Ânimo. Estado do organismo que se inicia com sensação de vigor, boa
disposição física e psíquica pronta para a atividade.
Ânsia. Sensação correspondente ao alarme de um possível enfrentamento, de
uma provável fuga ou esquiva com a previsão de ameaças em hora incerta. Leva à
ansiedade. Sua causa tanto pode ser orgânica quanto psíquica, ou psicológica.
Ansiedade. Sentimento misto de medo e raiva provocado por
crença. O medo por crer que o pior possa acontecer se reveza com a raiva desse
possível acontecimento aumentando essa conexão mista de emoções,
paulatinamente, com a conseqüente inquietação até a hora do enfrentamento
pressentido. Muitas vezes, a crença em provável situação desagradável preste a
ocorrer ou a ocorrer em hora incerta é totalmente infundada. A ânsia prolongada
leva à ansiedade alternando mais medo à raiva com tendência à fuga ou esquiva
na hora do enfrentamento se houver. É o oposto do sentimento de expectativa
que aguarda uma situação de ocorrência incerta, mas provavelmente agradável.
Antipatia. Juízo ou disposição repulsiva a coisas ou pessoas.
Apatia. Insensibilidade e indiferença. Leva ao isolamento e
impassibilidade.
Apego. Afeição tenaz a objeto ou pessoa. A sua perda pode causar
distúrbios psíquicos.
Apetite. Vontade de comer. Função ligada à homeóstase.
A posteriori. Saber ou conhecimento que vem e depende da
experiência.
A priori. Saber ou conhecimento que vem antes e independe da
experiência.
Apreensão. Fixação na memória de elementos óbvios recentes.
Assimilação.
Aprosexia. Falta de atenção. Impossibilidade de sua fixação
por distúrbio psíquico ou surdez.
Arrebatamento. Fúria súbita, ira. Exaltação. Arroubo.
Arrependimento. Sentimento de refazer-se, mudar de conduta, ou
recuperar-se por admitir o erro e o mau comportamento e por admissão sincera e
consciente da culpa.
Arrepio. Sensação de tremor por frio ou por medo.
Arrogância. Sentimento de poder absoluto, ou altivez e
prepotência com misto de orgulho exagerado e insolência que leva o arrogante a
implementar a sua intenção a qualquer custo. Sentimento de posse, domínio, ou
de dono da verdade.
Arrojo. Ousadia com riscos perigosos. Ação temerária.
Assimilação. Incorporação do conjunto de relações de uma
experiência no processo de conhecimento ou no ciclo de organização interior no
processo evolutivo do indivíduo. É pertinente aos primeiros momentos
biográficos na aprendizagem e desenvolvimento.
Assombro. Sentimento misto de medo, perplexidade e admiração.
Ataraxia. Imperturbabilidade.
Atenção. Vigilância consciente para atuar. Concentração vigilante num
processo em curso ou numa atividade em andamento. Refere-se aos terceiros
momentos.
Atividade. Atuação em qualquer processo de trabalho físico ou
psíquico, ou em qualquer outra ocupação como lazer, esportes, estudos, etc.
Atração. Aproximação por simpatia e emoção. Geradora energética da força
estática nos primeiros momentos biográficos em conexão com os geradores
energéticos dos segundos momentos históricos. A atração física é sexualidade,
alegria no convívio e prazer em estar juntos. A atração psíquica é o estar
bem por identidade de idéias, pensamentos, conhecimentos, propósitos,
entendimento e compreensão.
Atrevimento. Afrontamento com audácia e despudor.
Audácia. Impulso de ânimo para situações que exigem coragem ou arrojo.
Auto-engano. Crença infundada. Ilusão. Engano a si próprio.
Auto-estima. Dar valor a si mesmo. Cuidado e importância
dedicada a si próprio no sentido de habilitar-se melhor, ou atingir a
polivalência eficaz. Ato de estimar-se.
Autofilia. Apaixonado por si próprio. Narcisismo.
Autopiedade. Compaixão por si. Condoer-se, compadecer-se, ter
dó de si mesmo.
Autonomia. Faculdade de autogovernar-se nas relações de
interdependência. Torna saudáveis a submissão, a participação e a dependência,
assim como o faz a interdependência com a rebeldia, a competição e a
independência. Autodisciplina. É pertinente ao quarto momento da aprendizagem e
desenvolvimento.
Avareza. Sentimento de mesquinhez. Paixão mórbida por dinheiro.
Aversão. Sensação de repelência, nojo ou repugnância, podendo suscitar
medo, raiva ou ódio.
Basiofobia. Medo mórbido de cair ao andar, ao caminhar.
Bem-estar. Situação de ótima disposição física e psíquica.
Estado de deleite, boa saúde, ou a fruição das boas sensações, calma, alegria e
prazer. É a objetividade dos movimentos na vivência humana em seus primeiros
momentos biográficos ou históricos para manter ou alavancar a estabilidade de
uma totalidade.
Bem-fazer. Ótima habilitação para o bem-acontecer. Integraliza
o bem-estar, bem-ser e o bem-ter. Objetividade dos movimentos na vivência
humana em seus quartos momentos biográficos ou históricos para a consumação de
uma totalidade em alto nível e sua fruição.
Bem-humorado. Disposto, divertido, alegre.
Bem-ser. Situação de ótimo saber e conhecimento. Estado de deleite, boa saúde
ou fruição de bons sentimentos, tolerância e determinação. É a objetividade dos
movimentos na vivência humana em seus segundos momentos biográficos ou
históricos para a consolidação de uma totalidade.
Bem-ter. Situação de ótimos subsídios, recursos e instrumentos do indivíduo
para os seus pensamentos, raciocínios, inventividade e sua extensão mais
próxima. Estado de deleite, boa saúde ou fruição de bons sensos, paciência e
decisões. É a objetividade dos movimentos na vivência humana em seus terceiros
momentos biográficos ou históricos para a facilitação das realizações de uma
totalidade.
Birra. Zanga, manha, choro de raiva ou raiva sem direção. É um misto de
rebeldia e revolta, passivas.
Bom humor. Boa disposição psíquica com alegria e entusiasmo.
Sensação de bem-humorado. Estado de disposição saudável, diversão e alegria.
Bom senso. Discernimento entre o verdadeiro e o falso. Senso
de distinção do melhor numa situação duvidosa. Aplicação correta do raciocínio.
Uso correto da razão nas decisões.
Bravo. Zangado. Pronto para dar bronca.
Brincadeira. Divertimento. Entretenimento. Gracejo, zombaria,
festa, folia.
Bronca. Sentimento repreensivo para corrigir mau comportamento.
Sentimento para descarregar a raiva no sentido de controlar possível
agressividade em reação a ato indesejado.
Calma. Emoção natural que exprime o equilíbrio emocional. Relativa aos
primeiros momentos biográficos. Estado de saciado, sem perigos ou ameaças.
Carência. Necessidade por falta, ausência, ou por
insuficiência. É necessidade dos terceiros momentos biográficos ou históricos.
Carícia. É a sensação abrangente corporal ativada por estímulos táteis,
visuais, auditivos, gustativos, olfativos, incluindo a sensação psíquica
envolvente por elogio, consideração, distinção, ou seus contrários. Assim,
quando a carícia é deliciosa e agradável dizemos positiva ou saudável. O seu
oposto é carícia desagradável ou negativa.
Carícia desagradável. Sensação de mal-estar ou de dor causada
por beliscões, massagem dolorosa, ofensas, agressões, injustiças,
desconsiderações, tapas, socos, coação, pontapé, xingamentos, beijo com mau
hálito, abraço desajeitado com tapas nas costas, aperto mole de mão ou de doer,
chute no saco, cócegas exageradas, pé-de-ouvido, mordida na língua, etc.
Carícia saudável. Sensação física gostosa. Toque afetuoso
agradável. Carinho moral. Estímulo saudável, reforçador, motivador e
interessante. Ternura, elogio, reconhecimento, atenção, encontro feliz, tocar
suave, beijo, abraço, aceitação, sexo, etc. É o tocar doce na sensibilidade
despertando emoções, sentimentos, ou sensos carregando a bateria energética do
organismo. É o renascer da boa disposição e do bom humor.
Caridade. Ágape. Benevolência, complacência, compaixão.
Carinho. Toque físico ou psíquico agradável, protetor e afetivo.
Carranca. Semblante de mau humor. Cara de mal-humorado. Rosto
severo para bronquear.
Cataplexia. Crise passageira de extrema fraqueza muscular
provocada por emoções.
Catarse. Alívio ou desaparecimento de tensão e de angústia
por explosão emocional. Com a liberação brusca e violenta de tensão, na
explosão colérica, o indivíduo agressivo pode acalmar-se e, daí, dar-se conta,
claramente, do seu comportamento irracional. Para evitar a freqüência desse
comportamento não saudável é preciso trabalhar a crença ou a idéia errônea
reprodutora de tensão. O simples controle e a vazão só funcionam como
paliativos. Mas, às vezes, resultam em conseqüências indesejáveis, ou até
catastróficas. Por outro lado, há perspectivas de recuperação por lembrança
plena de fatos passados geradores de traumas, de perturbações psíquicas ou de
emoções fortíssimas. Chama-se catarse ao efeito saudável dessa tomada de
consciência com descarga depuradora. Em síntese, a exteriorização de um fato
ocorrido, traumatizante, conflitivo, de forte emoção ou de perda
incompreensível; que, no presente, influi no comportamento do indivíduo, de
maneira incontrolável, pode trazê-lo à normalidade, à medida que haja a
reposição energética positiva por readaptação à nova realidade.
Cenestesia. Sensação do próprio corpo de mal-estar ou de
bem-estar, dado pelo conjunto dos órgãos, independentemente de sentidos
especiais.
Certeza. Conhecimento exato, qualidade do que é certo, preciso,
verdadeiro.
Chateação. Amolação ou estímulo impertinente gerador do
estado ou sensação de incômodo, aborrecimento e indisposição.
Choque. Abalo emocional. Comoção.
Cidadania. Qualidade de cidadão. Qualidade que não vem
correspondendo à realidade do cidadão no exercício pleno de todos os seus
direitos civis, políticos e sociais porquanto há constante transgressão e
desrespeito nesse sentido em razão da prevalência do poder ideológico que
comanda a representação política a seu bel-prazer. O poder ideológico agracia
apenas os elementos do lado dominante em detrimento dos do lado dominado. E o
absurdo é que justamente estes são a maioria e os principais reprodutores do
poder da dominância ideológica. Por sua ignorância e ausências de coesão e
consciências coletivas repetem de modo contínuo, por hábito, a própria idéia
dominante que deforma a correta. Será que a submissão e obediência cega ou
míope terão um limite de tolerância? Mesmo numa sociedade organizada coesa e
esclarecida, onde as suas normas sejam reconhecidas por todos como desejáveis
para a boa convivência, tanto no que se refere à moral como a direitos e
deveres, elas não concorrem, na prática, para que a sociedade possa atuar em
função do bem comum. Por que isso acontece? ¾ Porque a ordem
regida por leis sujeitas ao princípio da imputação, do dever e da obrigação não
só facilita a exploração perversa e desleal do poder econômico mas reproduz a
impunidade dos seus praticantes deliberados. Eis porque são eles os primeiros a
contrariarem os próprios preceitos por eles mesmos instituídos como
representantes da vontade e da pretensa liberdade de todos os membros da
sociedade. Não há, portanto, a autêntica representação de todos e nem a
liberdade de escolha. Nem mesmo a possibilidade de optar entre o cumprimento de
uma norma ou recebimento da punição. O que poderá ocorrer no referido limite de
tolerância da grande massa popular insatisfeita? Haverá a violação dos direitos
humanos de qualquer dos dois lados do conflito de interesses?
Cidadão. Indivíduo no gozo dos direitos civis, políticos e sociais pelo
seu desempenho de deveres e obrigações para com o Estado.
Ciência. Conhecimento lúcido, na ocasião certa, do que é preciso saber. É o
estar ciente do que ocorre. Entendimento claro e correto das situações interna
e externa relativas. Estar a par do acontecimento. Conjunto da sabedoria humana.
Cinestesia. Percepção de movimentos musculares, peso e posição
dos membros. Sensação do movimento corporal.
Ciúme. Sentimento de paixão que envolve um terceiro elemento. Sentimento
de defesa do domínio, posse e de exclusividade ao segundo e de ataque, repulsa
ou ódio ao terceiro. A probabilidade de perda da coisa ou pessoa, objeto da
paixão, em favor do terceiro elemento, produz o sentimento de ciúme. O estado
psíquico de tortura de origem e natureza sentimental provocado pelo ciúme dura
do intervalo da propensão para a reação até a solução do impasse. Nesse
período há uma mistura de raiva, de medo e de ansiedade tendendo,
progressivamente, ao inconformismo, suspeita, apreensão, mágoa, angústia e
irritação podendo terminar em ódio, rejeição, revolta e sentimento de traído,
preterido, de passado para trás, ou de medo e raiva do estado aversivo de
cônjuge traído.
Ciúme patológico. Relação a três, real ou imaginária. A
desconfiança e a suspeita é excessiva. A obsessão de posse exclusiva e de
propriedade intocável aumenta o ódio e repulsa contra o terceiro imaginário e
também contra a pessoa, objeto da paixão doentia. Há a crença e o receio
intenso e demasiada apreensão de ser rejeitado e preterido por outro. Só a
idéia ou imaginação de penetração de parte abominável, suja e secreção nojenta
de outro onde coloca a sua tida por limpa faz com que o ciumento se transforme
em pessoa detestável e intolerável. A essa crença segue o medo de
desestruturar-se, de perder a identidade e o sentido de viver. Daí, nessa circunstância,
possibilita-se a psicose, o crime passional e o suicídio.
Civilidade. Conjunto de formalidades observadas entre si pelos
cidadãos em sinal de respeito mútuo e consideração.
Claustrofobia. Medo de lugares fechados ou de tamanhos reduzidos.
Cleptofobia. Medo doentio de ser roubado ou de cometer furto.
Coação. Constrangimento à força.
Cócegas. Sensação especial de tremor espasmódico que causa, geralmente,
riso; por leve roçar ou fricção em local apropriado da pele.
Cólera. Impulso violento contra o que nos ofende, fere, ou indigna.
Ferocidade dos animais.
Compaixão. Sentimento misto de pesar, dó, piedade e
solidariedade. Desperta paixão pela humanidade.
Companheirismo. Camaradagem. Procedimento cordial, afetuoso e
leal.
Complacência. Comprazimento. Benevolência, condescendência.
Complexo-percepto-memório-intelectivo. Conjunto
composto pelo sistema límbico (Paul Mac Lean) e por outras formações cerebrais,
que responde pelo equilíbrio do organismo, pela disciplina emocional e
sentimental, pelo bom funcionamento da percepção e memória; e, pela operação do
conhecimento, pensamento, raciocínio, intelecção e consciências. Em síntese, é
o comando central organizado e estruturado para cuidar de todas as atividades
neuronal e psíquica em função da movimentação saudável na interação do
indivíduo com o meio ambiente em busca da vivência humana, em nível ótimo.
Compreensão. Entendimento de sucessivos confrontos para
exclusões do não-ser das apreensões diversas, por si mesmas. Reduz-se assim,
gradativamente, essa extensão não pertinente até a sua exclusão máxima
possível; ou de preferência, alcançar a sua exclusão total. Diminuindo-se a
extensão das sucessivas apreensões relativas por diferenças, cada vez menores,
tem-se o aumento cada vez maior da sua compreensão. Assim, excluída a extensão
das apreensões não coerentes resulta na compreensão total da apreensão
coerente. A compreensão de um conceito, um fato, fenômeno ou idéia, por
exemplo, é a inclusão dos seus elementos faltantes, ignorados ou esquecidos
como propriedades, caracteres, qualidades, atributos pertinentes e parâmetros
inerentes para integrar ou completar a sua real identidade ou o seu verdadeiro
sentido dentro do seu contexto, com exclusão dos impróprios, intrusos e não
pertinentes.
Compulsão. Impulso irresistível para um certo comportamento
ou conduta, embora indesejável, censurado ou reconhecidamente irracional.
Concentração. Convergência e fixação dos pensamentos num só
assunto, idéia, matéria ou ponto.
Conciliação. Cessão integral por trocas de conseqüências
desejáveis ou concessão mútua parcial de vontades, desejos ou intenções
conflitantes. Relação de permutação de elementos que resultem conseqüências
desejáveis nos segundos momentos biográficos ou históricos.
Conexões. Relações, associações, ligações e analogias entre
coisas diferentes, paradigmas divergentes, ou entre dois sistemas
contraditórios que possam conviver e contribuir para o crescimento duma única
totalidade comum, sem mútua exclusão ou ruptura. As conexões podem ser tanto
objetivas, subjetivas quanto ambas. Quando elas ocorrem entre elementos reais
concretos são objetivas. Quando entre elementos ideais dizemos conexões
subjetivas e quando há a relação entre o sujeito e o objeto, ou vice-versa,
considerando os elementos que se interagem, apenas conexões.
Confiança. Acolhimento de proposições no sentido de
questioná-las, duvidá-las, ou criticá-las para se poder acreditar. Positividade
dos movimentos na vivência humana relativa aos primeiros momentos biográficos
ou históricos. Firmeza e segurança íntima de procedimento. Expectativa e
esperança firme. Acolhimento de propostas para questionamentos no passo da sua
aceitação, credibilidade e boa-fé.
Conflito. Situação de delicada e penosa escolha ¾ ter que optar, não querendo, por uma de duas ou mais
possibilidades de difícil definição. A situação de conflito é uma luta interior
que em não havendo informações determinantes boas, pensamentos decisórios bons
não há como encontrar juízo deliberatório eficaz. Decorrerá, então, hesitação
maior, dúvida emocional e o impasse. Escolhendo um, pode ocorrer sentimento de
perda em relação ao que ficar. O medo de perder e a raiva da situação horrível,
produzem a ansiedade e posteriormente a angústia e estresse. A demora da
situação de conflito gera conseqüências desgastantes e desagradáveis ao
organismo rumo à catástrofe. Ocorre também situação conflitiva nas relações
interpessoais onde duas ou mais pessoas concorrem em favor de reforços,
motivações e interesses diversos perseverando na conquista da prevalência das
suas vontades, desejos e intenções pessoais gerando, sobretudo, impasses não só
para as partes mas também para o todo. Assim, tanto nas situações de conflito
intrapessoal quanto na de interpessoal requer o concurso da administração de
conflitos e da estruturação de código de ética, de disciplina e da convenção
orgânica da relação saudável.
Confronto. Conferência frente a frente. Comparação para saber
das semelhanças, contrastes e pontos comuns. Questionamento para obter
respostas que esclareçam dúvidas.
