GLOSSÁRIO (4 momentos).

 

Abatimento. Cansaço, desalento, depressão.

Aborrecimento. Sentimento de contrariedade. É uma raiva sufocada decorrente da tolerância por conhecimento da situação com receio de complicar mais, caso perca a calma, a tolerância, ou a paciência. Chateação. Pode progredir para mágoa.

Abulia. Patologia caracterizada por supressão ou diminuição da vontade. Torpor, preguiça.

Acanhamento. Sentimento motivado por medo de enfrentar socialmente. Embaraço. Pode progredir  para a vergonha,timidez ou para a confusão.

Ação. Movimento pertinente ao segundo momento orientado para um estímulo adiante.

Aceitação. Acolhimento, ou consentimento no acordo. Assentimento de uma proposta ou proposição.

Acomodação. Adequação, instalação, adaptação. Modificação do organismo em função das pressões exercidas pelo meio (Jean Piaget). Depois de assimilado, acomoda-se no segundo momento da aprendizagem para a consolidação no terceiro e deleite no quarto.

Acordo. Ajuste, acerto para cumprimento imediato. Relação de arranjo nos primeiros momentos biográficos (intrapessoal) ou históricos (interpessoal).

Acrofobia. Medo de lugares altos.

Adaptação. Equilíbrio entre assimilação e acomodação (Jean Piaget).

Adinamia. Prostração geral. Fraqueza, debilidade geral, ausência de dinamismo ou forças.

Admiração. Ação de olhar com assombro, respeito, estima e consideração. É o gerador energético do quarto momento histórico em conexão com o segundo momento biográfico.

Adoração. Culto, veneração, reverência. Gosto excessivo de algo.

Adulto. Faixa etária na aprendizagem e desenvolvimento biográfico dos vinte aos trinta anos. Estado de ego (Análise Transacional) - corresponde à parte da personalidade que processa informações, faz análises, sínteses, raciocina e conclui. Intermedeia o ego-criança e o ego-pai.

Aerofobia. Medo mórbido das correntes de ar.

Afeição. Afeto, simpatia profunda.

Afetividade. Conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos, sensos, auto-estima, paixões e juízos, acompanhados sempre de impressões ou sensações do lado bom ou do lado mau, como alívio e dor, saciedade e fome, agradável e desagradável, etc., alimentando os geradores estáticos, dinâmicos, cinéticos e harmônicos da movimentação na vivência humana.

Afetofobia. Medo de ser abraçado ou tocado.

Afinidade. Tendência combinatória. Semelhança ou coincidência de gostos ou de sentimentos.

Aflição. Desespero intenso. Sentimento de significativa perda, pesar. Pode progredir para padecimento físico e agonia.

Afoito. Corajoso, sem medo, ousado.

Agorafobia. Medo dos espaços, de lugares públicos, de lugares extensos e descobertos. O agorafóbico sente angústia, vertigem e medo mórbido.

Agressão. Reação de primeiro momento com destruição de obstáculos, ataques a pessoas e animais causando-lhes lesões, ferimentos ou ofensas. Reação inconsciente com excesso de raiva, ódio, ímpeto, perversidade ou de extrema frieza. Implica a agressividade que é um sentimento decorrente do acúmulo de práticas frustradoras desencadeando conduta hostil. É uma situação de retorno de um segundo momento para o primeiro momento negativo.

Alegria. Emoção natural. Energia de primeiro momento. É rápida, de curtíssima duração. Surge pela boa lembrança ou notícia, pela certeza de bom acontecimento próximo aguardado, pela proximidade da saciação ou do prazer esperado. Reconhece-se a alegria pelo sorriso e rosto descontraído, pelos risos, gargalhadas ou lágrimas de felicidade.

Alergia. Hipersensibilidade a determinadas substâncias e agentes físicos. Aversão, repulsão, antipatia em sentido figurado.

Alerta. Cuidado emergencial para uma possível reação imediata. Estado de vigilância nos primeiros momentos.

Algofobia. Medo mórbido de sensação dolorosa.

Algolagnia. Prazer sexual só quando se associa a uma dor infligida a si ou a outrem.

Algolagnia ativa. Sadismo.

Algolagnia passiva. Masoquismo.

Alívio. Sensação de desafogo, desopressão. Desfazimento de tensão ou de dúvida por confirmação do esperado. Cessação de situação penosa. Mudança de uma sensação ruim para uma sensação gostosa.

Alucinação. Falsa percepção ou pseudopercepções. Estado de irrealidade total. Pela visão irreal e percepção deformada, o alucinado confunde e age de forma incoerente com a realidade. Trata-se de percepção na ausência de objeto. As alucinações são muito comuns nas psicoses, delírios cocaínicos, alcoólicos, esquizofrenias, crises epilépticas, etc.

Amar. Querer bem, sem causar detrimentos.

Ambição. Sentimento de cobiça ou aspiração decorrente de demasiada valorização aos bens materiais, poder, riqueza, glória, posição social e a tudo que possa satisfazer o amor-próprio.

Amizade. Senso de simpatia mútua entre duas ou mais pessoas entre si. É o gerador da força cinética nos terceiros momentos biográficos em conexão com os segundos momentos históricos. Há a amizade íntima e a racional. Na amizade íntima há concessão automática, por confiança mútua, do espaço íntimo. A boa-fé, a lealdade, o companheirismo e o compartilhar contínuo são características da amizade íntima. A amizade racional é unilateral e incondicional. A simpatia dirigida, na amizade racional, independe de reciprocidade.