Confusão. Perturbação emocional acompanhada da atrapalhação
hesitante. Há desordem no pensamento com falta de coordenação motora.
Conhecimento. Saber como, com o quê, com quem, qual, quanto,
quando, onde, para quem, por quê e para quê se faz, é, está, tem, acontece e
existe. Conhecimento, então, é acúmulo de respostas e soluções eficientes e
eficazes para serem utilizadas nas devidas ocasiões. O conhecimento é
pertinente aos segundos momentos biográficos e históricos.
Consciência. É ciência, lucidez e o dar-se conta no
aqui-e-agora, querendo, do que ocorre em verdade no inconsciente, subconsciente
e consciente nas conexões subjeto « objeto « ser-ideal « ser-real, no
sentido deliberatório para o posicionamento interativo.
Consciência
das consciências. Cuida-se
de dar-se conta de completar o faltante numa unidade buscando tornar inteiro o
incompleto, tanto no seu conteúdo e forma quanto na sua qualidade própria e a
da sua extensão mais próxima, em qualquer dos momentos biográfico-históricos. É
a base da aprendizagem das consciências. Logo, compreende-se que o caminho da
autenticidade do indivíduo em sua integração ao seu meio ambiente em todas as
suas relações interativas intrapsíquicas, interpessoais ou intersubjetivas; e,
tal que como parte integrante de uma unidade social obtenha o seu triunfo
sensato para o benefício geral. Daí, a importância da consciência das
consciências. Basicamente, a consciência das consciências é que impulsiona o
crescimento integrativo e formal das consciências — consciência-do-inconsciente,
consciência-do-subconsciente e consciência-do-consciente em direção e sentido
da superconsciência; pois que, mesmo tendo-se em conta de que se tenha a
certeza absoluta de estar no gozo das plenas faculdades mentais, sob a luz
diária que ilumina essa ampla rede de usos, costumes e hábitos da civilização,
de olhos bem abertos, de espírito aguçado, ainda assim, é preciso acordar.
Acordar do acordado, ou seja, para a superconsciência para se ter aquela
certeza absoluta de estar, ser, ter, fazer e acontecer no mundo do modo
autêntico, autônomo e real. Não do modo automático, artificial, representativo,
condicionado, teatral, dramático, fantasioso ou hipnótico.
Consciência-social. Refere-se à consciência da unidade
social coesa. Toda unidade social coesa, desde o par coeso seja casal de
namorados ou sociedade empresarial, cidade, nação até a humanidade, tem ¾ necessariamente, em situações de relevância ¾, elementos nas posições de liderança e poder cuja unidade funcione
como cabeça pensante do organismo. Logo, a consciência da organização social
reside primordialmente no seu órgão administrativo. A essa consciência que deve
estender a todos os seus membros, desde o menor ao maior, dizemos
consciência-social. Se há sempre referendo e unanimidade plebiscitária de
votos, dizemos que a coesão e consciência dessa unidade social são íntegras.
Consciente. Estado psíquico quando presentes os atributos do
pensamento no processo conclusivo ou decisório no sentido do triunfo sensato.
Pertinente aos terceiros momentos biográficos ou históricos.
Consciente-social. Refere-se ao consciente de qualquer
grupo social coeso. Se todos os elementos desse grupo pensam, simultaneamente,
no sentido do encontro da solução do problema comum e participam com o seu
voto, dizemos que o consciente-social desse grupo está em atividade. O
consciente-social pode ser representativo. Relativo aos terceiros momentos
históricos.
Consenso. Concordância de idéias ou de opiniões válidas
continuamente. Relação de combinação nos terceiros momentos biográficos ou
históricos.
Consideração. Atendimento com respeito, estima e importância
dada à pessoa.
Consternação. Dor, aflição e pesar profundo. Desamparo,
desolação e desalento. Tristeza profunda, ânimo abatido.
Constrangimento. Aperto, coação, desagrado. Em caso de
acanhamento, timidez, embaraço, refere-se ao medo da crítica que faz o
constrangido recuar-se. A ilusão ou crença de encontrar-se como centro das
atenções o constrange. A confusão é conseqüência e o tremor pode persistir
enquanto constrangido.
Contato. Situação de confronto comunicativo interpessoal. É direto quando
há a possibilidade do toque físico ou psíquico. É chamado indireto quando
mediativo, intermediado, ou quando feito por meios de comunicação. Preliminar
do encontro ou desencontro.
Contemplação. Componente da meditação profunda. Possibilita a
integração da vibração, admiração e apreciação. Aceitação por observação
demorada e absorta. Gerador harmônico dos movimentos na vivência humana nos
quartos momentos.
Contentamento. Sentimento de satisfação, alegria repetida. Quem
tem êxito está contente.
Contrição. (Ato de contrição). Arrependimento pelos próprios
pecados, deslizes, ou culpas no passo de obter o perdão divino.
Coragem. Sentimento originado por determinação de enfrentar o perigo por
privação, crença, motivação, conhecimento ou reconhecimento. Misto de raiva,
medo, impulso, expectativa, audácia, atrevimento, cautela e determinação para o
enfrentamento de uma situação difícil logo adiante.
Covardia. Sentimento originado por determinação de fugir ou
esquivar, muito mais por ausência de coragem do que por medo, abandono,
fraqueza e egoísmo. O covarde é impotente, fraco e medroso. Por isso, tem
índole traiçoeira e ardilosa quando é convocado para um enfrentamento. O pavor
aumenta quanto mais próximo de se expor. Assim, é um desertor em qualquer
confronto direto por medo de enfrentar.
Crença. Sentimento de convicção íntima.
Crer. Sentir firmeza ou ter por certo. Crer ou acreditar não chega a ser
uma certeza absoluta. Mas acreditando é que tem a maior probabilidade de chegar
até lá. Com base em conhecimento as pessoas acreditam embora a realidade possa
ser outra. Por isso, a crença ou o crer é pertinente ao segundo momento.
Criança. Toda vivência afetiva no período da infância está gravada na
memória. De certo modo muitas coisas significativas desse período subsistem ou
persistem exercendo forte influência na atuação posterior, nas fases seguintes
até na velhice. Assim, as experiências afetivas de criança têm importante lugar
na personalidade influindo com muita freqüência nas situações de todos os
primeiros momentos. Em Análise Transacional, é um dos três estados de ego. É o
ego criança. Contém os vestígios da infância (relíquias arqueopsíquicas).
Criatividade. Atividade psíquica dos quartos momentos
biográficos. Refere-se à percepção, cognição e intelecção nas descobertas, nas
inovações e nas invenções.
Crítica. É opinião ¾ parecer
corretivo baseado em experiência ou em conhecimento anterior ¾ que orienta o autor sobre a sua produção ou ato. Determinação
indicativa de possibilidade, potencialidade, permissividade e proteção. “Faça,
porque é bom ¾ não faça, porque é ruim”. A atitude crítica reproduz
conhecimentos mais consistentes fazendo parte determinante da aprendizagem e
desenvolvimento nos segundos momentos biográficos. Só se critica com base em
conhecimento preciso. Quem critica pela positividade provoca movimentação
saudável na vivência humana reproduzindo conhecimentos tidos como certos. É bom
observar que há a crítica negativa que influi no criticado e o desequilibra,
emocionalmente. Logo, é preciso aprender a aplacá-la esquivando-se de reações
emocionais negativas uma vez que estas tendem a inibir o bom aprendizado,
reforçando possível patologia não só do crítico mas também do criticado. É
preciso aprender a limitar-se na crítica da obra e não do seu autor para que
este possa produzir, realmente, boas obras. O bom crítico sabe criticar com
elogio sincero e autêntico porque sabe como faz e mostra o melhor caminho a ser
seguido. “Vejo que você gosta disso. Mas, experimente este. Parece-me
ótimo!”
Culpa. Sentimento de reconhecimento de erro ou deslize causado por
imperícia, imprudência, negligência e por distração, omissão, ignorância ou
irresistibilidade. Condutas essas, produtoras de ofensas, danos, perdas
materiais, morais e físicas. Reconhecimento de fraqueza e fracasso. A culpa com
arrependimento sincero tende a conduzir para a atitude de reparação. A crença
ou a ilusão de ter provocado perda irreparável a si ou a outrem, mesmo com perdão,
aumenta o sentimento de culpa sobrevindo o remorso. Na verdade, a culpa é
produto e reflexo da repressão. Assim, o arrependimento, a atitude reparadora
ou o vexame estão bem mais direcionados às pessoas significativas por medo de
perder o seu afeto, por medo de sua rejeição ou desqualificação, ou ainda, por
medo do escândalo, em razão do seu ato culposo. Entretanto, se pelo lado do
medo provoca a possibilidade da ansiedade, angústia, rejeição, remorso,
arrependimento, neurose, paranóia e fobias; pelo lado da raiva da situação
péssima, a culpa possibilita o inconformismo, rebeldia, revolta, ódio, psicose,
perversões, subversões e perversidades. De qualquer modo, a culpa é potencial
suicida, homicida e genocida ¾ premente,
tempestiva ou crônica. Pelo lado pior, é a ausência de reconhecimento quando de
fato há culpa. Nesse caso, por covardia, transfere-se-a ou joga-a para outrem
ou a alhures. A culpa e a condenação andam juntas e, normalmente, não é
deliberada pelo juízo, mas impetuosa e inapelavelmente fixada pela emoção, ou
determinada pela paixão. No tribunal intrapsíquico a emoção é a ré, ou ré e
vítima, simultaneamente. O sentimento positivo é o defensor. O sentimento
negativo é a acusação. O senso ¾ racional,
imparcial e frio ¾, é o juiz. A
instância superior é formada pela auto-estima e pelo juízo. Normalmente, a
auto-estima perdoa a ré, mesmo culpada, e o juízo a inocenta por
inconstitucionalidade universal da denúncia, passando-a de ré para vítima das
forças maiores e circunstanciais do mundo exterior. No paradigma do amor o
perdão substitui a culpa de origem estúpida e ignara.
Cultura. Prática coletiva dos padrões, valores, crenças, normas e regras
vigentes, socialmente aceita e consagrada. Tal acontecimento resulta da
capacidade simbólica humana e o seu poder fascinante de adaptabilidade cujo
significado do seu conteúdo é tornado compreensível pelo hábito, costume e uso
na convivência diária ao lado da aprendizagem e programas educacionais. A
cultura é a essência dos segundos momentos históricos com significativa
influência na aprendizagem sociocultural e cultural-cívica.
Curiosidade. Num determinado primeiro momento, refere-se à
vontade ou impulso exploratório visual ou tátil e experimental no contexto do
encontro com o novo ou diferente. Implica reforço. Num dado segundo momento,
trata-se de desejo de conhecer e saber como é, o que é, o que faz ou para que
serve. Envolve motivação. Num terceiro momento, após uma atitude perplexa de
irresolução e indecisão, é a intenção de saber como funciona para o uso, de
inventar técnicas para reprodução, de pesquisar para desvendar o mistério, etc.
Desperta interesse. Num quarto momento, além do desígnio e sonho há a
disposição de explorar em profundidade. Logo, a curiosidade é fator importante
não só para iniciar um processo de aprendizagem mas, essencialmente, para
terminá-lo.
Decepção. Expectativa frustrada. Surpresa desagradável.
Desengano. Malogro de uma esperança. Desapontamento em curso. Desencontro
inesperado. Pode gerar raiva ou medo em alta intensidade, além de forte
ansiedade terminando em angústia com mágoa.
Decisão. Resolução de uma direção a seguir, ou implemento duma idéia por
método adequado, ou de um plano selecionado no sentido da solução do respectivo
impasse. Atributo do pensamento que dá consistência à escolha difícil e à
determinação incerta. A decisão pode ser gerada pela má intenção ou pela boa
intenção de conformidade com o teor de interesse ético.
Dedicação. Consideração, ou dar de si com abnegação e afeto.
Dedução. Processo de raciocínio que parte das origens para as finalidades.
Raciocínio pelo qual, com base em uma ou mais premissas, se chega a uma
conclusão necessária, por força de correta aplicação das regras lógicas. A base
deste processo é o silogismo. Na síntese usa-se a dedução recompondo o todo
decomposto pela análise. Da generalização procura-se a especificação. Do geral
conclui o particular. É o contrário da indução.
Deleite. Prazer íntimo, suave e pleno. Situação de quartos momentos
biográficos que integra a assimilação, a acomodação e a consolidação.
Deliberação. Acórdão próprio dos quartos momentos proferido pela
consciência-do-inconsciente na escolha, pela consciência-do-subconsciente na
determinação e pela consciência-do-consciente na decisão. Se a vontade, o
desejo e a intenção designarem harmônica e respectivamente a preferência na
opção, a permissão e proteção na determinação, a conveniência na decisão e o
despacho saneador ou a sentença do juízo, temos o querer unânime. A deliberação
é a resolução por unanimidade das consciências para interagir prontamente.
Delícia. Prazer intenso. Sensação deleitosa. Extrema felicidade.
Delírio. Perturbação mental breve com alucinações e excitação.
Depravação. Perversão física e moral.
Depressão. Tristeza profunda. Forte angústia e acentuada melancolia.
Distúrbio mental por adinamia, desânimo, ou sensação de cansaço. Caracteriza-se
pelo desânimo, cansaço, indiferença, tédio com perda de apetite e da vontade de
viver. Ausências de reforço, motivação e de interesse. Pode levar o paciente ao
suicídio, à psicose maníaco-depressiva (transtorno bipolar) ou à depressão
crônica. Nesta fase, o pensamento é lento, acentua-se a inapetência, há a
insônia rebelde, mal-estar e conseqüente paralisação das manifestações
psíquicas.
Desaforo. Provocação com desfeita, insulto, desafio e
atrevimento.
Desafio. Provocação e instigação para a contenda com insultos, ironia e
desqualificações.
Desalento. Desânimo, abatimento, desesperança.
Desamparo. Abandono. Desproteção.
Desânimo. Perda de entusiasmo. Normalmente, decorre de má
escolha repetida ou de frustração geradora de tristeza. A perda da vontade, da
motivação e do interesse resulta em desânimo total. Em verdade, é auto-estima
em baixa.
Desapontamento. Desencontro no encontro. Produz
chateação, raiva e bronca. A situação decepcionante decorrente do
desapontamento em curso pode levar à inconformação e em seguida à frustração.
Desarmonia. Confusão. A ausência de harmonia provoca
desencontro de motivos, conflito de interesses e vontades adversas.
Descanso. Recuperação de energia. O repouso causa sensação
agradável e o relaxamento muscular repõe as energias biológicas dando condições
para as concentrações psíquicas.
Descoberta. Encontro com o escondido, pela vez primeira. Pode
ser casual ou querendo. Quem procura com perseverança, acha. Nada há que se
ache coberto, não possa ser descoberto. A descoberta é o encontro com o novo,
diferente, desconhecido e com o que está escondido, no aqui e agora e
pela vez primeira. É pertinente, por isso, aos primeiros momentos biográficos,
na aprendizagem e desenvolvimento.
Desconfiança. Não acolhimento por suspeição ou certeza.
Desdém. Desprezo com altivez e prepotência. Desqualificação com arrogância
e orgulho.
Desejo. Vontade prorrogada. O desejo intenso é a mesma vontade prorrogada
em diversas oportunidades sem contudo ser satisfeita uma única vez além da sua
geradora, ou após a saciação da última. O desejo expressa a necessidade para a
sua satisfação tempestivamente. É pertinente aos segundos momentos biográficos.
Desencontro. Descaminho ou desvio do encontro certo. O
desencontro pode ocorrer entre duas ou mais pessoas embora juntos por muito
tempo. Este tipo caracteriza-se pela diversidade dos objetivos das partes e
motivações diferentes entre si embora permaneçam juntos por algum vínculo
forçoso, por conveniência ou por força do hábito. Há os desencontros chamados
emotivos. Estes se caracterizam pelas vontades, desejos e intenções
manifestados em hora inadequada no sentido de que quando um não quer os dois
não brigam. Mas o fato é que acabam em discussões gerando mal-estar para as
partes, às vezes, demoradamente. Em síntese, o desencontro é incompatibilidade
de interesses, opiniões e idéias além da farsa, disfarce e fingimento nas
manipulações de pessoas.
Desespero. Perda total de esperança após situação
decepcionante. Sentimento de aflição.
Desinteresse. Isenção. Falta de interesse. Abnegação.
Deslealdade. Preterição. Falsidade e fingimento em detrimento da
relação de companheirismo nos terceiros momentos biográfico-históricos. A pessoa
desleal volta atrás após ter combinado com um a favor de outro por conveniência
ou interesse particular.
Despeito. Desgosto com raiva que aparece da decepção machucando o
amor-próprio.
Desprendimento. Libertação interior. Senso de liberdade que
protege o indivíduo contra o sofrimento gerado por desvinculação forçosa com
elementos pertinentes à sua extensão mais próxima. O desprendimento integral
faz do Universo, a extensão do indivíduo e para este, a compreensão daquele. A
conquista definitiva do desprendimento é feita nos terceiros momentos
biográficos, pelo pensamento objetivo, pela aprendizagem, treinamento e prática
da ocupação de viver bem e do estar-para-a-vida de bem com os demais.
Desprezo. Repulsa com nojo. Sentimento de desqualificação. Desconsideração
e rejeição com prepotência, arrogância e, às vezes, furiosamente.
Desqualificação. Exclusão momentânea do rol de
consideração. Desprezo. Perda de qualidade como pessoa. Coisificação da pessoa.
Retirada total de merecimento e consideração. Não reconhecimento das
qualificações de determinada pessoa ou coisa, anteriormente levadas em conta.
Determinação. Ordem ou mandado, com fundamento no conhecimento,
que deve ser cumprido, tempestivamente. Assim como a opção ou escolha acontece
nos primeiros momentos biográficos ou históricos e a decisão, nos terceiros, a
determinação ocorre nos segundos momentos.
Deus. Existe. Ser-ideal onipotente e onipresente. É evocado
indevidamente, principalmente, pelos manipuladores de pessoas. Deus é evocado
como disfarce do manipulador. O deus da manipulação é o próprio manipulador que
se representa nele para convencer a sua vítima. No “deus” quer que eu faça,
esse “deus” é uma muleta inconsciente de apoio, ou o disfarce do diabo na
vontade inconsciente mais profunda do manipulador. Se não der certo, o culpado
é “deus”. Na verdade, o próprio manipulador como “deus” não admite ser
punido.
Devaneio. Divagação imaginativa.
Devoção. Sentimento religioso. Dedicação íntima.
Dialética. Arte de raciocinar, argumentar e discutir de maneira
coerente com vistas ao encontro da verdade por meio de oposição e reconciliação
de contradições lógicas subjetivas ou objetivas. As contradições lógicas
subjetivas referem-se ao diálogo interno, autodiscussão. As objetivas foram
desenvolvidas por Hegel pelo trinômio ¾ tese, antítese
e síntese. Consiste em propor uma tese que é contraditada. A depuração em
discussão pode reunir pontos comuns para uma conclusão chamada síntese. A
síntese é, antes, uma conciliação que pode levar à verdade propriamente dita.
Uma vez que a síntese pode ser uma nova tese que pode ser contraditada. Diz
M.Garcia Morente que a dialética consiste em supor o que queremos averiguar é
tal ou tal outra; isto é, antecipar o saber que procuramos, mas logo depois
negar e discutir essa tese ou essa afirmação que fizemos e depurá-la em
discurso.
Dignidade. Respeito a si próprio, brio. Decência, honradez.
Merecimento.
Dinamismo. Atividade intensa, energia. Espírito empreendedor.
Disciplina. Obediência voluntária aos princípios de boa conduta,
de respeito e consideração à pessoa, à integridade dos seres, à ordem saudável
e a observância dos preceitos ou normas legais. A disciplina tem o sentido de
cuidar e proteger os bons efeitos da ingenuidade, a boa conseqüência da
responsabilidade e os bons resultados da espontaneidade, integrando-os para o
triunfo sensato.
Disfarce. Fingimento, dissimulação, máscara, encobrimento ou
ação de esconder-se sem ser notado ou percebido. O disfarce é ocultação da
própria identidade. O disfarce, em emoções e sentimentos, significa
representá-los por outros tipos. Quem disfarça uma emoção autêntica faz com que
a pessoa visada acredite como real a sua representação. O disfarce pode ser
inconsciente, subconsciente ou consciente. A prática do disfarce inconsciente chega
a ser tão real que a própria pessoa que disfarça não se dá conta ou já se
esqueceu da verdadeira.
Disposição. Colocação metódica. Estado de espírito ou de
saúde, temperamento, humor. Tendência, vocação. Há a boa e a má disposição
física e a psíquica. A disposição tem o sentido de manter a integração do
reforço, da motivação e do interesse. A disposição é o estado de ordenação
física e psíquica para servir ou interagir (reagir, agir, atuar). Diz-se boa ou
saudável quando mantém integrados o reforço, a motivação e o interesse,
repita-se. A boa disposição física é dada pela saúde do corpo e da mente
melhorando a qualidade de alerta e prontidão para interagir
imediatamente. A boa disposição psíquica dá qualidade à atenção e à observação.
Para se obter a boa disposição psíquica, além da boa disposição física, requer
a conexão estável do desígnio-sonho com o querer. Aptidão no
aqui-e-agora para fazer e acontecer bem.
Dissonância cognitiva. Estado de conflito causado pelo
conhecimento da atitude correta não conseguindo mantê-la. A dissonância
cognitiva pode também surgir em situação de bloqueios da motivação, ou na
frustração de objetivos quando uma atitude irracional ou incongruente é tomada
com conhecimento anterior respectivo para superar ou vencer os obstáculos.
Distração. Descontração ou relaxamento que conduz à atenção
desconcentrada, que se não houver a necessária proteção para tal permissão pode
ser alvo de situações inconvenientes. A distração com omissão é causa da não
solidariedade intencional. A distração é do terceiro momento em conexão com o
primeiro.
Diversão. Divertimento, entretenimento, distração, recreio.
Dó. Tal como a pena, o dó como sentimento, seja de lástima ou de
comiseração, tem um bocado de raiva embutida. (veja pena e piedade)
Dor. Alarme que exige atenção, prontidão, alerta e observação para uma
solução rápida. A dor é sensação física e psíquica. É desagradável e penosa
enquanto dura o desequilíbrio atuante. A intensidade da dor leva o indivíduo a
emoções fortíssimas e a sentimentos violentos. A dor moral dá indícios de uma
necessária reavaliação de valores.
Dúvida. Incerteza sobre realidade fática, fenomênica e proposicional.
Pode ser racional ou emocional. A dúvida racional é a busca da certeza por
questionamento científico com avaliação, confronto, verificação e corroboração,
cuja garantia de exatidão evita perturbações. A dúvida emocional tende,
primordialmente, a buscar o erro, o desacerto, o errado, o total do prejuízo e
o culpado ou responsável para exigir condenação e ressarcimento. A dúvida
emotiva é baseada em desconfianças,
suspeitas, interrogatórios, inconfiabilidade e incredibilidade ou
ceticismo geradores de fortes emoções e sentimentos cujas conclusões são meras
opiniões e convicções passíveis de erro gravíssimo. A dúvida embora pertinente
aos segundos momentos biográficos está em conexão direta com os primeiros
momentos. Sendo que a dúvida emocional ou emotiva está mais para o primeiro
momento; e, a dúvida racional para o questionamento e crítica do segundo com
subsídios do terceiro momento biográfico. Porém, para esclarecer a dúvida ¾ seja por interrogatório, questionamento objetivo, ou por
crítica ¾, começa pela confiança, passa para as
respostas saneadoras e acaba no sentido de estabelecer ou não a crença.
Economia. Estudo de como as pessoas e a sociedade decidem
empregar recursos escassos, que poderiam ter utilizações alternativas, para
produzir bens variados e para os distribuir para consumo, agora ou no futuro,
entre as várias pessoas e grupos da sociedade (Samuelson-Nordhaus). Em verdade,
a economia não deveria ficar restrita a estudo de como ..., tal vem acontecendo
no mundo dos negócios e nos governos de influências neoliberais e
social-democráticas; mas, desde logo, mudar para a prática produzindo a
abundância essencial por todos os cantos do mundo, sem manipulação da escassez,
dentro de uma estrutura de administração organizada, aprendendo, praticando,
habilitando-se e produzindo, junto ao atendimento às necessidades essenciais
dos quatro momentos biográficos e históricos. Estabelecer de vez para uma
economia voltada para a administração da abundância essencial no sentido de
evitar a sua escassez com aproveitamento dos abundantes recursos naturais ou
disponíveis, dos fatores da criação tecnológica que viabilizam a eficácia da
produtividade globalmente dirigida e distribuída a custos baixos sem interferir
na remuneração salarial condizente.
Ego. Na teoria freudiana forma com o superego e o id os três sistemas
da personalidade. Na teoria berniana é o sistema psíquico composto pelos seus
três estados conscientes: pai-adulto-criança.
Egoísmo. Comportamento, conduta, ou procedimento intencionalmente voltados
para saciar vontades, desejos e necessidades, de modo exclusivista. O
comportamento egoísta refere-se aos primeiros momentos biográficos. A conduta
egocêntrica, aos segundos, e os procedimentos monopolizadores e manipulatórios,
aos terceiros. Nos momentos históricos, o egoísmo é o cerne da ideologia
política.
Elusivo. Arguto, arisco, evasivo, esquivo. Do verbo eludir que significa
evitar ou esquivar com destreza, furtar-se com habilidade ou astúcia, à
influência ou ao poder de outrem.
Embaraço. Perturbação ou obstáculo que dificulta ou impede o
prosseguimento de uma ação.
Emoções. Reação psíquica e orgânica provocada pela ação de estímulo interno
ou externo. Trata-se do estado do organismo que envolve não só todo o processo
da excitação e da tensão como também o aspecto de experienciá-las, e,
principalmente, o de vivenciar o comportamento resultante dos impulsos
correspondentes e o aspecto de sentir as sensações e as alterações fisiológicas
processadas no corpo. As emoções ocorrem nos primeiros momentos biográficos e o
seu itinerário característico consiste na conexão automática ¾ estímulos ® sensações
(viscerais, somáticas, psíquicas) «
consciência-do-inconsciente (percepção, opção) « emoção (medo,
raiva, calma, alegria, prazer) « efeito somático
(taquicardia, palidez, sudorese) « movimento
(fuga, esquiva, enfrentamento, revide) « descanso,
relaxamento muscular. As emoções são de curta duração. É parte das reações
afetivas nas interações do convívio social. O processo emocional culmina no
enfrentamento, na fuga, na esquiva, no revide e na crença do rebate falso como
verdadeiro, no aqui e agora. No ponto culminante, há aumento e concentração de
energia redobrando a força muscular, movimento, velocidade e agilidade. Nesse
processo, observa-se aumento das batidas do coração, tensão, tremor, secura da
garganta, tontura, suor, palidez, pernas bambas, choro, sorriso, rubor das faces,
calor, pelos eriçados, e outras sensações agradáveis ou desagradáveis. Estas
sensações são os efeitos da saturação dos hormônios adrenérgicos
(catecolaminas) no organismo tais como a adrenalina, noradrenalina e
isopropilnoradrenalina, além de outras substâncias estimuladoras como a
serotonina, endorfina, acetilcolina, feniletilamina, dopamina, atropina, etc.
Emoções derivadas. Mistas ou secundárias, são as
originadas de duas ou mais emoções naturais simultânea ou alternadamente. Por
exemplo, a ansiedade origina-se do medo e da raiva alternada ou
simultaneamente. Normalmente, quando há demora na solução do impasse, é que
surge a emoção derivada e por isso, toda emoção derivada é classificada como
sentimento, podendo retornar a situação de primeiro momento prevalecendo a
emoção natural apropriada.
Emoções intensivas. Ou excessivas são aquelas de elevado
grau de perturbação conforme nível de tensão e intensidade emocional. Por
exemplo, a angústia é de pouca tensão mas de grande intensidade ou excessos de
ansiedade e tristeza combinadas. O ódio é a raiva intensa, não resolvida. A
euforia é alegria exagerada e, às vezes, sem controle. As emoções propriamente
ditas são de curtíssima duração. Por suas prolongações, demoras, intensidades,
misturas, alternâncias e situações assemelhadas, em virtude da não solução do
impasse, tais emoções são classificadas como sentimentos, próprios dos segundos
momentos biográficos na aprendizagem e desenvolvimento.
Emoções naturais. São cinco as emoções que acompanham o
indivíduo desde a sua concepção: o medo, a raiva, a calma, a alegria e o
prazer. Estas emoções são ditas naturais ou simplesmente emoções para
distingui-las de suas derivadas chamadas sentimentos. São rápidas, ocorrem no
aqui-e-agora e não inibem totalmente o consciente e o subconsciente na sua
manifestação adequada. Têm a função de proteger o organismo contra as ameaças
de sua integridade e dar continuidade à espécie de forma saudável.
Empatia. É sentir o que o outro sente sem estar em sua mesma situação real.
Por exemplo, ficar triste porque o outro mostra sinais de tristeza. Ficar
alegre porque o outro está alegre. Ficar com medo porque o outro mostra-se
medroso.
Empolgação. Grande animação. Vivo entusiasmo.
Encantamento. Ou encanto. Trata-se de grande alegria e sedução
tendendo à excitação prazerosa ou orgástica. Coisa que delicia, que cativa, que
enfeitiça, que inebria.
Encontro. Entrosamento no confronto ou no contato com pessoas
ou coisas. Entendimento harmônico entre duas ou mais pessoas no que se refere
às suas vontades, desejos, intenções, conhecimentos, pensamentos, idéias,
objetivos, interesses e, especialmente, ao querer estar junto por sentir bem,
reciprocamente. No encontro saudável há o acordo, a conciliação, o consenso e o
pacto autênticos e de forma sincera, doce, compreensível, espontânea,
incondicional e automática.
Energização. Efeito de prover determinado comando mental, de
energia vital, biológica ou psíquica. Nos seres vivos, especialmente, no homem,
além das energias conhecidas como a térmica, elétrica, solar, gravitacional,
química, atômica, etc., existe uma energia especialíssima que pode ser intuída
como diferente de todas as conhecidas justamente porque é aquela que controla
as demais energias para a boa saúde do organismo. Sem essa energia o comando
central enfraquece. Daí a vontade, o desejo e a intenção ficam praticamente
desligados, diminuindo o sentido vital ao organismo. Podemos chamá-la de
energia vital, biológica ou psíquica, indiferentemente. É vital porque dá vida
ao corpo. É biológica porque dá movimentação na vivência. É psíquica porque
ativa a mente não só pela vitalidade do inconsciente, do subconsciente e do
consciente; mas pelos subsídios de conteúdo ao pensamento e suas
faculdades, pela agilidade aos reflexos, pela consistência da memória,
lembrança, recordação e da imaginação, além da conscientização essencial no
momento preciso.
Entendimento. É a recepção cristalina, sem nenhuma dúvida ou
crítica de uma informação ou de um conhecimento novo ou complexo.
Implica também na atualização de um aprendizado anterior relativo ou para
substituí-lo, para enriquecê-lo ou, ainda, para confirmá-lo no processo da
compreensão. Em síntese, o entendimento é o convencimento e a aceitação de um
conhecimento para registro na memória.
Entusiasmo. Sentimento de potente ânimo contagiante que
acompanha um misto de calma e alegria com grande desembaraço e fluência verbal
voltados a um objetivo motivador ou de ação num processo interessante em curso.
Empolgação.
Epistemologia. Análise crítica das ciências de um modo geral.
Considera-se o estudo e avaliação dos princípios, hipóteses, métodos,
compatibilidades, incompatibilidades,
formas e resultados das ciências constituídas. Distingue-se da teoria do
conhecimento que é o estudo das diversas modalidades de conhecimento
tais como o conhecimento sensorial, sensação e percepção, memória, imaginação,
conhecimento intelectual, idéia de verdade ou falsidade, ilusão, realidade,
formas de conhecer espaço e tempo, relações, conhecimento ingênuo, científico e
filosófico.
Equanimidade. Igualdade de ânimo tanto na desgraça quanto na
prosperidade. Imparcialidade, moderação, serenidade de espírito. Virtude levada
em conta por Mahatma Ghandi de modo perseverante. Ao lado do equilíbrio físico
e psíquico funciona como integrador da calma, da tolerância e da paciência.
Equilíbrio emocional. Estado ou situação físico-psíquica de
quietude, calma, tolerância, paciência e equanimidade. Manifestação das emoções
primárias e dos sentimentos positivos, naturalmente, com bom senso, juízo e
objetividade, sem perturbações.
Ergasiofobia. Aversão ao trabalho. Preguiça, indolência.
Eritrofobia. Medo de enrubescer.
Erotofobia. Medo exagerado do ato sexual.
Escolha. Situação, no aqui-e-agora, de definir rapidamente com qual ou
quais vai ficar para evitar o conflito interno. Escolher é também optar logo
por uma das preferências. É pertinente aos primeiros momentos biográficos e
históricos.
Espanto. Susto forte. Sensação nos primeiros momentos geralmente diante de
fenômenos ou fatos surpreendentes, por desconhecimento de causa, ilusão ou erro
de crença. Pode gerar o assombro, o medo ou a perplexidade.
Esperança. Sentimento de expectativa leve e demorada de
determinado acontecimento futuro.
Espontaneidade. É atuar livre nos terceiros momentos
biográficos. A espontaneidade surge no terceiro momento afastando, pela
potência da intenção e do interesse, os bloqueios dos segundos momentos para
fazer fluir autenticamente a vontade natural e livre do primeiro momento ou,
ainda, no sentido da satisfação do desejo.
Esquiva. Desvio que evita um acontecimento aversivo ou possivelmente
doloroso. Comportamento para escapar de chateação, de ameaças de perigo, de
agressão ou de provável ferimento, sem ter que fugir, enfrentar ou encontrar.
Nos segundos momentos, trata-se de conduta para esconder-se do indesejado ou
prorrogando o encontro inevitável. Nos terceiros momentos, trata-se de
procedimento no desvio ou afastamento de variáveis impertinentes ou de
interferências.
Estafa. Cansaço, fadiga. Algo não está bem quando se atinge este ponto. É
bom aumentar os conhecimentos e gastar um tempinho para o pensamento,
meditação e reflexão para facilitar a tarefa que leva à estafa. Sempre há uma
melhor maneira de realizar com eficácia e maior velocidade sem atingir ao ponto
da estafa. Não deve carregar o piano sozinho.
Estarrecer. Assustar, apavorar-se, aterrorizar, desmaiar.
Estímulo. Agente causador da excitação. Qualquer agente
físico, químico, biológico, animal ou humano que provoca impressão num receptor
do organismo desencadeando o processo emocional (sensação ® complexo-percepto-memório-intelectivo ® consciências ® reação, ação,
atuação® triunfo
sensato).
Estupefação. Pasmo, assombro, espanto.
Euforia. Alegria intensa e expansiva. Sentimento proveniente de entusiasmo
contagiante e alegria demorada e profunda associados à grande sensação de
bem-estar.
Eu-divino. Conexão purificada do eu-individual, eu-social e o
eu-ideal. A purificação é a compreensão total geradora do espírito saudável com
a exclusão definitiva do malefício e da maldade. É presença constante do amor
no subjeto e da inteligência no objeto do indivíduo. Consciência do eu
integralizado, propriamente dito.
Eu-ideal. Conexão seletiva racional entre o eu-individual e o
eu-social. Afirmação do eu pela individualidade, cultura, ética social, idéia,
razão e juízo. Seleção concentrada dos atributos perseguidos para fazer parte
de sua personalidade confirmando-os gradativamente no real. É o eu-ideal que
usa o pensamento mediador, objetivo e suas faculdades equilibrando os conflitos
entre o eu-individual e o eu-social.
Eu-individual. Individualidade propriamente dita. É a estrutura
idiossincrásica natural, especial, independente e peculiar de cada indivíduo.
Eu-social. À medida que o eu-individual começa ceder espaços
para as influências externas, de outros indivíduos, dos padrões e valores
culturais, dos usos, costumes, hábitos, regras e normas sociais forma-se o
eu-social. O indivíduo passa a conviver com um outro eu que sempre está
tentando passar por cima do seu eu-individual, principalmente, quando
tende a fazer o que não quer em favor de outro. Faz por influência da cultura,
pelo social, para o bem disso, para o bem daquilo, etc. O eu-social,
vagarosamente, instala-se no subconsciente do indivíduo e começa a agir. Quando
assume o comando subestima e desqualifica a consciência-do-inconsciente e a
consciência-do-consciente com argumentos culturais vigentes tidos como
certos pela sociedade, encolhendo a individualidade e tolhendo a inventividade.