Amor ¾ Gerador energético da força harmônica no quarto momento biográfico em conexão com o segundo momento histórico subsidiado pelos demais momentos. Independe de herança e ambiente sendo atraído tão-somente para o subjeto das pessoas em condições especiais para integralizar a atração, a paixão e a amizade. Torna-as saudáveis para as reações, ações, atuações e interações no ambiente com finalidade beneficente. Faz conexão contingente com a inteligência que também independe de herança e ambiente. Mas, diferente do amor, faz presença apenas no objeto das pessoas e também é atuante exclusivo do bem. Há o amor não-sabido e o sabido. O não-sabido liga-se à sua crença. Está presente no subjeto enquanto dura a sua crença. O sabido é o que realmente faz presença não só por crer; mas, principalmente, por conhecer e saber. Tanto o amor sabido como o amor não sabido resume-se no querer bem incondicional, podendo ser de modo particular ou universal.

Amor cognitivo. Gerador energético social da força harmônica pela paz social. O amor cognitivo refere-se ao social. Ou seja, é o amor de uma coletividade, de um grupo coeso ou da humanidade, com potencial de ocorrer nos quartos momentos históricos como integrador das paixões natural e cultural com a solidariedade incondicional. É o gerador energético da força harmônica social no sentido do reequilíbrio geral. E refere-se às consciências sociais. Quando o amor cognitivo está presente em um grupo logo se nota a harmonia nas relações entre os seus integrantes. Isso se observa pela postura, pelo caminhar, pelos olhares, expressão facial, pela cordialidade e serenidade no conversar de qualquer um deles.

Amor-próprio. Sentimento de dignidade pessoal e de suas exigências morais e sociais. Surge por influência dos padrões socioculturais interiorizados.

Amotinação. Reação de primeiro momento histórico com desordem, rebeldia e tumulto. Levantamento em motim, espécie de sedição (perturbação da ordem pública).

Androfobia. Repugnância ao sexo masculino.

Angústia. Sentimento complexo que envolve desde um sofrimento psíquico por tristeza e melancolia passageiras e até por sentimentos prolongados de apreensão e preocupação por ameaças e perdas futuras. Leva a ansiedades intensas com abatimento moral e perturbação psíquica. A angústia pode surgir também por crença imaginativa sem o correspondente real. As suas origens podem estar na insegurança por privação e frustração, na rejeição, fracasso, incerteza e na perda ou ameaça grave aos valores de subsistência. A angústia demorada ou crônica é neurose com alterações fisiológicas constantes que debilitam o organismo.

Animação. Rebuliço, alegria, calor, vida, entusiasmo.

Animosidade. Aversão persistente. Má vontade.

Ânimo. Estado do organismo que se inicia com sensação de vigor, boa disposição física e psíquica pronta para a atividade.

Ânsia. Sensação correspondente ao alarme de um possível enfrentamento, de uma provável fuga ou esquiva com a previsão de ameaças em hora incerta. Leva à ansiedade. Sua causa tanto pode ser orgânica quanto psíquica, ou psicológica.

Ansiedade. Sentimento misto de medo e raiva provocado por crença. O medo por crer que o pior possa acontecer se reveza com a raiva desse possível acontecimento aumentando essa conexão mista de emoções, paulatinamente, com a conseqüente inquietação até a hora do enfrentamento pressentido. Muitas vezes, a crença em provável situação desagradável preste a ocorrer ou a ocorrer em hora incerta é totalmente infundada. A ânsia prolongada leva à ansiedade alternando mais medo à raiva com tendência à fuga ou esquiva na hora do enfrentamento se houver. É o oposto do sentimento de expectativa que aguarda uma situação de ocorrência incerta, mas provavelmente agradável.

Antipatia. Juízo ou disposição repulsiva a coisas ou pessoas.

Apatia. Insensibilidade e indiferença. Leva ao isolamento e impassibilidade.

Apego. Afeição tenaz a objeto ou pessoa. A sua perda pode causar distúrbios psíquicos.

Apetite. Vontade de comer. Função ligada à homeóstase.

A posteriori. Saber ou conhecimento que vem e depende da experiência.

A priori. Saber ou conhecimento que vem antes e independe da experiência.

Apreensão. Fixação na memória de elementos óbvios recentes. Assimilação.

Aprosexia. Falta de atenção. Impossibilidade de sua fixação por distúrbio psíquico ou surdez.

Arrebatamento. Fúria súbita, ira. Exaltação. Arroubo.

Arrependimento. Sentimento de refazer-se, mudar de conduta, ou recuperar-se por admitir o erro e o mau comportamento e por admissão sincera e consciente da culpa.

Arrepio. Sensação de tremor por frio ou por medo.

Arrogância. Sentimento de poder absoluto, ou altivez e prepotência com misto de orgulho exagerado e insolência que leva o arrogante a implementar a sua intenção a qualquer custo. Sentimento de posse, domínio, ou de dono da verdade.

Arrojo. Ousadia com riscos perigosos. Ação temerária.

Assimilação. Incorporação do conjunto de relações de uma experiência no processo de conhecimento ou no ciclo de organização interior no processo evolutivo do indivíduo. É pertinente aos primeiros momentos biográficos na aprendizagem e desenvolvimento.

Assombro. Sentimento misto de medo, perplexidade e admiração.

Ataraxia. Imperturbabilidade.

Atenção. Vigilância consciente para atuar. Concentração vigilante num processo em curso ou numa atividade em andamento. Refere-se aos terceiros momentos.

Atividade. Atuação em qualquer processo de trabalho físico ou psíquico, ou em qualquer outra ocupação como lazer, esportes, estudos, etc.

Atração. Aproximação por simpatia e emoção. Geradora energética da força estática nos primeiros momentos biográficos em conexão com os geradores energéticos dos segundos momentos históricos. A atração física é sexualidade, alegria no convívio e prazer em estar juntos. A atração psíquica é o estar bem por identidade de idéias, pensamentos, conhecimentos, propósitos, entendimento e compreensão.

Atrevimento. Afrontamento com audácia e despudor.

Audácia. Impulso de ânimo para situações que exigem coragem ou arrojo.

Auto-engano. Crença infundada. Ilusão. Engano a si próprio.

Auto-estima. Dar valor a si mesmo. Cuidado e importância dedicada a si próprio no sentido de habilitar-se melhor, ou atingir a polivalência eficaz. Ato de estimar-se.

Autofilia. Apaixonado por si próprio. Narcisismo.

Autopiedade. Compaixão por si. Condoer-se, compadecer-se, ter dó de si mesmo.

Autonomia. Faculdade de autogovernar-se nas relações de interdependência. Torna saudáveis a submissão, a participação e a dependência, assim como o faz a interdependência com a rebeldia, a competição e a independência. Autodisciplina. É pertinente ao quarto momento da aprendizagem e desenvolvimento.

Avareza. Sentimento de mesquinhez. Paixão mórbida por dinheiro.

Aversão. Sensação de repelência, nojo ou repugnância, podendo suscitar medo, raiva ou ódio.

Basiofobia. Medo mórbido de cair ao andar, ao caminhar.

Bem-estar. Situação de ótima disposição física e psíquica. Estado de deleite, boa saúde, ou a fruição das boas sensações, calma, alegria e prazer. É a objetividade dos movimentos na vivência humana em seus primeiros momentos biográficos ou históricos para manter ou alavancar a estabilidade de uma totalidade.

Bem-fazer. Ótima habilitação para o bem-acontecer. Integraliza o bem-estar, bem-ser e o bem-ter. Objetividade dos movimentos na vivência humana em seus quartos momentos biográficos ou históricos para a consumação de uma totalidade em alto nível e sua fruição.

Bem-humorado. Disposto, divertido, alegre.

Bem-ser. Situação de ótimo saber e conhecimento. Estado de deleite, boa saúde ou fruição de bons sentimentos, tolerância e determinação. É a objetividade dos movimentos na vivência humana em seus segundos momentos biográficos ou históricos para a consolidação de uma totalidade.

Bem-ter. Situação de ótimos subsídios, recursos e instrumentos do indivíduo para os seus pensamentos, raciocínios, inventividade e sua extensão mais próxima. Estado de deleite, boa saúde ou fruição de bons sensos, paciência e decisões. É a objetividade dos movimentos na vivência humana em seus terceiros momentos biográficos ou históricos para a facilitação das realizações de uma totalidade.

Birra. Zanga, manha, choro de raiva ou raiva sem direção. É um misto de rebeldia e revolta, passivas.

Bom humor. Boa disposição psíquica com alegria e entusiasmo. Sensação de bem-humorado. Estado de disposição saudável, diversão e alegria.

Bom senso. Discernimento entre o verdadeiro e o falso. Senso de distinção do melhor numa situação duvidosa. Aplicação correta do raciocínio. Uso correto da razão nas decisões.

Bravo. Zangado. Pronto para dar bronca.

Brincadeira. Divertimento. Entretenimento. Gracejo, zombaria, festa, folia.

Bronca. Sentimento repreensivo para corrigir mau comportamento. Sentimento para descarregar a raiva no sentido de controlar possível agressividade em reação a ato indesejado.

Calma. Emoção natural que exprime o equilíbrio emocional. Relativa aos primeiros momentos biográficos. Estado de saciado, sem perigos ou ameaças.

Carência. Necessidade por falta, ausência, ou por insuficiência. É necessidade dos terceiros momentos biográficos ou históricos.

Carícia. É a sensação abrangente corporal ativada por estímulos táteis, visuais, auditivos, gustativos, olfativos, incluindo a sensação psíquica envolvente por elogio, consideração, distinção, ou seus contrários. Assim, quando a carícia é deliciosa e agradável dizemos positiva ou saudável. O seu oposto é carícia desagradável ou negativa.

Carícia desagradável. Sensação de mal-estar ou de dor causada por beliscões, massagem dolorosa, ofensas, agressões, injustiças, desconsiderações, tapas, socos, coação, pontapé, xingamentos, beijo com mau hálito, abraço desajeitado com tapas nas costas, aperto mole de mão ou de doer, chute no saco, cócegas exageradas, pé-de-ouvido, mordida na língua, etc.