O indivíduo, assim, sob o comando do eu-social, restringe a sua vontade
primeira prorrogando-a, ou transformando-a em desejo reprimido. As intenções
inventivas são desestimuladas por “nunca dar certo” e por ser “perda
de tempo”. Por exemplo, é preciso ser trabalhador honesto, ter uma
profissão que possa sustentar uma família, educar filhos e dedicar a vida ao
bem sem olhar a quem. Desígnio assim aceito torna o indivíduo mero cumpridor de
papel social e quando termina o espetáculo, pára de representar o seu papel
social e não sabe o que fazer como aposentado. Não sabendo se a sua platéia o
aplaude, ou o vaia. Resta-lhe tão somente crer na morte e o aguardar. Aceita,
então, a velhice, toma conta dos netos, vai aqui, ali, acolá, sem mais
objetivos. O eu-social é importante para a formação geral do indivíduo. A boa ética, os registros na memória dos
bons conhecimentos culturais e sociais, a eficácia dos afazeres diários
consolidados pela experiência social e o acúmulo dos bons sentimentos são práticas
socioculturais que beneficiam todos. Mas, não, e de forma alguma, para assumir
o comando geral das reações, ações e atuações do indivíduo. O indivíduo não
pode perder a sua individualidade, a sua identidade, a sua autonomia, a sua
autenticidade e nem se perder a ponto de alienar-se.
Exaltação. Grande ânimo e intenso entusiasmo. Superexcitação
de ânimo.
Exasperação. Irritação, exacerbação. Fúria.
Excitação. Ativação do organismo por liberação dos hormônios estimulantes,
no processo das sensações somáticas, viscerais e psíquicas, em reação a determinado
estímulo real ou imaginário, por reflexo, impulso, reforçamento, motivação ou
interesse.
Êxito. Resultado, conseqüência, efeito. O bom êxito traz alegrias,
prazeres, abundância, entusiasmo e bons sentimentos. O mau êxito traz fracasso,
frustração, escassez, medo, raiva, ansiedade e maus sentimentos.
Expectativa. Breve espera do prazer prometido ou certo. Em
decorrência pode ocorrer uma leve alegria misturada com uma leve apreensão e
crença no prazer que se aguarda aumenta gradualmente até a hora do
acontecimento próximo tido como certo. Se a apreensão transformar-se em medo e
raiva, a expectativa transforma-se em ansiedade com tendência à frustração se o
esperado se prorroga para prazo incerto.
Êxtase. Prazer delirante. Se demorado, segue a angústia.
Extensão mais próxima. É tudo que se estende ao indivíduo ou à
unidade social coesa, como disponível, à sua disposição e como potencial de
atendimento à sua necessidade, no aqui-e-agora.
Exuberância. Superabundância, fartura. O que é exuberante, é
cheio, repleto, animado, vivo, viçoso, vigoroso, cheio de alegria e vida.
Faculdades do pensamento. Conjunto dos recursos psíquicos
intelectivos processadores dos pensamentos simples ou fluentes e dos complexos.
Entre os seus diversos elementos destacamos o talento inventivo, o raciocínio,
a lembrança, a permissividade e objetividade no sentido da busca ou pesquisa,
concentração imaginativa, curiosidade, abstração, senso, intuição, intenção,
decisão, interesse, consciência-do-consciente, etc.
Fantasia. Atividade da imaginação. Afastamento ou
distanciamento da realidade objetiva para a concentração ou viagem no mundo
subjeto. Além da expectativa imaginativa, a fantasia pode ser representada no
real. Simulando com técnicas cenográficas, coreográficas e teatrais é possível
vivenciar uma realidade do faz de conta com personagens escolhidas que até pode
tornar-se uma seqüência do real concreto ou um misto de realidade e fantasia.
Farra. Diversão, festa licenciosa.
Fascinação. Começa pela atração física ou psíquica que torna
irresistível. A necessidade decorrente não é saciada, de imediato, por algum
distanciamento ou prorrogação para um segundo momento. Nesse intervalo a
atração aumenta e é aí que o indivíduo experimenta o sentimento de fascinação.
Fato. Coisa feita, ato realizado, ou ação implementada. Acontecimento
ou ocorrência no real concreto implicando determinados seres (o mundo objeto ¾ fenômenos, coisas, pessoas, etc.) e sucessão de seus movimentos
interativos num determinado espaço, velocidade e temporalidade.
Felicidade. Ventura, contentamento, bom êxito, muita alegria.
Fenômeno. O ser em si com acréscimos e decréscimos. Tudo que
é observado, percebido, identificado, interpretado e entendido, ou o que é
compreendido pelas consciências. Presença real de entes ou seres reais, ou
ideais ante as consciências. Manifestação real do ser como objeto de
experiência possível segundo as leis do entendimento.
Festa. Reunião alegre para divertir-se. Alegria, regozijo, júbilo.
Firmeza. Sentimento resoluto de segurança e de imperturbabilidade.
Fissura. Ânsia, avidez. Fendas sentimentais não cicatrizadas totalmente.
Fixação. Sentimento de teimosia com misto de represália e autopunição na
insistência irracional do mesmo padrão de respostas diante de estímulos
frustrantes ou impeditivos da realização de determinado objetivo. Tal
sentimento impede os ajustamentos adaptativos exigidos por mudanças na
situação.
Fobias. Medos excessivos e infundados de condições e objetos externos.
Medos mórbidos. Aversões irreprimíveis.
Fobofobia. Medo de seus próprios medos.
Fome. Sensação proveniente de contrações do estômago vazio ou de
modificações fisiológicas que ocorrem com a queda do conteúdo nutritivo do
sangue. É uma das necessidades básicas do ser vivo. O termo fome é
empregado também para expressar outras necessidades. Por exemplo, fome de
afeto, fome de amor, fome de sexo, fome de alguma coisa que não sei, etc.
Fossa. Forte depressão moral ou angústia.
Fotofobia. Medo da luz.
Fracasso. Sentimento misto de frustração, culpa e vergonha. Sucumbência.
Fraternidade. Amor ao próximo. Concórdia, união.
Frieza. Frio, sem paixão. Insensibilidade ou indiferença com ausências de
senso moral e sentimentos.
Frustração. Malogro. Sentimento de privação da satisfação de
um desejo ou necessidade pela ausência do objeto ou por obstáculo
interno ou externo. Ocorre a frustração quando certo de obter o objeto do
desejo no lugar marcado, não o encontra. A frustração tende ao experimento do
sentimento do fracasso ou da decepção. O frustrado sente um misto de raiva,
medo, ansiedade, inconformismo, chateação, bronca e revolta. Em situação de
intensa frustração pode-se gerar hostilidade e agressão, ou pelo lado do
fracasso, resignação e covardia. Pode ocorrer perturbação violenta resultando
em psicoses, desnorteamento, confusão e morte.
Fuga. Reação contra a ameaça de perigo, real ou imaginário, em forma de
afastamento para não ter que enfrentá-lo. A emoção comum caracterizadora da
fuga é o medo. O perigo propriamente dito é tudo o que possa ferir ou ameaçar a
integridade física ou moral, inclusive, os eventos beligerantes ou situações
aversivas e conflitivas.
Fúria. Ira violenta passageira. Parte-se para a agressão imediata e
perseguição, compulsivamente, sem consciência do que faz.
Furor. Exaltação de ânimo em excesso. Delírio violento.
Furta-cor. A cor cambiante. Que apresenta cor diversa, segundo
a luz projetada.
Garbo. Elegância, galhardia, brio, primor, distinção.
Garbosidade. Elegância. Maneira distinta.
Galhardia. Elegância de procedimento.
Ganância. Sentimento ambicioso e egocêntrico de querer ganhar
cada vez mais e mais que os outros.
Gargalhada. Risada franca, ruidosa e demorada.
Gastura. Prurido, comichão, arrepio, aflição, irritação nervosa, causados
por sons ou ruídos, tato e outros agentes ou estímulos externos.
Ginecofobia. Medo doentio de mulheres.
Gozo. Prazer. Deleite sexual. Orgasmo.
Gostosura. Grande gosto, prazer enorme. Delícia, deleite.
Grupo coeso. Reunião de pessoas simpáticas entre si compondo
uma organização estruturada com disposição de interagir no ambiente na busca da
missão, objetivos e ideais comuns. A missão refere-se à perseverança do grupo
como beneficiária do meio ambiente em níveis cada vez mais superiores. Os
objetivos concentram-se na saúde do grupo e na obtenção dos benefícios do propósito
comum. Os ideais referem-se à convivência feliz nas interações interpessoais e
intragrupais produtivas, administrativas, mantendo intercâmbios saudáveis com
as suas relações exteriores gerais compartilhando os benefícios mútuos. Equipe,
par de enamorados, família, clube, empresa, nação, etc.
Gula. Sentimento de apego excessivo a boas iguarias. O guloso enche o
prato com tanta veemência como se fosse a sua última refeição, não percebendo
que pode faltar às outras pessoas ao seu lado.
Habilidade. Facilidade inata ou adquirida por meio de
treinamentos no sentido de fazer ou realizar com eficiência, eficácia e rapidez
tudo o que se propõe. Temos as habilidades verbais, espaciais e abstratas. A
habilidade verbal é a facilidade do pensamento fluente, da expressão verbal e
eloqüência. A habilidade espacial é a facilidade na coordenação motora, senso
prático no uso e fabricação das ferramentas, máquinas e facilidade em tudo que
envolve e requer movimentos harmônicos concretos, físicos, manuais ou mecânicos,
elétricos ou cibernéticos. A habilidade abstrata é a facilidade no pensamento
complexo, inventivo e filosófico.
Harmonia. Não há beleza e compreensão sem uma disposição
harmônica. A natureza é bela podendo-se compreendê-la porque os seus elementos
estão ordenados harmoniosamente. Sem a harmonia entre os eus individual,
social e ideal não há a possibilidade de compreender o eu-divino.
Hegemonia. Supremacia de um povo sobre outro por influência
ou dominação política, econômica e cultural.
Hematofobia. Medo mórbido de sangue.
Hesitação. Ausência de firmeza ante uma situação de escolha,
opção, resolução, definição ou resposta.
Hilaridade. Riso de alegria ou manifestação característica de
alívio de tensão por meio de riso ou gargalhada ante as incoerências ou diferenças
ridículas, absurdas, ou simplórias percebidas.
Hipsofobia. Medo doentio das alturas.
História. Registros das informações sucessivas dos
conhecimentos notáveis e dos fatos, fenômenos e acontecimentos significativos,
funcionais e estruturais da evolução da vida dos povos e da humanidade desde os
primórdios.
Homeóstase. Processo auto-regulador do organismo através de
mecanismos fisiológicos automáticos que mantém o equilíbrio das condições
essenciais e necessárias para a vida normal do corpo adaptado ao seu meio
ambiente habitual.
Honestidade. Caráter de digno, decente, probo, puro e correto.
Contrapõe ao caráter desonesto que é devasso, indigno, espúrio e tendencioso
que atua com más intenções, ou má-fé. É pertinente ao terceiro momento em
conexão com o segundo, uma vez que a boa-fé aliada à boa intenção conserva a
conduta de dignidade, decência, probidade, pureza, correção, isenção e
imparcialidade. Prima-se pela conservação cuidadosa dos bons efeitos,
conseqüências, resultados e finalidades, principalmente, para manter saudáveis
as relações sociais.
Honra. Sentimento de dignidade própria para merecer e manter a
consideração geral. Probidade, glória, dignidade, merecimento.
Hostilidade. Provocação para agressão com ameaças de danos
materiais e de violências ao inimigo declarado. A provocação persiste até as
vias de fato.
Humanitarismo. Doutrina filosófica e política que visa eliminar as
injustiças reinantes no mundo a fim de alcançar a felicidade humana.
Humanitarista. Seguidor do humanitarismo.
Humildade. Virtude que nos dá o sentimento das nossas
limitações com simplicidade e obediência saudável por disciplina, pureza,
respeito e modéstia.
Humilhação. Constrangimento vergonhoso intenso. Rebaixamento
moral, com menosprezo, desdém e assistência.
Humor. Disposição mental. Capacidade de perceber, apreciar ou expressar o
que é cômico ou divertido. No humor, por trás da intenção de provocar risos, há
uma ponta de sátira, aspectos de proteção contra as ameaças da realidade e a
arte da comédia, da caricatura e da zombaria com classe.
Id. Parte da personalidade inconsciente onde residem as energias
básicas subjacente a todo comportamento da pessoa. Parte mais profunda da
psique onde são liberados os impulsos.
Idéia. Representação e interpretação psíquica de uma coisa
concreta ou abstrata. Concepção intelectiva ou imaginativa de um conteúdo
intuitivo, concreto ou abstrato requisitada pelo pensamento. Concepção do
pensamento em qualquer domínio do conhecimento. Qualquer representação no
pensamento, seja objeto, um fenômeno, um fato, ou seja uma unidade inteligível
qualquer formada por elementos do próprio ser-ideal em combinação coerente com
os seus representados do ser-real. É pertinente aos terceiros momentos
biográficos.
Identificação. Confronto da informação recebida com os registros
na memória-subconsciente, em prontidão, nos segundos momentos biográficos. No
confronto, em havendo reconhecimento, a resposta é emitida imediatamente
voltando em uma situação de primeiro momento. Caso contrário, a informação será
passada para interpretação no processo do pensamento.
Ideologia política. Processo manipulativo do poder pelo
qual as idéias de um forte grupo social coeso com relações de interesses comuns
entre os seus membros e os seus seguidores tornam idéias dominantes do todo social.
Ignorância. Ausência de conhecimentos.
Ilusão. Persistência no errado tido como certo ou escolha errada por
confiança no erro de percepção, nos primeiros momentos. Determinação do sujeito
como certas as aparências enganosas, por erro de reconhecimento, de
identificação ou por simples crença, nos segundos momentos. Decisão como certa
a interpretação que não corresponde à realidade, por boa-fé, nos terceiros
momentos. Aceitação do falso como verdadeiro pela expressão de sinceridade, nos
quartos momentos. Pode ocorrer também a ilusão de ótica e a ilusão patológica
decorrentes de estados emocionais. Em síntese, a ilusão ocorre por ignorância,
negligência, imprudência, imperícia e a distração com omissão.
Imaginação. Faculdade psíquica que implica na experiência
vivida, fenômeno, fato, idéia e
conhecimento anterior, e no pensamento. Logo, está no quarto momento em conexão
com os demais momentos, principalmente, com o terceiro. Processa-se por meio da
memória dos sinais, símbolos, linguagem, imagens e representações do real
projetadas na tela das memórias. Tela simbólica ou perceptiva para a
consciência-do-inconsciente, tela imaginativa ou cognitiva para a
consciência-do-subconsciente, tela intelectiva para a consciência-do-consciente
e tela imaginária para a consciência integrativa. Para que haja a boa
imaginação importam a boa memória, a lembrança, recordação, introspecção, a
criação, mentalmente, de imagens, símbolos, esquemas, estruturas, ilustrações,
sinais, signos, cálculos, figuras, desenhos, representações, projetos, operação
de luzes, sombras e cores, revivência de fatos passados; enfim, é uma visão
mental das coisas paradas, em movimento ou interagindo, tanto com os olhos
abertos como fechados.
Impaciência. Aversão ao uso do pensamento e suas faculdades.
Indisposição e desinteresse em ter que pensar, raciocinar, analisar ou estudar
e gastar o tempo nisso.
Impasse. Embaraço ante uma situação difícil aparentemente impossível de se
sair bem ou de encontrar uma solução satisfatória. Situação problemática.
Impetuosidade. Enfrentamento com movimento repentino e violento
sem reflexão. Reação impulsiva violenta, rápida e irrefletida. Havendo
hostilidade, agressão ou não a impetuosidade pode levar o sujeito para uma
desastrosa conseqüência tanto por descuido quanto por precipitação que lhe é
peculiar.
Impulsão. Impulso por premência ou pressão.
Impulso. Força ou descarga de tensão que induz o organismo à reação
imediata e premente ante um estímulo interno ou externo causador de violenta
emoção. Comportamento no primeiro momento biográfico para fuga imediata ou esquiva com grande medo ou
calma e para um enfrentamento imediato com raiva intensa ou para agressão com a
explosão da raiva acumulada. Impulso é uma reação emocional de enfrentamento,
esquiva ou fuga em defesa da integridade do organismo ameaçado, ou assim
acreditado.
Inadequação. Confusão. Ausência de adequação. Inoportunidade,
inconveniência, desajuste. Incoerência. Impropriedade.
Inanição. Ausência de energia. Fraqueza extrema por falta de
alimentação.
Incentivo. Estímulo para reagir. Que incita, excita e dá
ânimo para não desistir.
Incômodo. Estimulação desconfortável que causa aborrecimento
e chateação.
Incompreensão. Falha na percepção, identificação e interpretação
além de falta de conhecimento, sabedoria e entendimento. Julgamento
tendencioso, precipitado e preconceituoso. Incapacidade de compreender os
fundamentos das emoções, dos sentimentos, dos sensos e dos sonhos ou desígnios
alheios, com indulgência e condescendência.
Inconformação, inconformismo. Falta de resignação. Não
aceitação de uma situação irreversível formada, não obstante as forças e
empenho próprios ou de auxiliares desenvolvidos para evitá-la, tendo que
abandonar, por isso, a idéia dos efeitos ou conseqüências desejadas. A inconformação
gera sentimentos de mágoa, revolta, retaliação, ódio, angústia e depressão,
além de outros de menor intensidade.
Inconsciência. Sem consciência.
Inconsciente. Fenômeno psíquico que atua sobre o comportamento do
indivíduo escapando ao âmbito do estado psíquico subconsciente e consciente
numa situação de emergência, em preservação e defesa do seu organismo, contra
ameaça iminente. Estado psíquico do primeiro momento biográfico. Está
organizado e energizado para atender as exigências prementes do corpo de
maneira automática e voluntária, de sorte que a reação de busca de suprimentos
para estabelecer a homeóstase é feita de maneira imediata. Portanto, a sensação
e a percepção estão presentes no estado inconsciente. Logo, há consciência
perceptiva, embora haja também situações de inconsciência. Os fatores que
caracterizam o inconsciente são: iminência, premência, imediatismo, apetite,
vontade, memória-inconsciente, consciência-do-inconsciente, reação, resposta,
impulso, reforço, sensação, alerta, automatismo, reflexo, escolha, opção,
emoções, impulsão, compulsão e saciação no aqui-e-agora das necessidades
básicas.
Inconsciente-social. É o inconsciente de qualquer grupo
social coeso ou de repente coeso, apenas, ante um perigo que ameaça toda a
coletividade dispersa.
Indecisão. Incapacidade de decidir. Irresolução. Para ocorrer
a indecisão, houve hesitação na escolha, falta de conhecimento na determinação
e no terceiro momento dúvidas e sem dados para uma resolução eficiente e
eficaz. Fora disso é patologia.
Indignação. Sentimento de repulsa com raiva e inconformismo.
Pode levar à repugnância, aversão e desprezo com ódio, agressão e hostilidade.