Carícia saudável. Sensação física gostosa. Toque afetuoso agradável. Carinho moral. Estímulo saudável, reforçador, motivador e interessante. Ternura, elogio, reconhecimento, atenção, encontro feliz, tocar suave, beijo, abraço, aceitação, sexo, etc. É o tocar doce na sensibilidade despertando emoções, sentimentos, ou sensos carregando a bateria energética do organismo. É o renascer da boa disposição e do bom humor.

Caridade. Ágape. Benevolência, complacência, compaixão.

Carinho. Toque físico ou psíquico agradável, protetor e afetivo.

Carranca. Semblante de mau humor. Cara de mal-humorado. Rosto severo para bronquear.

Cataplexia. Crise passageira de extrema fraqueza muscular provocada por emoções.

Catarse. Alívio ou desaparecimento de tensão e de angústia por explosão emocional. Com a liberação brusca e violenta de tensão, na explosão colérica, o indivíduo agressivo pode acalmar-se e, daí, dar-se conta, claramente, do seu comportamento irracional. Para evitar a freqüência desse comportamento não saudável é preciso trabalhar a crença ou a idéia errônea reprodutora de tensão. O simples controle e a vazão só funcionam como paliativos. Mas, às vezes, resultam em conseqüências indesejáveis, ou até catastróficas. Por outro lado, há perspectivas de recuperação por lembrança plena de fatos passados geradores de traumas, de perturbações psíquicas ou de emoções fortíssimas. Chama-se catarse ao efeito saudável dessa tomada de consciência com descarga depuradora. Em síntese, a exteriorização de um fato ocorrido, traumatizante, conflitivo, de forte emoção ou de perda incompreensível; que, no presente, influi no comportamento do indivíduo, de maneira incontrolável, pode trazê-lo à normalidade, à medida que haja a reposição energética positiva por readaptação à nova realidade.

Cenestesia. Sensação do próprio corpo de mal-estar ou de bem-estar, dado pelo conjunto dos órgãos, independentemente de sentidos especiais.

Certeza. Conhecimento exato, qualidade do que é certo, preciso, verdadeiro.

Chateação. Amolação ou estímulo impertinente gerador do estado ou sensação de incômodo, aborrecimento e indisposição.

Choque. Abalo emocional. Comoção.

Cidadania. Qualidade de cidadão. Qualidade que não vem correspondendo à realidade do cidadão no exercício pleno de todos os seus direitos civis, políticos e sociais porquanto há constante transgressão e desrespeito nesse sentido em razão da prevalência do poder ideológico que comanda a representação política a seu bel-prazer. O poder ideológico agracia apenas os elementos do lado dominante em detrimento dos do lado dominado. E o absurdo é que justamente estes são a maioria e os principais reprodutores do poder da dominância ideológica. Por sua ignorância e ausências de coesão e consciências coletivas repetem de modo contínuo, por hábito, a própria idéia dominante que deforma a correta. Será que a submissão e obediência cega ou míope terão um limite de tolerância? Mesmo numa sociedade organizada coesa e esclarecida, onde as suas normas sejam reconhecidas por todos como desejáveis para a boa convivência, tanto no que se refere à moral como a direitos e deveres, elas não concorrem, na prática, para que a sociedade possa atuar em função do bem comum. Por que isso acontece? ¾ Porque a ordem regida por leis sujeitas ao princípio da imputação, do dever e da obrigação não só facilita a exploração perversa e desleal do poder econômico mas reproduz a impunidade dos seus praticantes deliberados. Eis porque são eles os primeiros a contrariarem os próprios preceitos por eles mesmos instituídos como representantes da vontade e da pretensa liberdade de todos os membros da sociedade. Não há, portanto, a autêntica representação de todos e nem a liberdade de escolha. Nem mesmo a possibilidade de optar entre o cumprimento de uma norma ou recebimento da punição. O que poderá ocorrer no referido limite de tolerância da grande massa popular insatisfeita? Haverá a violação dos direitos humanos de qualquer dos dois lados do conflito de interesses?

Cidadão. Indivíduo no gozo dos direitos civis, políticos e sociais pelo seu desempenho de deveres e obrigações para com o Estado.

Ciência. Conhecimento lúcido, na ocasião certa, do que é preciso saber. É o estar ciente do que ocorre. Entendimento claro e correto das situações interna e externa relativas. Estar a par do acontecimento. Conjunto da sabedoria humana.

Cinestesia. Percepção de movimentos musculares, peso e posição dos membros. Sensação do movimento corporal.

Ciúme. Sentimento de paixão que envolve um terceiro elemento. Sentimento de defesa do domínio, posse e de exclusividade ao segundo e de ataque, repulsa ou ódio ao terceiro. A probabilidade de perda da coisa ou pessoa, objeto da paixão, em favor do terceiro elemento, produz o sentimento de ciúme. O estado psíquico de tortura de origem e natureza sentimental provocado pelo ciúme dura do intervalo da propensão para a reação até a solução do impasse. Nesse período há uma mistura de raiva, de medo e de ansiedade tendendo, progressivamente, ao inconformismo, suspeita, apreensão, mágoa, angústia e irritação podendo terminar em ódio, rejeição, revolta e sentimento de traído, preterido, de passado para trás, ou de medo e raiva do estado aversivo de cônjuge traído.

Ciúme patológico. Relação a três, real ou imaginária. A desconfiança e a suspeita é excessiva. A obsessão de posse exclusiva e de propriedade intocável aumenta o ódio e repulsa contra o terceiro imaginário e também contra a pessoa, objeto da paixão doentia. Há a crença e o receio intenso e demasiada apreensão de ser rejeitado e preterido por outro. Só a idéia ou imaginação de penetração de parte abominável, suja e secreção nojenta de outro onde coloca a sua tida por limpa faz com que o ciumento se transforme em pessoa detestável e intolerável. A essa crença segue o medo de desestruturar-se, de perder a identidade e o sentido de viver. Daí, nessa circunstância, possibilita-se a psicose, o crime passional e o suicídio.

Civilidade. Conjunto de formalidades observadas entre si pelos cidadãos em sinal de respeito mútuo e consideração.

Claustrofobia. Medo de lugares fechados ou de tamanhos reduzidos.

Cleptofobia. Medo doentio de ser roubado ou de cometer furto.

Coação. Constrangimento à força.

Cócegas. Sensação especial de tremor espasmódico que causa, geralmente, riso; por leve roçar ou fricção em local apropriado da pele.

Cólera. Impulso violento contra o que nos ofende, fere, ou indigna. Ferocidade dos animais.

Compaixão. Sentimento misto de pesar, dó, piedade e solidariedade. Desperta paixão pela humanidade.

Companheirismo. Camaradagem. Procedimento cordial, afetuoso e leal.

Complacência. Comprazimento. Benevolência, condescendência.

Complexo-percepto-memório-intelectivo. Conjunto composto pelo sistema límbico (Paul Mac Lean) e por outras formações cerebrais, que responde pelo equilíbrio do organismo, pela disciplina emocional e sentimental, pelo bom funcionamento da percepção e memória; e, pela operação do conhecimento, pensamento, raciocínio, intelecção e consciências. Em síntese, é o comando central organizado e estruturado para cuidar de todas as atividades neuronal e psíquica em função da movimentação saudável na interação do indivíduo com o meio ambiente em busca da vivência humana, em nível ótimo.

Compreensão. Entendimento de sucessivos confrontos para exclusões do não-ser das apreensões diversas, por si mesmas. Reduz-se assim, gradativamente, essa extensão não pertinente até a sua exclusão máxima possível; ou de preferência, alcançar a sua exclusão total. Diminuindo-se a extensão das sucessivas apreensões relativas por diferenças, cada vez menores, tem-se o aumento cada vez maior da sua compreensão. Assim, excluída a extensão das apreensões não coerentes resulta na compreensão total da apreensão coerente. A compreensão de um conceito, um fato, fenômeno ou idéia, por exemplo, é a inclusão dos seus elementos faltantes, ignorados ou esquecidos como propriedades, caracteres, qualidades, atributos pertinentes e parâmetros inerentes para integrar ou completar a sua real identidade ou o seu verdadeiro sentido dentro do seu contexto, com exclusão dos impróprios, intrusos e não pertinentes.

Compulsão. Impulso irresistível para um certo comportamento ou conduta, embora indesejável, censurado ou reconhecidamente irracional.

Concentração. Convergência e fixação dos pensamentos num só assunto, idéia, matéria ou ponto.

Conciliação. Cessão integral por trocas de conseqüências desejáveis ou concessão mútua parcial de vontades, desejos ou intenções conflitantes. Relação de permutação de elementos que resultem conseqüências desejáveis nos segundos momentos biográficos ou históricos.

Conexões. Relações, associações, ligações e analogias entre coisas diferentes, paradigmas divergentes, ou entre dois sistemas contraditórios que possam conviver e contribuir para o crescimento duma única totalidade comum, sem mútua exclusão ou ruptura. As conexões podem ser tanto objetivas, subjetivas quanto ambas. Quando elas ocorrem entre elementos reais concretos são objetivas. Quando entre elementos ideais dizemos conexões subjetivas e quando há a relação entre o sujeito e o objeto, ou vice-versa, considerando os elementos que se interagem, apenas conexões.

Confiança. Acolhimento de proposições no sentido de questioná-las, duvidá-las, ou criticá-las para se poder acreditar. Positividade dos movimentos na vivência humana relativa aos primeiros momentos biográficos ou históricos. Firmeza e segurança íntima de procedimento. Expectativa e esperança firme. Acolhimento de propostas para questionamentos no passo da sua aceitação, credibilidade e boa-fé.

Conflito. Situação de delicada e penosa escolha ¾ ter que optar, não querendo, por uma de duas ou mais possibilidades de difícil definição. A situação de conflito é uma luta interior que em não havendo informações determinantes boas, pensamentos decisórios bons não há como encontrar juízo deliberatório eficaz. Decorrerá, então, hesitação maior, dúvida emocional e o impasse. Escolhendo um, pode ocorrer sentimento de perda em relação ao que ficar. O medo de perder e a raiva da situação horrível, produzem a ansiedade e posteriormente a angústia e estresse. A demora da situação de conflito gera conseqüências desgastantes e desagradáveis ao organismo rumo à catástrofe. Ocorre também situação conflitiva nas relações interpessoais onde duas ou mais pessoas concorrem em favor de reforços, motivações e interesses diversos perseverando na conquista da prevalência das suas vontades, desejos e intenções pessoais gerando, sobretudo, impasses não só para as partes mas também para o todo. Assim, tanto nas situações de conflito intrapessoal quanto na de interpessoal requer o concurso da administração de conflitos e da estruturação de código de ética, de disciplina e da convenção orgânica da relação saudável.