Indiferença. Perdas de esperança, reforço, motivação e
interesse. Ausências de vontade específica, desejos ou intenções. Às vezes, a
indiferença é um disfarce inconsciente de incapacidade, fraqueza, medo, raiva e
covardia. O indiferente espera demais da vida sem nada ter merecido. Não de dá
conta de sua apatia. Pode levar ao isolamento e ao desespero.
Indisposição. Mal-estar. Incômodo.
Indução. Raciocínio que parte do efeito para a causa. Da conseqüência para
o motivo. Do fato específico faz-se a generalização, estabelecendo-se a norma,
o princípio, a lei ou a regra. A indução é usada na análise. Exemplo: Morreu
fulano, morreu beltrano. Morre gente todo dia. Não se vê pessoa que vive mais
de 120 anos. Conclui-se daí que todo homem é mortal. Indução é o contrário da
dedução.
Inércia. Cessação da vontade, desejo e intenção. Paralisação dos impulsos,
motivações e interesses. Sofrimento sem reação. Imobilidade física.
Infesto. Molesto, inimigo, hostil, adverso, nocivo, danoso, pernicioso.
Infidelidade. Caráter de infiel. Perfídia.
Ingenuidade. Forma natural, direta, imediata, ou automática na
abordagem com a novidade. Ausência de interferências disciplinares, de
responsabilidade, censuras, bloqueios e intencionalidade. Aceitação implícita
com sinceridade e fé nas opiniões predominantes ou vigorantes. Pureza dos
primeiros momentos.
Inimizade. Falta de amizade. Malquerença.
Inócuo. Não nocivo. Inofensivo. Que não faz mal. Não causa dano.
Inovação. Atividade psíquica do segundo momento. Modificações
para melhorar as descobertas, invenções e criações já sabidas. Variante nova
que suplanta o original.
Inquietação. Sensação de desassossego, perturbação, ou de
intranqüilidade que precede as emoções, sentimentos e sensos na ânsia e
expectativa do acontecimento percebido como muito próximo. Inquietude, situação
preocupante, ou agitação.
Insatisfação. Situação de não haver saciação a contento. Pode
prorrogar a raiva, aborrecer ou acabar em bronca e chateação.
Insegurança. Situação de incerteza quanto à firmeza de
propósito acompanhada da crença de desproteção. As seguidas frustrações e
dúvidas geram a insegurança e ansiedade que levam rapidamente à angústia e
depressão.
Insight. Ou intuição heurística. É a visão
profunda e noção esclarecedora repentina no curso de um processo, atividade ou
na formação de uma totalidade. Fatores, elementos ou relações importantes, de
repente, são percebidos e intuídos vindo a completar uma idéia ou esclarecer
novo caminho eficaz e decisivo. Pode também ocorrer o chamado insight
coletivo quando de repente vários elementos de um grupo têm uma mesma intuição,
simultaneamente, sem contudo estarem próximos ou imbuídos numa mesma busca.
Insolência. Ousadia excessiva com raiva ofensiva,
desrespeitosa, provocadora, ativa e desafiadora. Manifestação da raiva e
coragem de maneira inconveniente e aversiva. Conduta com atrevimento e
desaforo. À insolência pode juntar a impetuosidade.
Instinto. Fator inato de comportamento dos animais, variável
segundo a espécie. Caracteriza-se, em determinadas condições, por atividades
próprias, elementares, naturais e automáticas.
Inteligência. Não há pensar em inteligência em termos subjetivos.
A inteligência é de natureza objetiva e está ao alcance do objeto do ser humano
ou do sujeito. A presença e o concurso da inteligência na evolução humana são
decisivos para a solução definitiva de todos os seus problemas. Entretanto,
para que isto ocorra, necessário se faz a evolução das consciências-sociais
para que possa toda a coletividade abrigar o amor-cognitivo. Enquanto isso,
somente uns e outros fazem e contribuem com atos inteligentes. A inteligência é
um potencial abstrato que se caracteriza pela sua finalidade beneficente. O ato
inteligente beneficia as partes e ao todo, ao mesmo tempo. Logo, não há lugar
para a perversidade onde a inteligência se faz presente.
Intenção. Faculdade do pensamento de expressar a necessidade
transmitida pelas sensações no sentido de resolver a vontade prorrogada
fortalecendo o interesse no prosseguimento da decisão de busca até a sua
satisfação ou consumação. Propósito de continuar a atuação ou de prosseguir a
atividade no processo de solucionar o impasse até o seu final.
Interesse. Pretensão de uma vantagem. Participação em algo
por conveniência, proveito, vontade e desejo, de modo intencional. A disposição
completa é fruto da integração da vontade, do desejo e do interesse.
Intimidade. Permissão para entrar e sair do espaço físico,
moral, intelectual e corporal. A intimidade entre duas pessoas é a abertura
recíproca do espaço íntimo de cada um. A intensidade e freqüência
dessa abertura dependem do grau de afinidade, conhecimento, empatia e simpatia
mútua, confiabilidade, credibilidade, sinceridade, afetividade, reforçamento,
motivação e interesse.
Intolerância. Sem tolerância. É o não consentimento ou postura
não indulgente por crença ou conhecimento gerador de sentimento de
indisposição. Não querer. A intolerância, geralmente, vem acompanhada da raiva,
da bronca, da crítica emocional e da desmotivação. Diferente da impaciência que
se indispõe não querendo pensar e por desinteresse.
Intransigência. Que não há condescendência ou
indulgência. Ausência total de tolerância. A intransigência pode ser um
disfarce de fraqueza e insegurança ou para encobrimento de maldade ou fato
vergonhoso. Geralmente, a intransigência é causada por falta de conhecimento e
experiência, além do medo de perder autoridade, uma situação de vantagem ou
posição de comando.
Intriga. Mexerico, fofoca. A intriga é muito usada na manipulação perversa.
O manipulador intencional perverso ou inescrupuloso manipula a curiosidade, a
boa-fé, a ingenuidade e a predisposição gerando preocupação, desconfiança,
confusão, tumulto, brigas e separações por vias oblíquas ¾ boatos, intermediário (testa de ferro) ¾ em busca de vantagens especiais.
Introspecção. Análise ou observação da realidade subjetiva feita
pelo próprio indivíduo. Pesquisa e exame dos próprios pensamentos, sentimentos,
emoções e de seus outros aspectos de sua vida passada.
Intuição. Sensação psíquica dos terceiros momentos, em
conexão com os demais momentos, que produz conhecimentos. Faculdade do estado
psíquico consciente de compreender, entender e discernir pronta e claramente
sem os recursos da análise, do raciocínio ou de quaisquer condições práticas.
Há três tipos de intuições. A lógica que ocorre no terceiro momento em
conexão com o primeiro, que dá o conhecimento imediato ante o objeto real. A imaginativa
ocorre na conexão do terceiro com o segundo momento que dá conhecimento por
visualização ou lembrança repentina. A heurística surge no terceiro
momento dando conhecimento repentino, com a compreensão circunstancial, no
curso de uma atividade, ou de uma reflexão. O “insight” é uma intuição
heurística. No quarto momento, a inferência integra-as.
Inveja. Sentimento de cobiça de possuir o bem alheio. Sentimento de
desgosto e pesar pelo bem ou pela alegria de outrem. Surge em pessoas com tendência
ao fracasso, nas que são ou se sentem excluídas ou rejeitadas e nas que desejam
mais do que a própria capacidade pode proporcionar. Normalmente, as pessoas
sentem inveja dos seus iguais ou em mais ou menos do mesmo nível e daqueles
inferiores que passam à sua frente em capacidade, força, potência, ou recursos.
Invenção. Atividade psíquica processada nos terceiros
momentos biográficos, no passo de gerar coisa nova útil. Inventar significa
sair-se bem com uma medida original e diferente. É a idealização de uma solução
inteligente genuinamente nova. A invenção pode ser real ou fictícia. É ativada
pelo consciente ante as necessidades sucessivas, constantes ou de satisfação
insuficiente.
Ira. Também chamada de cólera, é uma manifestação violenta da raiva acumulada.
De raiva em raiva que se prorroga, uma raivazinha nova é suficiente para a
explosão de tudo, de uma só vez. A ira manifesta-se com grito, quebra de
objetos e agressão. Mas logo, passa. Diferente do ódio que não passa.
Ironia. Forma corajosa e respeitosa de mostrar desprezo e zombaria
tentando disfarçar a irritação e a mágoa para encobrir uma verdade contundente
ou para não se expor numa situação vergonhosa ou escandalosa.
Irritação. Excesso de zanga. Estímulos aversivos insistentes
provocam a irritação. À irritação pode acompanhar a chateação. Sensibilização a
estímulos indesejáveis.
Isolamento. Afastamento dos estímulos exteriores. Solitário ou
desacompanhado por período indeterminado. Confinamento. Abandono de si.
Minguada auto-estima.
It. Magnetismo pessoal.
Jactância. Vaidade, ostentação, gabo, orgulho.
Jeito. Vocação, tendência, maneira, sair-se bem com manha.
Júbilo. Alegria intensa. Grande contentamento.
Juízo. Integrador da emoção e sentimento com o senso. O juízo alinha-se
com a deliberação, a norma e a sinceridade no sentido da auto-estima e
felicidade. Sem a auto-estima não há juízo e sem juízo não há felicidade. Tem
sentido quem diz que o juízo é a síntese conciliadora do melhor da razão com o
melhor do sentimento que sustenta um julgamento eficiente e eficaz. É
pertinente ao quarto momento.
Julgamento. Procedimento para dar o parecer final do juízo, ou
sua sentença, no passo da condenação ou absolvição. O parecer final refere-se à
opinião, escolha, determinação, decisão e deliberações nas questões de impasses
e conflitos. Neste processo psíquico são utilizadas as reflexões, avaliação,
raciocínios, idéias, estudos, pesquisas, conhecimento, pensamento, sentimento,
classificação, seriação, seleção, saneamento, recursos situacionais, disponíveis
e ocasionais considerando o livre convencimento ou convicção, a
permissividade, a conveniência, a preferência e a realidade fática. Enquanto
houver julgamento não reinará a paz, plenitude e nem a justiça tanto nas
relações intrapessoais como nas interpessoais, uma vez que o julgamento só se
faz presente diante de impasses, conflitos e desequilíbrios da unidade. Nas
relações intrapsíquicas é mais fácil dar a sentença pois há o perdão e o
arrependimento. Felizmente temos que a justiça vem depois do entendimento a
priori e da compreensão a posteriori. Nas interpessoais o julgamento é
complexo. Onde só há justos em todas as posições de comando, subcomandos
e as de comandados, não há julgamentos e ninguém é julgado e por isso não há
necessidades de aplicar ou administrar a justiça, nem a de corregedorias e
instâncias superiores. Justiça e paz são construídas com amor e inteligência.
Justiça. Situação consumada de uma unidade social completa em plena
liberdade de reação, ação, atuação e interação de seus componentes para o
triunfo sensato, sem desequilíbrios de qualquer natureza. Uma situação é dita
injusta porque houve um desequilíbrio da unidade causado por um ato de
injustiça. Para reintegrar qualquer unidade afetada necessário se faz ajustá-la
com a parte faltante retornando-a ao equilíbrio. A situação de equilíbrio que
não afeta a justiça é aquela cujo resultado de uma reação, ação ou atuação para
o triunfo sensato seja benéfica para o agente, para as partes envolvidas e para
o todo, simultaneamente. Para que isso aconteça no sentido de eliminar o
conflito e o impasse restaurando o equilíbrio da unidade, necessário se
faz o concurso do amor e da inteligência. A justiça caracteriza o triunfo
sensato de tal sorte que não há perdedores e nem detrimentos no seu processo
interativo. De conseguinte, não haverá condenação para qualquer parte se
absolvido o todo. Logo, depende como o poder ideológico se procede para se
verificar o teor de injustiça que sofre os elementos pertinentes dessa unidade
social.
Labor. Atividade ou trabalho produtivo espontâneo e compensador. A
ocupação pelo labor afasta os males da paixão negativa. Dá ânimo, entusiasmo e
dignidade conservando a saúde e a motivação permanente.
Lalofobia. Medo exagerado de falar.
Lassidão. Cansaço por excesso de esforço ou de atividade.
Afrouxamento e prostração de forças. No estado de lasso requer repouso
prolongado.
Lazer. Atividade com divertimento. O lazer associado ao labor é a união
do agradável, valioso e útil ao precioso.
Lealdade. Procedimento de consideração, dedicação e boa-fé
que sustenta uma relação de amizade entre duas ou mais pessoas. Positividade
dos movimentos na vivência humana na interação interpessoal em busca do triunfo
sensato, relativa aos terceiros momentos biográficos e históricos, cujo senso
de companheirismo, de boa-fé e de consideração tem base na cumplicidade das
relações dos primeiros momentos e na fidelidade das dos segundos momentos.
Lembrança. Ciência no estado psíquico consciente em conexão
com o subconsciente de um ou mais registros no banco da memória com ou sem
evocação. Memória instantânea.
Letargia. Sono patológico. Indolência ou prostração moral.
Liberdade. Capacidade de bem administrar a eficácia do
movimento pleno no passo da fruição de ocupar-se de viver bem e do estar-para-a-vida
de bem com os demais. A liberdade saudável não se define pelo fugir da prisão
ou lutar pela liberdade ameaçada. O caminho para a liberdade saudável é o
desprendimento. Mas, o que se faz, antes de tudo, é libertar-se, esquivar-se,
ou fugir da nossa própria deliberação não saudável e dos nossos negativismos
que nos obrigam a agir e provocar a nossa não-justiça, a nossa
não-solidariedade, a nossa não-paz e, principalmente, a nossa não-liberdade. O
bom da liberdade é alegrar-se pela aptidão de ter acertado do que alegrar-se de
ter conseguido com muito sacrifício livrar-se ileso dos efeitos do erro
cometido.
Libidinagem. Situação de excitação e prazer sexuais ou ativação
da satisfação sexual.
Libido. Desejo sexual.
Licenciosidade. Excesso de licença. Permissão para atos
libertinos e libidinosos.
Lúmpen psíquico. Pobreza de consciência. Miséria de
alma. Sem consciências. Consciente precário, subconsciente poluído e
inconsciente animalesco.
Luxúria. Lascívia, libertinagem e depravação. Brincadeira sexual com
licenciosidade. Corrupção sexual.
Mágoa. Sentimento complexo em sua formação. É um sentir-se machucado por
ofensa e desconsideração. Duas pessoas que se gostam muito podem magoar-se
mutuamente e mais intensamente. É um misto de raiva, tristeza, inconformismo e
ansiedade com tendência ao ódio e vingança após o ressentimento e decepção. A
certeza do estímulo causador da mágoa, seja desconsideração, desencorajamento,
preterição, infidelidade ou ofensa, gera um sentimento de inconformismo,
tristeza e chateação que não dá para esquecer ou perdoar de pronto. Enquanto
isso não ocorre, é mágoa.
Má intenção. A formação ética defeituosa contribui para o
propósito doloso, traição, manipulação, má-fé e perversidade. Negatividade
geradora da má-fé pertinente aos terceiros momentos biográficos negativos.
Mal-estar. Indisposição física ou moral.
Mal-humorado. Irritado, emburrado, aborrecido, indisposto.
Malícia. Tendência para o mal. Interpretação tendenciosa.
Mando. Ordem de comando ou poder de autoridade.
Mania. Síndrome mental caracterizada por exaltação eufórica do humor,
insônia, excitação psíquica, hiperatividade, etc. Em certos casos, há a
agitação motora em grau variável. Excentricidade, extravagância, esquisitice.
Gosto exagerado ou sem moderação por alguma coisa. Obcecação resultante de
desejo imoderado tal como a megalomania, o mau hábito, o vício, a obsessão, a
paranóia, etc.
Manipulação. Manobras ou técnicas sutis para controlar,
dominar, submeter, ludibriar, influir, obscurantizar e usar pessoas no sentido
de obter vantagens pessoais.
Manipulação Cientifica. Procedimento ou método científico para
controlar, observar e manipular as variáveis para verificar a relação de causa
e efeito entre dois eventos considerados.
Manobra. Operação habilidosa para atingir uma finalidade imediata,
tempestiva ou sucessiva.
Marasmo. Desânimo, indiferença, apatia, tristeza profunda.
Maravilhamento. Admiração, espanto, pasmo.
Masoquismo. Algolagnia passiva. Prazer sexual somente obtido se
se recebe maltratos físicos ou morais.
Matança. Assassínio de muitas pessoas.
Mau humor. Péssima disposição psíquica.
Mediato. Indireto. Que depende de outra pessoa ou coisa. Que relaciona
através de intermediário.
Meditação. Concentração
profunda, imaginação e oração. Alheia-se, totalmente, das preocupações cotidianas no passo da comunhão profunda
consigo mesmo e com Deus. Na meditação saudável é preciso pensar, imaginar, ter
memória, recordar e lembrar só de fatos felizes do passado, ao ritmo harmonioso
e energizante de melodia escolhida para que, em se desligando de preocupações
do cotidiano, se possa concentrar, orar e comungar com Deus, projetar-se
espiritualmente, relaxando-se, e ver-se útil com o ânimo e o bem-estar
renovados. Oração mental concentrada. Concentração intensa do espírito.
Meditação
introspectiva. Recordação e lembrança de fenômenos, fatos, idéias e
acontecimentos pretéritos no passo de análise profunda para conscientização,
entendimento e compreensão de situações não resolvidas, ou inexplicadas.
Medo. Emoção natural para preservação do organismo. O perigo é percebido
na conexão sensação «
consciência-do-inconsciente que excita o organismo através das catecolaminas
preparando-o para fugir ou enfrentar o perigo. No caso do medo, o organismo
está preparado para a fuga ou esquiva e para a proteção de possíveis
ferimentos. Entretanto, mesmo no enfrentamento do perigo onde a emoção
predominante é a raiva, pode-se fazê-lo com medo, partindo para a fuga na
primeira oportunidade em desvantagem, ainda, com maior força que no estado
normal. Também pela crença ou pela fantasia pode suscitar a emoção de medo. A
situação de medo é rápida e passageira eis porque ocorre em situações de
primeiros momentos para uma solução imediata. A sua intensidade ou prorrogação
transforma-o em sentimentos diversos como pavor, pânico, temor, receio, terror,
horror e fobias. A imobilidade surge em razão de excessivo apavoramento. A
palidez, para evitar hemorragias com estancamento do sangue. A coagulação é
rápida por não haver pressão periférica. O medo prorrogado, crônico e não
resolvido faz mal à saúde com perdas de energias em detrimento dos órgãos mais
enfraquecidos que se deterioram. Normalmente, a emoção de medo surge após as
sensações de susto, espanto e inquietação. O medo excessivo tende a desligar o
subconsciente e o consciente. Não há situação de consulta a conhecimento
anterior e nem de pensamento na situação de pânico, terror e fobias. É preciso
reduzir ou brecar a liberação das catecolaminas e deixar esvair-se as que
circulam no sangue para voltar ao equilíbrio do organismo. O medo excessivo e
prolongado reduz a potência imunológica do organismo. As pernas bambas ou
paralisadas que se verificam após a cessação da atividade resultante do medo,
indicam que o organismo precisa de repouso para a sua recuperação.