Confronto. Conferência frente a frente. Comparação para saber das semelhanças, contrastes e pontos comuns. Questionamento para obter respostas que esclareçam dúvidas.

Confusão. Perturbação emocional acompanhada da atrapalhação hesitante. Há desordem no pensamento com falta de coordenação motora.

Conhecimento. Saber como, com o quê, com quem, qual, quanto, quando, onde, para quem, por quê e para quê se faz, é, está, tem, acontece e existe. Conhecimento, então, é acúmulo de respostas e soluções eficientes e eficazes para serem utilizadas nas devidas ocasiões. O conhecimento é pertinente aos segundos momentos biográficos e históricos.

Consciência. É ciência, lucidez e o dar-se conta no aqui-e-agora, querendo, do que ocorre em verdade no inconsciente, subconsciente e consciente nas conexões subjeto « objeto « ser-ideal « ser-real, no sentido deliberatório para o posicionamento interativo.

Consciência das consciências. Cuida-se de dar-se conta de completar o faltante numa unidade buscando tornar inteiro o incompleto, tanto no seu conteúdo e forma quanto na sua qualidade própria e a da sua extensão mais próxima, em qualquer dos momentos biográfico-históricos. É a base da aprendizagem das consciências. Logo, compreende-se que o caminho da autenticidade do indivíduo em sua integração ao seu meio ambiente em todas as suas relações interativas intrapsíquicas, interpessoais ou intersubjetivas; e, tal que como parte integrante de uma unidade social obtenha o seu triunfo sensato para o benefício geral. Daí, a importância da consciência das consciências. Basicamente, a consciência das consciências é que impulsiona o crescimento integrativo e formal das consciências — consciência-do-inconsciente, consciência-do-subconsciente e consciência-do-consciente em direção e sentido da superconsciência; pois que, mesmo tendo-se em conta de que se tenha a certeza absoluta de estar no gozo das plenas faculdades mentais, sob a luz diária que ilumina essa ampla rede de usos, costumes e hábitos da civilização, de olhos bem abertos, de espírito aguçado, ainda assim, é preciso acordar. Acordar do acordado, ou seja, para a superconsciência para se ter aquela certeza absoluta de estar, ser, ter, fazer e acontecer no mundo do modo autêntico, autônomo e real. Não do modo automático, artificial, representativo, condicionado, teatral, dramático, fantasioso ou hipnótico.

Consciência-social. Refere-se à consciência da unidade social coesa. Toda unidade social coesa, desde o par coeso seja casal de namorados ou sociedade empresarial, cidade, nação até a humanidade, tem ¾ necessariamente, em situações de relevância ¾, elementos nas posições de liderança e poder cuja unidade funcione como cabeça pensante do organismo. Logo, a consciência da organização social reside primordialmente no seu órgão administrativo. A essa consciência que deve estender a todos os seus membros, desde o menor ao maior, dizemos consciência-social. Se há sempre referendo e unanimidade plebiscitária de votos, dizemos que a coesão e consciência dessa unidade social são íntegras.

Consciente. Estado psíquico quando presentes os atributos do pensamento no processo conclusivo ou decisório no sentido do triunfo sensato. Pertinente aos terceiros momentos biográficos ou históricos.

Consciente-social. Refere-se ao consciente de qualquer grupo social coeso. Se todos os elementos desse grupo pensam, simultaneamente, no sentido do encontro da solução do problema comum e participam com o seu voto, dizemos que o consciente-social desse grupo está em atividade. O consciente-social pode ser representativo. Relativo aos terceiros momentos históricos.

Consenso. Concordância de idéias ou de opiniões válidas continuamente. Relação de combinação nos terceiros momentos biográficos ou históricos.

Consideração. Atendimento com respeito, estima e importância dada à pessoa.

Consternação. Dor, aflição e pesar profundo. Desamparo, desolação e desalento. Tristeza profunda, ânimo abatido.

Constrangimento. Aperto, coação, desagrado. Em caso de acanhamento, timidez, embaraço, refere-se ao medo da crítica que faz o constrangido recuar-se. A ilusão ou crença de encontrar-se como centro das atenções o constrange. A confusão é conseqüência e o tremor pode persistir enquanto constrangido.

Contato. Situação de confronto comunicativo interpessoal. É direto quando há a possibilidade do toque físico ou psíquico. É chamado indireto quando mediativo, intermediado, ou quando feito por meios de comunicação. Preliminar do encontro ou desencontro.

Contemplação. Componente da meditação profunda. Possibilita a integração da vibração, admiração e apreciação. Aceitação por observação demorada e absorta. Gerador harmônico dos movimentos na vivência humana nos quartos momentos.

Contentamento. Sentimento de satisfação, alegria repetida. Quem tem êxito está contente.

Contrição. (Ato de contrição). Arrependimento pelos próprios pecados, deslizes, ou culpas no passo de obter o perdão divino.

Coragem. Sentimento originado por determinação de enfrentar o perigo por privação, crença, motivação, conhecimento ou reconhecimento. Misto de raiva, medo, impulso, expectativa, audácia, atrevimento, cautela e determinação para o enfrentamento de uma situação difícil logo adiante.