Megaconsciência. Consciência integrada de uma só
vez (a consciência de mais de um milhão
de cidadãos vivos do planeta). Jigaconsciência é a integração de mais de um
bilhão de pessoas.
No planeta, hoje, habitam mais de 6 bilhões de pessoas.
Nos textos originais o termo megaconsciência subentende-se a consciência
universal integrando todas as consciências dos habitantes vivos de toda
população no planeta, de uma só vez.
Melancolia. Sentimento mórbido de tristeza e depressão.
Tristeza profunda e indefinida.
Memória. Faculdade de trazer rapidamente à consciência um ou mais registros
evocados ao banco da memória. Capacidade de reproduzir pensamentos passados ou
situações vivenciadas. Registro seqüencial dos momentos biográficos no banco da
memória.
Mentira. Falsa proposição. Proposição incoerente com a realidade
fenomênica, fática e ideal.
Mérito. Merecimento, dignidade, capacidade, talento, aptidão.
Mobilidade social. Movimentação de idéias, valores sociais
ou de indivíduos, de uma camada social inferior para a superior, e vice-versa,
ou de um grupo para outro no mesmo nível.
Momentos da matéria. Líquido (forma variável
e volume constante). Considera-se o líquido como primeiro momento
pelo equilíbrio das forças de coesão e repulsão entre as suas partículas. Sólido
(forma invariável e volume constante). Considera-se o sólido como segundo
momento pela sua rigidez determinada pela força de coesão maior que a
de repulsão entre as suas partículas. Gasoso (forma e volume
variáveis). Considera-se o estado gasoso da matéria como terceiro momento
pela sua expansividade no espaço determinada pela força de coesão menor que a
de repulsão. Energético. Pela sua força integradora e
desintegradora, a energia é considerada como quarto momento da
matéria. A energia produz a força de coesão e a de repulsão que se alteram
segundo variações da temperatura e pressão. Cada substância tem a sua própria
maneira de estar, ser e permanecer na natureza. As suas mudanças de estado só
se verificam em determinados níveis de temperatura e pressão.
Morte. Fim dos sofrimentos da paixão e tudo o mais real e ideal. Renascer
de qualquer transformação. Há indícios para o encontro com uma nova vida. No
raciocínio por redução ao absurdo, não tem sentido a significação da morte como
um nada absoluto assim como não tem sentido a exclusão da vida fora do planeta
Terra.
Mortificação. Forte tormento, desgosto, aflição. Maceração ou
tortura do corpo com penitências.
Motivação. Conduta produzida, mantida, acelerada ou
desacelerada por um estímulo adiante conhecido, bom ou mau, não contingente.
Movimentação. Animação, entusiasmo, agitação, movimento.
Mutilação genital feminina. Extirpação do clitóris ¾ clitoridectomia ¾, ou sutura dos
lábios vulvares para impossibilitar o coito ¾ infibulação. A
cirurgia é feita geralmente, sem anestesia, com cacos de vidros, lâmina afiada,
tesoura ou faca que raramente são esterilizados no ato da operação. Costume
sociocultural para marcar a passagem da infância para a adolescência feminina,
cuja prática, em vinte e oito países da África, atualmente, mata quinze
porcento das mulheres durante a cirurgia. Mais de dois milhões de meninas são
submetidas à força, a essa prática, anualmente, apesar das campanhas de
conscientização promovidas pela ONU.
Náusea. Nojo. Enjôo. Ânsia de vômito. Sentimento de repulsão. Repugnância.
Necessidade. Situação que requer retorno ao equilíbrio. Qualquer
condição ou recurso indispensável e essencial para a manutenção da integridade
do organismo, da sua estrutura e do seu funcionamento adequado. Assim, a
deficiência, a privação, a carência, fragilidade, escassez, excesso,
deterioração e estímulo mau são situações de desequilíbrio do organismo
ameaçando o seu bom funcionamento, integridade e estrutura. Logo, referido
organismo está em situação de necessidade. Requer que seja defendido, suprido,
saciado, satisfeito e reequilibrado sucessivamente.
Necrofobia. Medo doentio de cadáveres.
Nervosismo. Emotividade exagerada. Agitação nervosa.
Distúrbios do sistema nervoso. Irritabilidade, ou excitação emocional, temporariamente
incontrolável.
Néscio. Estúpido. Insensato, incapaz.
Neurastenia. Afecção mental caracterizada por astenia física ou
psíquica, preocupações com a saúde, grande irritabilidade, cefaléia e
alterações de sono. Mau humor com fácil irritabilidade.
Neurose. Desequilíbrio mental que compromete muito a personalidade com
penosa consciência desse estado. Perturbação nos processos cognitivos,
emocionais e desvios comportamentais, condutuais e procedimentais de natureza
conflitiva. Provém de determinados registros de uma realidade não completa,
fragmentária, deformada ou distorcida no banco da memória que provocam
dificuldades no enfrentamento de certos problemas diários respectivos. Em
conseqüência, geram angústias, fobias, obsessão, compulsão, fadiga crônica,
depressão, desatenção e psicossomatizações.
Neurose obsessivo-compulsiva. Pensamentos desagradáveis,
chatos, insistentes e inevitáveis. A repetição de atos desnecessários e
irracionais decorre de impulsos indesejáveis mas irresistíveis. Os atos repetitivos
são realizados para afastar os “maus” pensamentos.
Ninfomania. Abuso da relação sexual pela mulher.
Nobreza. Dignidade, generosidade, magnanimidade.
Nojo. Sensação repugnante. As coisas sujas, fétidas, deterioradas e
asquerosas causam náusea e nojo.
Nosofobia. Medo de ficar doente, levando às vezes a tratar-se
de doenças de que não sofre.
Nostalgia. Melancolia por saudade da pátria amada. Solidão por
deixar algo para trás.
Objeto. Qualquer coisa exterior relacionado com o sujeito. Fenômenos,
fatos ou idéias exteriores ao sujeito. Objetivo. O mundo exterior em relação ao
indivíduo. O próprio sujeito em relação ao seu observador. Coisa, qualquer
coisa. Fenômeno.
Obcecação. Indução em erro. Teimosia no engano.
Obscurecimento do raciocínio. Auto-engano. Cegueira espiritual.
Obsessão. Mania ou preocupação doentia e insistente em
determinada idéia.
Obstinação. Insistência, pertinácia, perseverança, tenacidade,
teimosia.
Ócio. Vida sem atividade do trabalho. Não fazer nada. Desocupação com
gasto de tempo, inutilmente.
Odinofobia. Medo mórbido à dor.
Ódio. Sentimento de intensa raiva contínua ou fúria periodicamente
despertada. Cresce da raiva acumulada para a ira e fúria prolongando-se de
forma duradoura. Chega à psicose ou a hostilidades freqüentes podendo culminar
em violenta agressão, matança, conduta criminosa com requinte de perversidade.
Ofensa. Insulto ou agressão oral. A agressão com danos físicos e materiais
são ofensas mais graves. A imunidade às ofensas não é difícil de ser alcançada.
A deliberação, a concentração com prestimosidade, a auto-estima e a compreensão
com o perdão são poderosos instrumentos para evitar o revide à ofensa. A ofensa
provém de espírito de baixo desenvolvimento atraindo sempre o seu igual com
aumento recíproco de ofensas cada vez mais contundentes semeando o ódio que se
reproduz em progressão geométrica contaminando até a assistência.
Ojeriza. Aversão, má vontade, ou antipatia a coisa ou pessoa.
Omissão. Situação de ausente mesmo presente. Forma de esquiva, fuga,
afastamento, covardia, perversidade ou manipulação diante de uma situação que
requer solidariedade e transparência.
Opção. Livre escolha para ficar com uma só coisa entre duas ou mais.
Operante. Classe de respostas ou comportamento que opera sobre o meio
ambiente para gerar conseqüências.
Opinião. Proposição sujeita à confirmação. A certeza oferecida é carente. A
sua simples crença por boa-fé pode complicar. Assentimento insuficiente
objetiva e subjetivamente.
Opressão. Situação de dominado, submisso e explorado economicamente.
Organização. Conjunto estruturado com partes (órgãos)
diferenciadas que se interagem, coordenando-se ao todo com funções autônomas e
procedimentos definidos para mantença da movimentação no sentido da
subsistência, missão e objetivo da unidade no meio ambiente. A organização
implica arranjo, permutação e combinação para compor os devidos órgãos em
harmonia como o todo para a eficácia de seu funcionamento e interação no meio
ambiente. O arranjo, a permutação, a combinação e a organização devem estar em
conexão direta com a eficácia da classificação, seriação, seleção e
estruturação. A conexão pode resultar em uma organização estruturada ou numa
estrutura organizada.
Orgasmo. Ápice da excitação e prazer sexuais. O orgasmo múltiplo refere-se
a vários orgasmos seguidos da mulher num único ato sexual. O múltiplo
intermitente trata-se de vários orgasmos da mulher com pequenos intervalos
entre um e outro para relaxamento, deleite e reexcitação contra um só orgasmo
do parceiro. O prorrogado é o orgasmo do parceiro na obtenção do múltiplo ou do
intermitente da mulher. O orgasmo integral é possível ¾ num primeiro momento, ocorrem as preliminares de excitação. Num
segundo momento há a prorrogação do orgasmo do parceiro, num terceiro momento,
segue uma sucessão de deleites contemplados pelo parceiro com os vários
múltiplos da mulher e num quarto momento o integrador do orgasmo único do
parceiro com o último intermitente da mulher. As consciências dos quatro
momentos históricos e biográficos de cada um, harmoniosamente integrados,
cuidam de criar o ambiente propício para a satisfação orgástica do casal.
Orgia. Festa particular com licenciosidade em busca de prazer. Orgia
sexual ou suruba são relações sexuais onde participam várias pessoas.
Orgulho. Elevado conceito de si próprio. Amor-próprio exagerado com
egoísmo e vaidade acentuada. O orgulho em excesso aproxima-se da soberba, da
arrogância e da prepotência que faz mal à saúde e na relação interpessoal.
Certas condutas são vistas pela sociedade com bons olhos e como motivos de
grande orgulho. Assim, os padrões socioculturais interiorizados influem na
manifestação do sentimento de orgulho. No bom sentido, aquele do sentimento de
dignidade pessoal em que o próprio humilde se sente orgulhoso de sua
sinceridade e de sua auto-estima com peculiaridades de respeito, valor,
consideração e prestimosidade, certamente, merece aplausos.
Otimismo. Maneira de encarar a realidade sempre como a melhor
possível. Isto é bom, se houver coerência entre o sentimento e a verdade dos
fatos. Caso contrário, melhor encarar a realidade com mais pensamento, ação e
ajuda. É péssimo disfarçar um otimismo quando o que se sente é o contrário. No
otimismo autêntico, quando se cai, levanta-se, sacode a poeira e vai a busca do
ótimo. Espinhos terríveis protegem as mais belas rosas. Para colhê-las é
preciso respeitá-los. Mas, entre os espinhos há sempre um espinho mais belo que
outros e uns que melhor protegem a roseira para novas e sucessivas rosas lindas
e os seus maravilhosos botões.
Ousadia. Muita coragem e destemor com audácia e galhardia.
Pacto. Convenção ou contrato implícito ou explícito, verbal ou expresso
que se reajusta nos quartos momentos. Há o pacto biográfico e o histórico, ou
seja, pacto consigo mesmo e o pacto com os outros, respectivamente. No pacto há
norma podendo fazer constar deveres, direitos e obrigações de fazer ou não
fazer , com sanções ou não.
Paciência. Senso de paz. Situação ou estado necessário para a
qualidade do pensamento. A paciência é o suporte do pensamento e suas faculdades.
Dá ritmo e compasso às atuações delicadas, prolonga a tolerância e conserva a
calma. Pertinente aos terceiros momentos biográficos.
Pai. Um dos três estados de ego na Análise Transacional. Refere-se à
parte da personalidade formada por determinantes próprios do comportamento,
conduta e procedimento dos pais ou seus substitutos interiorizados na primeira
infância e na fase de socialização que persistem, reproduzem ou manifestam
posteriormente. A conduta ética, os sentimentos de admiração, proteção, crítica,
mando, ordem, responsabilidade e determinação são algumas de suas
características peculiares.
Paixão. Conjunto dos sentimentos positivos e negativos. Geradora
energética da força dinâmica nos segundos momentos interativos do indivíduo na
vivência humana.
Paixão-cultural. Geradora energética social da força
dinâmica social que se refere ao subconsciente-social. Portanto, pertinente aos
segundos momentos históricos. É a força dinâmica social que aciona a
movimentação em busca do equilíbrio em nível imediatamente superior. É uma
conexão cultural recíproca entre pessoas da mesma unidade grupal determinada
por conhecimento, valores e padrões culturais, cujos desejos recíprocos contêm
alguma identidade de sentimentos.
Paixão-natural. Geradora energética social da força
estática social. Corresponde ao inconsciente-social, portanto, referente aos
primeiros momentos históricos. Busca o equilíbrio pela força estática. É uma
conexão voluntária entre pessoas da mesma unidade grupal causada por atração
recíproca. É o imediatismo coletivo.
Pândega. Farra. Vadiagem ruidosa e alegre. É bom soltar-se em encontros
festivos, mas, tudo o que se faz em excesso pode resultar em desastrosa
conseqüência. É preciso acalmar a doidice coletiva.
Pânico. Medo repentino em excesso que foge do controle racional, não só
individual como coletivamente. A sua propagação é rápida. É um medo sem motivo.
O susto e o pavor repentino, sem fundamento, provocam uma reação desordenada
que resulta em pânico. A síndrome do pânico é crise de medo ou pavor originado
por disfunção orgânica.
Pantofobia. Medo de tudo. Fobia total.
Paralogismo. Raciocínio falso não intencional.
Paranóia. Psicopatia caracterizada por ambições suspeitas acentuadas pelos
delírios persecutórios e de grandeza com estrutura lógica. Mania de perseguição
e grandeza. Veja psicose paranóica.
Pasmo. Misto de espanto e assombro com tendência ao desfalecimento.
Patofobia. Medo das doenças.
Patuscada. Pândega, comezaina, farra.
Pavor. Grande susto seguido de um medo intenso.
Paz. Consolidação do acordo, da conciliação e do consenso entre os
“eus” individual, social e o ideal. A paz absoluta vem com o “eu” divino com a
ausência de conflitos interno e externo.
Pedir. É uma maneira inicial saudável de manifestar uma vontade, um
desejo ou uma intenção sem ter que manipular pessoas.
Pena. Sentimento que encobre a raiva. A pena, às vezes, está próxima da
mágoa, dó ou desgosto, mas sempre disfarçam a raiva. A pena lembra
castigo, sacrifício, punição, tristeza, sofrimento, esforço ou luta sacrificada,
perda, coisas que causam dó, piedade, compaixão, lástima ou pena, simplesmente;
isto é, raiva dessa comiseração ou miséria toda. Naturalmente, não se cumpre
uma pena com alegria. “Tudo vale a pena se a alma não é pequena” (Fernando
Pessoa).
Pensamento. Atividade
psíquica, no estado consciente, que abarca os fenômenos intelectivos na
formação da idéia e de novos conhecimentos por meio de suas faculdades e de
seus recursos no complexo-percepto-memório-intelectivo, na interação do
indivíduo com o seu meio ambiente, em seus terceiros momentos biográficos. Para
a eficiência e eficácia do pensamento é preciso imaginar, ter memória,
recordar, lembrar, raciocinar bem com dados certos, ter boa idéia, intuir,
adequar método, ordenar, selecionar, comparar, observar as leis lógicas,
decidir, facilitar, analisar, sintetizar, simplificar, controlar, verificar,
concluir e dar solução. O pensamento pode ser mítico, subjetivo e objetivo. O
pensamento mítico opera-se por associação dos fragmentos heterogêneos. O pensamento
objetivo ou lógico procede racionalmente articulando elementos ou unidades
homogêneas cuidando de sua universalidade. O pensamento subjetivo cuida de
associar o pensamento mítico e o objetivo à medida da necessidade individual
restringindo-se na experiência sensível no trato do cotidiano.
Percepção. Ato ou efeito de dar-se conta no acolhimento
classificatório da conexão estímulo « sensação nos
primeiros momentos biográficos. Consciência-do-inconsciente.
Precipitação. Antecipação arriscada botando a perder. Uma das
causas da precipitação é a pressa. Outra é o desequilíbrio emocional. Saber
ordenar e coordenar é dar-se tempo que precisa para fazer o que tem que ser
feito evitando as precipitações.
Perdão. Misto de sensação, emoção, sentimento e senso numa situação de
entendimento do seu fato gerador importando-se na compreensão de causas mais
elevadas e abrangentes, para quem perdoa. Mas, geralmente, não se consegue
perdoar assim e mistura-se com dó, pena, raiva, mágoa e indiferença que
passa. Se passar, o perdão, então, refere-se a situação de não levar o culpado
ao ressarcimento de perdas em conseqüência de seu ato. Implica em esquecer a
cobrança desse ressarcimento despertando no perdoado, o alívio através de
sorriso, emoção de alegria para uma boa expectativa. Se isso acontecer, pode
renascer para o perdoador e perdoado o sentimento de solidariedade para o
encontro com a vida nova, e o senso de compreensão plena do merecimento do
perdão.
Permissão. Licença. Na permissão intrapsíquica, é a faculdade
de dar a si próprio liberdade de expressar, manifestar, reagir, agir ou atuar
sem interferências de outrem ¾ espontânea,
autêntica e naturalmente ¾, sem bloqueios
internos, críticas ou censuras interiorizadas.
Perplexidade. Estado psíquico misto de hesitação, dúvida,
crítica, espanto e pasmo, na avaliação consciente, pela complexidade do
conhecimento da causa verdadeira. Acompanha a inconformação, estranheza e o
senso do absurdo e do ridículo. A perplexidade atua na irresolução e na
indecisão podendo suscitar a curiosidade. Daí a predominância da perplexidade
na conexão dos terceiros momentos com os demais.