Covardia. Sentimento originado por determinação de fugir ou esquivar, muito mais por ausência de coragem do que por medo, abandono, fraqueza e egoísmo. O covarde é impotente, fraco e medroso. Por isso, tem índole traiçoeira e ardilosa quando é convocado para um enfrentamento. O pavor aumenta quanto mais próximo de se expor. Assim, é um desertor em qualquer confronto direto por medo de enfrentar.

Crença. Sentimento de convicção íntima.

Crer. Sentir firmeza ou ter por certo. Crer ou acreditar não chega a ser uma certeza absoluta. Mas acreditando é que tem a maior probabilidade de chegar até lá. Com base em conhecimento as pessoas acreditam embora a realidade possa ser outra. Por isso, a crença ou o crer é pertinente ao segundo momento.

Criança. Toda vivência afetiva no período da infância está gravada na memória. De certo modo muitas coisas significativas desse período subsistem ou persistem exercendo forte influência na atuação posterior, nas fases seguintes até na velhice. Assim, as experiências afetivas de criança têm importante lugar na personalidade influindo com muita freqüência nas situações de todos os primeiros momentos. Em Análise Transacional, é um dos três estados de ego. É o ego criança. Contém os vestígios da infância (relíquias arqueopsíquicas).

Criatividade. Atividade psíquica dos quartos momentos biográficos. Refere-se à percepção, cognição e intelecção nas descobertas, nas inovações e nas invenções.

Crítica. É opinião ¾ parecer corretivo baseado em experiência ou em conhecimento anterior ¾ que orienta o autor sobre a sua produção ou ato. Determinação indicativa de possibilidade, potencialidade, permissividade e proteção. “Faça, porque é bom  ¾ não faça, porque é ruim”. A atitude crítica reproduz conhecimentos mais consistentes fazendo parte determinante da aprendizagem e desenvolvimento nos segundos momentos biográficos. Só se critica com base em conhecimento preciso. Quem critica pela positividade provoca movimentação saudável na vivência humana reproduzindo conhecimentos tidos como certos. É bom observar que há a crítica negativa que influi no criticado e o desequilibra, emocionalmente. Logo, é preciso aprender a aplacá-la esquivando-se de reações emocionais negativas uma vez que estas tendem a inibir o bom aprendizado, reforçando possível patologia não só do crítico mas também do criticado. É preciso aprender a limitar-se na crítica da obra e não do seu autor para que este possa produzir, realmente, boas obras. O bom crítico sabe criticar com elogio sincero e autêntico porque sabe como faz e mostra o melhor caminho a ser seguido. “Vejo que você gosta disso. Mas, experimente este. Parece-me ótimo!”

Culpa. Sentimento de reconhecimento de erro ou deslize causado por imperícia, imprudência, negligência e por distração, omissão, ignorância ou irresistibilidade. Condutas essas, produtoras de ofensas, danos, perdas materiais, morais e físicas. Reconhecimento de fraqueza e fracasso. A culpa com arrependimento sincero tende a conduzir para a atitude de reparação. A crença ou a ilusão de ter provocado perda irreparável a si ou a outrem, mesmo com perdão, aumenta o sentimento de culpa sobrevindo o remorso. Na verdade, a culpa é produto e reflexo da repressão. Assim, o arrependimento, a atitude reparadora ou o vexame estão bem mais direcionados às pessoas significativas por medo de perder o seu afeto, por medo de sua rejeição ou desqualificação, ou ainda, por medo do escândalo, em razão do seu ato culposo. Entretanto, se pelo lado do medo provoca a possibilidade da ansiedade, angústia, rejeição, remorso, arrependimento, neurose, paranóia e fobias; pelo lado da raiva da situação péssima, a culpa possibilita o inconformismo, rebeldia, revolta, ódio, psicose, perversões, subversões e perversidades. De qualquer modo, a culpa é potencial suicida, homicida e genocida ¾ premente, tempestiva ou crônica. Pelo lado pior, é a ausência de reconhecimento quando de fato há culpa. Nesse caso, por covardia, transfere-se-a ou joga-a para outrem ou a alhures. A culpa e a condenação andam juntas e, normalmente, não é deliberada pelo juízo, mas impetuosa e inapelavelmente fixada pela emoção, ou determinada pela paixão. No tribunal intrapsíquico a emoção é a ré, ou ré e vítima, simultaneamente. O sentimento positivo é o defensor. O sentimento negativo é a acusação. O senso ¾ racional, imparcial e frio ¾, é o juiz. A instância superior é formada pela auto-estima e pelo juízo. Normalmente, a auto-estima perdoa a ré, mesmo culpada, e o juízo a inocenta por inconstitucionalidade universal da denúncia, passando-a de ré para vítima das forças maiores e circunstanciais do mundo exterior. No paradigma do amor o perdão substitui a culpa de origem estúpida e ignara.

Cultura. Prática coletiva dos padrões, valores, crenças, normas e regras vigentes, socialmente aceita e consagrada. Tal acontecimento resulta da capacidade simbólica humana e o seu poder fascinante de adaptabilidade cujo significado do seu conteúdo é tornado compreensível pelo hábito, costume e uso na convivência diária ao lado da aprendizagem e programas educacionais. A cultura é a essência dos segundos momentos históricos com significativa influência na aprendizagem sociocultural e cultural-cívica.