Perseguição. Ação de busca concentrada em alvo determinado para
prendê-lo e não deixar escapar. Nas relações intrapessoais e interpessoais,
onde houver perseguidor há a sua vítima; onde há vítima há o seu salvador;
podendo trocar de posições formando o triângulo dramático de Stephen B. Karpman
(Análise Transacional). A perseguição é própria dos segundos momentos
biográficos ou históricos.
Perseverança. Prosseguimento firme e constante. Procedimento
persistente.
Perspectiva. Expectativa, esperança, probabilidade,
possibilidade.
Perversidade. Monstruosa maldade. Atrocidade ou malvadeza em alto
grau. A perversidade é praticada pelos que não têm registros éticos saudáveis,
atitudes ou modelos de conduta de responsabilidade saudável no banco da
memória. A perversidade encobre intensa covardia na sua índole traiçoeira com
ciladas ou ataques de surpresa. Lúmpen psíquico e psicose.
Pesar. Sentimento de consternação. Tristeza, sofrimento por perda,
desolação, desalento.
Pessimismo. Forma de encarar a realidade como a pior possível.
Posicionamento péssimo, próprio de perdedor contumaz.
Petulância. Ousadia com orgulho e atrevimento.
Piedade. Sentimento misto de dó e pena dos males alheios, sem disfarces.
Inconformação suave do estado lamentável isentando a responsabilidade do todo
por transferência à expiação ou penitência e o infortúnio para a vontade de
Deus.
Pirofobia. Medo de fogo, incêndio e inflamáveis.
Pirraça. Desobediência voluntária só para contrariar o agente controlador.
Atrapalhação propositada para aborrecer e chatear.
Placebo. Medicamento paliativo para efeitos morais e sugestivos.
Plenitude. Senso de unidade, de inteireza ou de realização do
pleno.
Poder. Influir na vontade de outro podendo estender ao controle da
maioria, tanto no comportamento, conduta como no procedimento. O poder implica
a correlação de duas ou mais vontades havendo uma que predomina. O poder é um
fenômeno social que objetiva o controle social. Sendo assim, o poder em si, é
gerador de dois pólos opostos: a dominação e a submissão. Essas características
do poder, tendo em conta a necessidade sucessiva de sua aplicação, acabam
gerando insatisfação do pólo dominado chegando o momento de questioná-lo como
nociva à produção do bem comum. Decorrentes questionamentos e relações geram
movimentos coletivos de distanciamentos ao poder coercitivo ou revolução contra
ele. Podendo haver até a troca de posições mas os pólos contraditórios
persistirão onde quer que haja o poder.
Política. Ciência e arte de governar e administrar as
relações sociais. A sua ação negativa é sustentada pela manipulação de pessoas
pelo poder coercitivo. Isso tende a distanciar a autenticidade, a naturalidade,
a espontaneidade e a liberdade nas relações sociais, nas interpessoais e até
mesmo nas intrapsíquicas. A política inclina-se a conceder poderes que
facilitam a obtenção de obediência forçada cuja prática desvirtua o respeito
sincero e mútuo das pessoas adoecendo as mais promissoras relações de amizade e
de intimidade saudáveis, coletivamente.
Posse. Detenção de uma coisa com o objetivo de tirar proveito
dela. Tomar posse de bens objetos é bom desde que de direito ou por privilégio
concedido. Tomar posse de pessoas e tratá-las como mercadorias ou coisas, mesmo
por influência ou submissão aceita ou negociada, é retrocesso, barbárie e
autêntico lúmpen psíquico. A atitude possessiva revela deformação e distúrbios
psíquicos.
Potamofobia. Medo exagerado dos rios e correntes de água.
Prazer. Emoção natural, abrangente ao corpo e à mente. No corpo abrange a
sensação agradável, a saciação, alívio de tensão, relaxamento muscular, o
prazer orgástico, a excitação gostosa e o orgasmo. Na mente abrange a leveza,
paz, harmonia, tranqüilidade e segurança.
Precipitação. Antecipação arriscada botando tudo a perder. Uma
das causas da precipitação é a pressa, ou a afobação. Outra é o desequilíbrio
emocional. Saber ordenar e coordenar é dar-se todo o tempo que se precisar para
fazer o que tem que ser feito. Assim, há menos chances de ocorrer conseqüências
desagradáveis do tipo que causam as precipitações, além de evitar o mal-estar
decorrente.
Predição. Dizer o que vai acontecer com grande margem de
acerto. Saber com antecipação o que pode acontecer através de variáveis
presentes ou observáveis, já conhecidas, de uma determinada conseqüência. A boa
predição é guiada pela observação e controle de condições de regularidade e as
suas variações. Situação de segundo momento em conexão com o terceiro.
Pregnância. Impregnação da forma no processo perceptivo. A
força da forma é tal que quando a circunstância externa não está ainda
inteiramente formada aumenta-se a tendência de seu completamento.
Preguiça. Corpo mole, sem ânimo. O clima quente ou instável e
a alimentação inadequada, sem dúvida, podem indispor o organismo. Mas a
escassez, a privação ou a carência de reforçadores positivos, de motivadores
fortes ou do interesse certo leva o indivíduo a experimentar incertezas
preocupantes e frustrações seguidas. Isto desgasta o organismo levando o
frustrado a encostar o seu corpo a todo o momento, acomodando-se na míngua.
Premência. Urgência na reação. Situação de primeiro momento.
Premonição. Sensação psíquica de um acontecimento futuro, sem
explicação parcimoniosa. Situação de primeiro momento em conexão com o segundo.
Preocupação. Inquietação oriunda de uma possibilidade futura,
ocupando-se previamente ou preparando-se para o evento por ter como certa a sua
ocorrência. Desgaste de energia à toa forçando o organismo a operar a todo o
vapor sem nenhuma necessidade premente, além de desorientar todo o sistema de
defesa orgânica. Precipitação tempestiva por conhecimento deformado.
Pertinente aos segundos momentos.
Prepotência. Opressão e abuso de poder. Abuso de autoridade.
Geralmente o prepotente é também arrogante. Um e outro pertencem ao lúmpen
psíquico.
Presságio. Sensação psíquica de um acontecimento próximo, sem
explicação parcimoniosa. Situação de primeiro momento.
Pressentimento. Sensação psíquica de determinado
acontecimento tempestivo em função de um sentimento prévio, sem explicação
plausível, mas, certamente relacionado com experiências anteriores. Sentir
antes uma situação possível de acontecer. Situação de segundo momento em
conexão com o primeiro.
Preterição. Passar um para trás em preferência de outro, por
descombinação simples ou por interesse. Ausências de lealdade, fidelidade e de
cumplicidade. Leviandade. Desqualificação e desconsideração total quando não há
prévio aviso.
Previsão. Visão de uma conseqüência, antecipadamente, por
indícios conhecidos e conhecimento das variáveis e os motivos que levam à sua
ocorrência num determinado prazo. Antevisão de uma ocorrência, tempestivamente,
por motivos conhecidos, com ótima margem de acerto. Situação do segundo
momento.
Privação. Necessidade não saciada por força das
circunstâncias (perda, cessação, destituição, infortúnio, escassez, catástrofe,
etc.). Ausência do necessário à vida, levando à prorrogação forçada da saciação
ou suprimento, tempestivamente. Destituição do necessário. Situação dos
segundos momentos.
Proibição. Forma covarde e perniciosa de controle punitivo.
Forma de controle fácil por coação. É preciso rever determinadas proibições
para evitar as suas conseqüências catastróficas em longo prazo.
Projeção. Transferência patológica. O paciente habitualmente
transfere a sua patologia a outrem, de modo inconsciente. Pode estar jogando a
batata quente para outro. Atribui a outro exatamente o que sente ou o como se
comporta. É um mecanismo de defesa projetando seus próprios impulsos e
conflitos como provenientes de outrem. Também há outro tipo de projeção, no
sentido daquele hábito de colocar-se, sem se notar ou querer, na situação do
outro como se pudesse ocorrer a mesma coisa consigo e, assim, reagir conforme o
seu próprio paradigma, desqualificando a si e ao outro, simultaneamente, sem a
menor necessidade desse desgaste, uma vez que a situação de impasse, na
realidade, é do outro e não a própria.
Prontidão. Estado de vigilância para agir prontamente quando o
alarme tocar ou a situação exigir. Pertence aos segundos momentos biográficos e
históricos.
Proteção. Defesa da integridade e do equilíbrio do organismo.
Cuidar da saúde e da vida do organismo mantendo-o em boas condições de
disposição para a movimentação. A proteção é do segundo momento..
Prudência. Qualidade e virtude cultivada por qualquer pessoa
evoluída para evitar as más conseqüências dos seus atos. É preciso dar modelos
de prudência para as crianças para que se habituem a serem prudentes ¾ conhecer os perigos, prestar atenção, cuidar-se e precaver-se ¾ para evitar as conseqüências catastróficas dos seus atos
impensados. A prudência é do segundo momento.
Psicose. Deformações e distúrbios nos processos cognitivos e
emocionais com características condutuais anormais, de natureza grave. O
psicótico tem idéia falsa fixa. Nada o faz mudar de idéia porque tem por certo
aquilo que pensa e vê; acreditando que o outro é que não consegue ver o que vê
ou de pensar como pensa. Perturbação mental. Doença psíquica. Há as psicoses
orgânicas e funcionais. As psicoses orgânicas provêm de deterioração do cérebro
e do sistema nervoso. A deterioração pode ser causada por vírus, bactérias,
tóxicos, álcool, oxigenação deficiente e tumor. As psicoses funcionais principais
são as dos grupos das reações paranóicas, esquizofrênicas e maníaco-depressivas
ou transtornos bipolares. Especialistas afirmam não haver, ainda, a cura dessa
anormalidade.
Psicose esquizofrênica. Deformação das emoções, dos
sentimentos, dos sensos e da apresentação pessoal. Tende ao isolamento. Tem
alucinações e delírios com fuga total da realidade. Catatonia ou esquizofrenia
catatônica: ¾ caracteriza-se
por períodos de negativismo, excitação e atitudes ou atividades estereotipadas.
Psicose maníaco-depressiva. Oscilações de humor. Comportamento
dócil que pode alternar-se com o de violento e irreprimido. Perigoso a si
próprio e aos outros. Pode passar do normal para uma tristeza profunda ou para
a extrema depressão terminando em suicídio ou inércia. Patologia essa também
denominada transtorno bipolar.
Psicose neurastênica. Fadiga crônica física e mental.
Ausência de vontade, desejo e intenção, reforço, motivação e interesse.
Psicose obsessivo-compulsiva. Pensamentos desagradáveis,
insistentes e não evitáveis. Caracteriza-se também por atos compulsivos
irracionais que decorrem de impulsos indesejáveis, repetidos ou irresistíveis.
Psicose paranóica. Paranóia. Falsas crenças. Ilusões
organizam-se sistemática e “logicamente”. Graves delírios. Os delírios
são de perseguição e de grandeza.
Psicossomatização. Ou psicossomatismo e, ainda, doença
psicossomática. São conhecidas por estes nomes quaisquer lesões, alterações e
perturbações orgânicas produzidas por influências psíquicas.
Pudor. Sentimento de acanhamento ou embaraço motivado pelo que pode ferir
a decência, a honestidade ou a modéstia.
Punição. Técnica do controle mais fácil de ser obtido de imediato. Porém,
em longo prazo, a punição traz lamentáveis conseqüências não só ao punido como
para a sociedade e muito mais para o agente punidor. Eis porquanto, o agente
punidor deve-se cuidar e estar constantemente em alerta, prontidão e atenção
para não sofrer represálias surpreendentes. As represálias familiares comuns
são inconscientes. Qualquer descuido adiante pode ser fatal. O punido
desqualificado por achar-se injustiçado e inconformado com a punição sofrida,
procura reprimir a reação de vingança, podendo explodir, de uma só vez, todos
os conflitos intrapsíquicos acumulados no tempo, ou resultar em perturbações
psíquicas, principalmente, as do tipo psicoses. A técnica da punição consiste
na retirada de reforçador positivo para a redução de uma tendência e na
apresentação de reforçador negativo para a redução de um comportamento. É o
contrário do reforço. Enquanto o reforço aumenta a freqüência de um
comportamento desejado, a punição diminui a freqüência de um comportamento
indesejado.
Questionamento. Argüição para esclarecimentos. Levantamento de
questões para dissipar dúvidas. Posicionamento ou postura crítica para evitar
enganos ou para apurar argumentos obscuros. Conjunto das perguntas específicas,
questórios, quesitos, ou indagações restritas à solução do impasse ou
esclarecimento concreto do fenômeno, fato, ou idéia em questão.
Quietude. Qualidade de quieto. Tranqüilidade, paz, sossego.
Quizília. Ou quizila. Repugnância, aborrecimento, desavença.
Raciocínio. Faculdade do pensamento para estabelecer relações
lógicas conclusivas. Exemplos: abdução, intuição, indução, dedução, comparação,
analogia, exclusão, inferência, raciocínio hipotético-dedutivo, dialética,
análise, síntese, etc.
Racionalização. Série de explicações, justificações e
raciocínios que permanecem tão-somente na área das hipóteses. Opiniões
hipotéticas fundamentadas em fatos verdadeiros, subjetivos ou objetivos,
aparentemente realizáveis ou reproduzíveis mas impossíveis de ocorrer no
aqui-e-agora por inexistência das suas condições geradoras. Crença em realidade
inexistente com base em conjecturas. Reação por deformação cognitiva para dar
boas razões infundadas ou irreais na justificação de fracassos, erros, recusas
e manipulações desmascaradas.
Raiva. Emoção natural destinada a preservar o organismo através de reação
no aqui-e-agora, própria de enfrentamento, com recurso apenas da força física.
A reação característica da raiva, portanto, é de agressividade imediata contra
estímulos presentes, ofensivos à integridade física. Quanto mais intensa a
raiva, maior é a força física. A raiva era mais necessária, antigamente. Isto
porque os obstáculos geradores da raiva ¾ animados e
inanimados ¾ eram muito
freqüentes. Fosse para proteger bens e alimentos contra predadores e pilhadores
ou fosse para a busca de alimentos ou o enfrentamento ao leão a muque.
Atualmente, somente as pessoas não evoluídas espiritual, técnica e
civilizadamente é que sentem raiva por qualquer motivo, em detrimento da sua
saúde, sem se dar conta disso. Por falta de educação e desenvolvimento adequado
a raiva acumulada permanece como no século passado quando eram freqüentes a
questão de matar ou morrer. Portanto, é preciso dar-se conta do fundamento e
finalidade da raiva. Ante a ameaça contra a integridade física tem-se a raiva
cuja energia gerada é usada para resolver a situação de enfrentar no
aqui-e-agora, na base da força física. Se houver a desvantagem no enfrentamento
agressivo, a reação seguida é o medo que também se resolve, no aqui-e-agora,
dando no pé e o processo encerra aí. Qualquer excesso fora da fuga, esquiva ou
enfrentamento, diante da ameaça ¾ no aqui-e-agora
¾, enfraquece a defesa imunológica do
organismo, especialmente, se a raiva ocorre em forma continuada. Assim é
preciso distinguir a ferramenta que será utilizada para resolver uma situação.
Quando a raiva fundamentada é mostrada, no ato gerador, faz bem para a
saúde e encerra o caso aí, na base do acordo, da conciliação, do consenso ou do
pacto. Nada de ressentimentos. A ofensa moral dolosa, por exemplo, não se
resolve usando a força física, mas pela ação judicial.
Rancor. Sentimento de raiva crônica acompanhada de mágoa profunda.
Enfraquece a defesa imunológica por desgaste de energia à toa.
Rapacidade. Tendência ou hábito de roubar.
Razão. Fundamento consciente dos resultados do pensamento certo.
Rebeldia. Ato de opor-se e resistir com raiva. A rebeldia é
um mecanismo de defesa manifestando contrariedade a um estímulo padrão de
controle, com certo teor de raiva ou inconformismo.
Rebelião. Rebeldia mais violenta que expande a outras pessoas
em protesto e oposição rigorosa contra o controlador causada por estímulos aversivos
intoleráveis.
Receio. Sentimento de apreensão ¾ medo controlado ¾ ante a possibilidade de dano, perigo ou perda.
Recordação. Energização de um registro no banco da memória,
por repetição ou concentração para efeito de lembrança rápida e eficaz.
Recuo. Trégua para descanso. Afastamento ou distanciamento gradual do
perigo, para recuperação de energias.
Reengenharia. Reinvenção da estrutura interativa de uma
organização social coesa recriando novos procedimentos revolucionários
coerentes com a nova tecnologia globalizante em processo, para incremento de
seus resultados no mesmo ritmo e velocidade da eficácia das transformações que
se nota e se verifica no mundo das comunicações, em vez de adaptá-las aos seus
processos funcionais existentes, já tornados obsoletos, morosos e dispendiosos.
Reequilíbrio. Recuperação do equilíbrio.
Reflexão. Retorno das
consciências sobre si mesmo para compreender e entender o seu próprio conteúdo.
Na reflexão saudável é preciso meditar, pensar, imaginar, ter memória, recordar,
lembrar, avaliar-se, definir-se e, com juízo, auto-estima e compreensão,
adequar-se e deliberar uma posição.
Reflexo. O reflexo como relação coordenada do estímulo e de sua resposta
temos o condicionado e o incondicionado. O reflexo como uma classe de respostas
que afasta ou leva à sua conseqüência temos o reflexo complexo. Situação dos
primeiros momentos biográficos. Na teoria dos quatro momentos, o reflexo
corresponde a qualquer reação de primeiro momento na conexão
estímulo↔sensação↔percepção.
Reforçador negativo. Qualquer estímulo mau quando retirado
aumenta a freqüência da resposta ou do comportamento.
Reforçador positivo. Qualquer estímulo bom quando
apresentado aumenta a freqüência da resposta ou do comportamento.
Reforço. Evento que aumenta a freqüência ou fortalece determinado
comportamento ou resposta ao qual é contingente.
Regozijo. Gozo intenso.
Satisfação enorme. Grande alegria ou prazer.
Regressão. Atitude ou comportamento característico em nível de
idade anterior. Não se apresentar de acordo com a idade.
Rejeição. Sentimento de desqualificação, desconsideração ou
de desprezo.
Relaxamento. Diminuição de tensão mental com sensação de
repouso.
Reminiscência. Registro na memória resultando em vaga lembrança
por fraca energização.
Remorso. Sentimento de culpa angustiante revivido na lembrança de erro que
resultou dano em outrem.
Repressão. Ato pelo qual os sentimentos, lembranças dolorosas
ou impulsos e desejos em desacordo com o meio social são mantidos fora do campo
da consciência. Assim, a pessoa sente-se incapaz de recordar ou lembrar as
experiências fortemente emocionais reprimidas, provocadoras de impulsos
irresistíveis ou de angústia.
Repugnância. Sensação de náusea e aversão. Tende ao sentimento
de indignação moral, de oposição.
Repulsa. Sensação de aversão acompanhada de raiva e repugnância.
Resignação. Perda de esperança de atingir certo objetivo
admitindo como inútil persegui-lo. Renúncia espontânea a um objetivo. Submissão
paciente aos sofrimentos da vida. A resignação de algo valioso sem nenhum
fundamento justificável é um disfarce de covardia, de incapacidade
inconfessável, ou da renúncia de si mesmo.
Respeito. Sentimento de responsabilidade, consideração,
disciplina, estima e apreço.
Responsabilidade. Qualidade de quem responde pelos próprios
atos e pelos cuidados de uma determinação aceita de livre e espontânea vontade.
Resposta. Reação dos primeiros momentos. Comportamento que responde a um
evento anterior ou a um posterior contingente.
Ressentimento. Repetição de sentimento indesejável. Sentimento de
mágoa profunda.
Revanchismo. A vez que se tenta recobrar uma posição perdida.
Tendência obstinada de querer desforrar ou revidar uma ofensa, sem prazo
determinado.
Reverência. Sentimento misto de respeito, admiração e
obediência saudável.
Revide. Forma de revanche com certa vingança.
Revolta. Insubmissão com agressão e raiva intensa por inconformação e
intolerância.
Revolução. Reação que provoca grandes mudanças. Ato de
rebelião e revolta para uma grande mudança.
Ridículo. Objeto de riso e zombaria.
Risada. Riso franco e estrepitoso.
Riso. Contração dos músculos da face emitindo sons característicos para
expressar incoerências, alegrias, humor, estado de felicidade e disposição,
satisfação.
Saciação. Extinção da necessidade premente. Vontade atendida. A saciação
refere-se apenas às necessidades dos primeiros momentos biográficos, prementes,
que devem ser supridas ou extintas no aqui-e-agora. O termo correspondente
usado para os segundos momentos é satisfação, para os terceiros momentos
dizemos solução, e para os quartos momentos, consumação.
Sadismo. Algolagnia ativa. Satisfação erótica e orgasmo obtido somente
quando se pratica violência física ou agressão moral ao parceiro sexual.
Sadomasoquismo. Conjugação do sadismo e do masoquismo.
Salvador. Nas relações interpessoais, onde há candidato a
salvador, é porque há vítima. Onde há vítima, é porque há o perseguidor. O
salvador para salvar persegue o perseguidor. Este passa, então, para o papel de
vítima. E o que era vítima passa para salvador do seu próprio perseguidor com a
mudança de papel. Essa troca de papéis que resulta em final dramático, Stephen
B. Karpman chamou de triângulo dramático.
Sarcasmo. Zombaria.
Satisfação. Extinção da privação. Bom êxito no
suprimento das necessidades prorrogadas com os desejos atendidos. Refere-se aos
segundos momentos. A satisfação é obtida pela ação tempestiva com os subsídios
do conhecimento e da experiência anterior.
Saudade. Sentimento de melancolia suave e passageira decorrente de
lembrança de pessoas ou coisas distantes ou desaparecidas. Ocorre em solidão na
lembrança do passado feliz que se quer repetir. Sentimento decorrente da falta
de pessoas especiais com desejo veemente de reencontrá-las. Solidão por algo
que foi embora.
Sedição. Revolta de grupo de pessoas com perturbação da ordem pública.
Segurança. Confiança, autoconfiança, certeza, firmeza,
convicção, firmeza.
Sensação. Processo sensorial correlacionado com a impressão
fisiológica na conexão estímulo « consciências.
Impressão sentida no organismo, causada por um estímulo interior ou exterior.
Forma a conexão estímulo « sensações « consciências.
Sensações psíquicas. Impressões psíquicas provocadas por
estímulos presentes resultando em presságios, premonições, especulações,
profecias, pressentimentos, predições, previsões, intuições, inferências, etc.
Impressões complexas recebidas nos três estados psicológicos atuantes causadas
por estímulos complexos presentes subjetiva ou objetivamente e detectadas pelas
respectivas consciências, ou pela consciência integrativa.
Sensações somáticas. As gerais são as mecanoceptivas, as
termoceptivas e as nociceptivas. As especiais são a olfação, a gustação, o
equilíbrio, a audição e a visão.
Sensações viscerais. As aferentes são as condições
fisiológicas e patológicas das vísceras (reflexos viscerais, sensação de
plenitude gástrica, vesical, retal, sensação de contrações uterinas, dores
viscerais por distensão, cólica, inflamação, etc.). As viscerais eferentes são
as atividades colinérgicas, a acetilcolina, as adrenérgicas ou catecolaminas
(sensações ortossimpáticas: palidez, taquicardia, ejaculação, etc. ¾ e parassimpáticas: rubor, bradicardia, ereção, etc.).
Senso. Faculdade de apreciar, julgar, discernir, entender, sentir.
Sentido da razão e a razão das emoções e dos sentimentos. O sentido da razão no
estado consciente. Depurador das emoções, sentimentos e paixões. Equilíbrio
racional dos sentidos das paixões nas interações objetivas.
Senso comum. Conjunto de opiniões predominantes em determinada
época. Quem tem senso comum acompanha o pensamento da maioria.
Senso moral. Senso de discernimento. Senso de reconhecimento
intuitivo do bem e do mal, sobretudo nos fatos concretos. Senso ético.
Sensualidade. Uma das formas da sexualidade de atrair ou causar
excitações e desejos de prazeres lúbricos.
Sentimento. Estado afetivo decorrente de emoções prolongadas e
intensas, mistas ou suas derivadas não dissipadas nos primeiros momentos que
influem na disposição psíquica e física do indivíduo. Reações afetivas
prorrogadas ou persistentes decorrentes de situações de primeiros momentos não
resolvidas em razão de insuficiência de condições apropriadas ou por influência
sociocultural.
Ser amado. Amar e ser amado é uma ventura sem
igual.
Serenidade. Suavidade, tranqüilidade, paz.
Sexualidade. Sensualidade, volúpia, lubricidade. Conjunto dos
fenômenos da vida sexual.
Simpatia. Tendência entre duas ou mais pessoas de estarem bem
ou permanecerem dispostas quando próximas ou juntas.
Simulador. Que manipula com disfarces, fingimentos e simulacros.
Sinceridade. Expressa a verdade com precisão, desembaraço e nada
omite.
Sinergia. Associação simultânea de vários fatores que
contribuem para uma ação coordenada.
Sinestesia. Associação de sensações ou percepções diferentes
entre si. Percepção de uma sensação em outra parte que a estimulada.
Sistema límbico. Parte do cérebro onde se dá o
processamento do conjunto das sensações, emoções e sentimentos correlacionando
o pensamento e o afeto na luta pela sobrevivência. Segundo Paul D. Mac Lean
(1952) compõe o sistema límbico de: tubérculo olfativo, uncus, bandeleta
diagonal de Broca, porção cortical da região septal, rudimento hipocampal, giro
sub-caloso, giro cíngulo, área retro-esplenial, córtex granular frontal e
estorrinal, estruturas sub-corticais, núcleo caudado, hipotálamo, porções do
tálamo, amígdala temporal e área mesenfálica de Nauta. Estas são as estruturas
do sistema responsável pelo substrato neural das emoções. O hipotálamo ativa o
processo da emoção. O córtex controla o centro hipotalâmico inibindo a
liberação dos hormônios estimulantes.
Sistema nervoso. Parte do organismo que tem a função de
processar informações. Promove a relação entre o organismo e o meio através de
troca de informações para garantir a sua sobrevivência e a sua reprodução.
Só. Encontro consigo. Solitário, desacompanhado, ou sem estimulação
exterior.
Soberba. Altivez, orgulho excessivo, arrogância, presunção.
Sobressalto. Sensação de tremor ou estremecimento súbito e
involuntário. Movimento brusco, provocado por sensação de perigo proveniente de
um estímulo repentino e violento.
Sofisma. Argumento falso para induzir outrem em erro de forma intencional.
Diferente do paralogismo cuja intenção é o contrário.
Solidão. Estado do que se encontra ou vive só. Totalmente afastado de
pessoas significativas. Saudade de algo ou alguém que foi embora ou que deixou
à distância para trás.
Solidariedade. Sentido moral ou senso ideal que vincula o
indivíduo à vida, às motivações, aos interesses, aos reforçamentos e às
responsabilidades sociais saudáveis. Uma das condições indispensáveis à
situação de felicidade em nível superior.
Sonhos. Há dois tipos de sonhos. Mantêm a motivação humana dando sentido à
vida. Um que ocorre dormindo e outro quando acordado. O primeiro dá o
equilíbrio psíquico e o fisiológico. O segundo dá o sentido e o colorido da
vida quando em busca de sua realidade.
Sorriso. Riso leve sem ruído. O sorriso sincero denota alegria, o bom
humor e a aprovação.
Sossego. Estado de aquietação por ausência de preocupações.
Stress. Ou estresse é a perturbação da homeóstase por constantes reações
ou respostas a estímulos internos provocados pelas pressões do meio ambiente,
agressões morais ou físicas, doenças e, principalmente, pelos excessos de
atividades físicas e psíquicas. O estressado fica cansado fisicamente, mas
continua com intensa atividade psíquica, tendendo à insônia.
Subconsciente. Estado psíquico que fornece subsídios ao estado
psíquico consciente através da consciência-do-subconsciente. Quando energizado
controla as reações do inconsciente. A memória-subconsciente é a sua essência.
É o depósito de todos os conhecimentos adquiridos e das vivências dos
segundos momentos. Valores, padrões, paradigmas, parâmetros e normas
socioculturais, censuras, diretrizes, conselhos, determinações, motivações,
modelos, admiração, sentimentos, desejos, elogios, dúvidas e críticas são
alguns de seus elementos caracterizadores.
Subconsciente-social. Subconsciente de grupo social coeso.
Subjeto. Interior do sujeito em oposição ao objeto, exterior do sujeito.
Subjetivo. Subjetividade. O mundo interior do indivíduo. O próprio indivíduo.
Sujeito. Neologismo introduzido para significar todo o mundo subjetivo, todo o
interior representativo relativo ao sujeito, independentemente do seu exterior
e do seu objeto exterior. Sujeito objeto de si mesmo.
Sublevação. Misto de rebelião e revolta.
Sucessividade. Qualidade de contínuo. Caracteriza os terceiros
momentos biográficos e históricos.
Sucesso. Bom êxito, ótimo resultado, solução definitiva, final feliz.
Suicídio. O suicida não quer morrer ou matar. A questão de
coragem não entra na história do suicida. Nem quando desiste e nem quando se
suicida de fato. É o conflito interno travado por dois grandes sentimentos
interiorizados na primeira infância que ressurgem evoluídos. O medo de
enfrentar que vira sentimento de covardia e o medo de não poder fugir que torna
sentimento de opressão invencível. A personalidade opressora interiorizada,
covardemente, racionaliza e acusa o suicida de culpado pelos seus fracassos e
suas frustrações e determina que não tem mais chances para quaisquer motivações
de enfrentamento. A personalidade oprimida acha o suicida muito frágil,
impotente e covarde diante de tanta exigência externa. O suicida, então,
acredita-se totalmente desqualificado, inconsiderado, imprestável, inútil e
desprezível. As respostas às suas reações últimas de agressividade reforçam a
sua crença e entra em desespero, depressão progressiva e colapso. Há suicidas
prementes, tempestivos e crônicos. Os prementes não querem assistência e têm
pressa de resolver tudo rapidamente. Os tempestivos querem chamar atenção,
pedir socorro e reivindicam carinho, afeto e consideração. Os crônicos são os
fumantes, alcoólatras, drogados, os impetuosos, os perversos e os que vivem
perigosamente.
Superconsciência. Consciência superior resultante do
despertar do estado de consciência artificial ou hipnótica motivada pelos
hábitos, costumes e usos reproduzidos pelos estímulos reforçadores, motivadores
e interessantes sob comando de um sistema ideológico dominante e hipnotizador.
Unidade das consciências integrativas biográficas e históricas, reais e
autênticas no contexto da realidade subjetiva e da intersubjetividade. A
superconsciência é o estado integral das consciências autênticas, onde não há
ilusões e nem auto-enganos. Principalmente os decorrentes de reforçadores,
motivadores e interessantes. Inclusos os relativos às crenças produzidas e
reproduzidas pelo hábito ou pela própria natureza de adaptação para superar
impasses e os referentes às consciências artificiais típicas das relações
políticas, ideológicas e religiosas ou como as consciências produzidas pelos
transes hipnóticos, auto-ajuda, auto-sugestão, auto-hipnose e pelos padrões
socioculturais.
Superego. Instância
(elemento dinâmico do psiquismo) da personalidade formadora de ideais, agindo
sobre o ego contra as pulsões suscetíveis de provocar culpa. Censor e moralista
da personalidade.
Surpresa. Sobressalto por
susto. Saber de bom êxito, inesperadamente. Acontecimento repentino
inesperado. A surpresa pode ser agradável ou desagradável.
Suspeita. Descrença e
desconfiança em nível de acusação com base na livre convicção. Geralmente, a
suspeita provoca precipitação.
Susto. Sobressalto
rápido. Acompanha um medo repentino provocado por um estímulo imprevisto e
brusco ou por notícia ruim inesperada. Pode seguir também sorriso ou riso com
explosão de alegria quando a notícia é boa.
Tafofobia. Medo de ser
enterrado vivo.
Talassofobia. Medo exagerado
do mar.
Tanatofobia. Medo excessivo
da morte.
Tara. Tesão
patológico.
Tecnologia. Conjunto de
conhecimentos técnicos e científicos utilizados para dominar a energia e a
matéria e as suas múltiplas combinações a serviço da facilitação e
simplificação da vida humana no sentido da felicidade geral dos seres viventes,
sem exceção.
Tédio. Aborrecimento
originado por não ter o que fazer, porque nada há para fazer ou porque nada
pode ser feito para mudar uma situação.
Teimosia. Crença
obstinada no mesmo padrão de respostas custe o que custar. Reação ou
resistência passiva contra agente aversivo quando não é possível o
enfrentamento para obter situação favorável, tal a birra e a pirraça. Na
teimosia tem raiva embutida.
Temeridade. Ação ou atitude
arriscada, perigosa e atrevida de lançar-se a um empreendimento aventureiro.
Temor. Sentimento leve
de medo sem recuo, fuga ou afastamento imediato. Acompanhado, normalmente, da
coragem.
Tempestividade. Fazer no tempo
certo ou previamente marcado. Em tempo de fazer o que tem que ser feito sem
pressa.
Tendência. Intenção, desejo
e vontade de favorecer um lado a qualquer custo.
Tendenciosidade.
Tendência
cuja intenção premeditada é mantida em segredo.
Tensão. Estimulação
contínua e intensa provocando grande concentração de energia psíquica que pode
terminar numa violenta explosão de emoção.
Ternura. Sentimento de
afeto brando e carinhosamente suave.
Terror. Pavor acentuado
e demorado.
Tesão. Excitação sexual
potente.
Timidez. Acanhamento em
excesso e duradouro.
Tolerância. Estado ou
situação de suportar sensações ou estímulos indesejáveis, aversivos e
nauseabundos. Há um limite para a tolerância.
Tonitrofobia. Medo de
relâmpagos, trovões e tempestades.
Toque. Pegar carinhoso
física e psiquicamente. Algo profundo para quem sabe tocar. Roçar leve que vai
fundo.
Tormento. Suplício,
tortura, angústia, aflição, desgraça, miséria.
Torpor. Entorpecimento.
Indiferença ou inércia moral.
Tortura. Suplício ou
tormento violento.
Toxofobia. Medo de ser
envenenado.
Traição. Perfídia,
aleivosia. Dolo, falsidade.
Tranqüilidade. Sentimento de
segurança com amplo controle afetivo e material.
Transigência. Tolerância,
condescendência.
Tremor. Sensação de
tremedeira involuntária. Provocada por frio, pelo excesso de álcool, febre
alta, prelúdio de estréia, prenúncio emocionante, toque de paixão.
Tristeza. Lágrimas
rolam... São de uma tristeza profunda. Saber que não poderá mais vê-lo,
tocá-lo, amá-lo. Saudades. A tristeza, no fundo, é um sentimento para curtir
uma felicidade que se foi e será revivida na lembrança com saudade. A tristeza
é um conjunto de sentimentos que envolvem desde as sensações de abandono ou
falta que se traduzem em lágrimas, emoções apropriadas às perdas, apatia,
amargura, saudade, inconformismo, melancolia, afastamento, ansiedade, angústia,
depressão, etc., podendo terminar em inanição.
Ultraje. Insulto,
afronta, ofensa gravíssima, difamação, injúria, calúnia.
União. Adesão, pacto,
coesão, esforço conjunto, unidade coesa.
Vaidade. Desejo
imoderado de atrair admiração ou homenagem. Presunção.
Veemência. Vontade e desejo
que se alternam para uma insistência vigorosa.
Vergonha. Sentimento misto
de receio, acanhamento, pudor e humilhação que nasce diante de outrem. A crença
prévia de ser alvo de observação crítica alheia é terrivelmente repudiada, mas,
com o medo.
Vexame. Vergonha,
afronta, ultraje.
Vicissitude. Contingência.
Revés.
Vingança. Sentimento de
desforra, retaliação, desforço. Patologia dos segundos momentos biográficos.
Violência. Uso da força,
coação, constrangimento físico ou moral. Transgressão, ofensa e mutilação da
boa ética, da liberdade, dos direitos natural, de defesa, de reação à injustiça
e da integridade física, psíquica e intelectual.
Vítima. Personagem do
triângulo dramático de Stephen B. Karpman. Onde há vítima, há perseguidor e o
salvador.
Vitupério. Injúria,
insulto.
Vivacidade. Qualidade de
ativo, vigoroso, enérgico, forte e ligeiro.
Vivência. Experiência de
uma situação de vida.
Volúpia. Excitação
demorada com enorme prazer dos sentidos e grande gozo sexual.
Vontade. Expressão ou
manifestação da necessidade premente.
Xenofobia. Aversão a
pessoas e coisas estrangeiras.
Zanga. Bronca leve.
Zombaria. Gozação,
caçoada, chacota, vaia, etc. Atitude carregada de despeito, inveja, desprezo e
ironia. Expõe a pessoa visada ao ridículo, desdém e menosprezo. “Tiração de
sarro na base da gozação” pode dar no triângulo dramático.
Zoofobia. Medo exagerado
a qualquer animal.