Curiosidade. Num determinado primeiro momento, refere-se à vontade ou impulso exploratório visual ou tátil e experimental no contexto do encontro com o novo ou diferente. Implica reforço. Num dado segundo momento, trata-se de desejo de conhecer e saber como é, o que é, o que faz ou para que serve. Envolve motivação. Num terceiro momento, após uma atitude perplexa de irresolução e indecisão, é a intenção de saber como funciona para o uso, de inventar técnicas para reprodução, de pesquisar para desvendar o mistério, etc. Desperta interesse. Num quarto momento, além do desígnio e sonho há a disposição de explorar em profundidade. Logo, a curiosidade é fator importante não só para iniciar um processo de aprendizagem mas, essencialmente, para terminá-lo.

Decepção. Expectativa frustrada. Surpresa desagradável. Desengano. Malogro de uma esperança. Desapontamento em curso. Desencontro inesperado. Pode gerar raiva ou medo em alta intensidade, além de forte ansiedade terminando em angústia com mágoa.

Decisão. Resolução de uma direção a seguir, ou implemento duma idéia por método adequado, ou de um plano selecionado no sentido da solução do respectivo impasse. Atributo do pensamento que dá consistência à escolha difícil e à determinação incerta. A decisão pode ser gerada pela má intenção ou pela boa intenção de conformidade com o teor de interesse ético.

Dedicação. Consideração, ou dar de si com abnegação e afeto.

Dedução. Processo de raciocínio que parte das origens para as finalidades. Raciocínio pelo qual, com base em uma ou mais premissas, se chega a uma conclusão necessária, por força de correta aplicação das regras lógicas. A base deste processo é o silogismo. Na síntese usa-se a dedução recompondo o todo decomposto pela análise. Da generalização procura-se a especificação. Do geral conclui o particular. É o contrário da indução.

Deleite. Prazer íntimo, suave e pleno. Situação de quartos momentos biográficos que integra a assimilação, a acomodação e a consolidação.

Deliberação. Acórdão próprio dos quartos momentos proferido pela consciência-do-inconsciente na escolha, pela consciência-do-subconsciente na determinação e pela consciência-do-consciente na decisão. Se a vontade, o desejo e a intenção designarem harmônica e respectivamente a preferência na opção, a permissão e proteção na determinação, a conveniência na decisão e o despacho saneador ou a sentença do juízo, temos o querer unânime. A deliberação é a resolução por unanimidade das consciências para interagir prontamente.

Delícia. Prazer intenso. Sensação deleitosa. Extrema felicidade.

Delírio. Perturbação mental breve com alucinações e excitação.

Depravação. Perversão física e moral.

Depressão. Tristeza profunda. Forte angústia e acentuada melancolia. Distúrbio mental por adinamia, desânimo, ou sensação de cansaço. Caracteriza-se pelo desânimo, cansaço, indiferença, tédio com perda de apetite e da vontade de viver. Ausências de reforço, motivação e de interesse. Pode levar o paciente ao suicídio, à psicose maníaco-depressiva (transtorno bipolar) ou à depressão crônica. Nesta fase, o pensamento é lento, acentua-se a inapetência, há a insônia rebelde, mal-estar e conseqüente paralisação das manifestações psíquicas.

Desaforo. Provocação com desfeita, insulto, desafio e atrevimento.

Desafio. Provocação e instigação para a contenda com insultos, ironia e desqualificações.

Desalento. Desânimo, abatimento, desesperança.

Desamparo. Abandono. Desproteção.

Desânimo. Perda de entusiasmo. Normalmente, decorre de má escolha repetida ou de frustração geradora de tristeza. A perda da vontade, da motivação e do interesse resulta em desânimo total. Em verdade, é auto-estima em baixa.

Desapontamento. Desencontro no encontro. Produz chateação, raiva e bronca. A situação decepcionante decorrente do desapontamento em curso pode levar à inconformação e em seguida à frustração.

Desarmonia. Confusão. A ausência de harmonia provoca desencontro de motivos, conflito de interesses e vontades adversas.

Descanso. Recuperação de energia. O repouso causa sensação agradável e o relaxamento muscular repõe as energias biológicas dando condições para as concentrações psíquicas.

Descoberta. Encontro com o escondido, pela vez primeira. Pode ser casual ou querendo. Quem procura com perseverança, acha. Nada há que se ache coberto, não possa ser descoberto. A descoberta é o encontro com o novo, diferente, desconhecido e com o que está escondido, no aqui e agora e pela vez primeira. É pertinente, por isso, aos primeiros momentos biográficos, na aprendizagem e desenvolvimento.

Desconfiança. Não acolhimento por suspeição ou certeza.

Desdém. Desprezo com altivez e prepotência. Desqualificação com arrogância e orgulho.

Desejo. Vontade prorrogada. O desejo intenso é a mesma vontade prorrogada em diversas oportunidades sem contudo ser satisfeita uma única vez além da sua geradora, ou após a saciação da última. O desejo expressa a necessidade para a sua satisfação tempestivamente. É pertinente aos segundos momentos biográficos.

Desencontro. Descaminho ou desvio do encontro certo. O desencontro pode ocorrer entre duas ou mais pessoas embora juntos por muito tempo. Este tipo caracteriza-se pela diversidade dos objetivos das partes e motivações diferentes entre si embora permaneçam juntos por algum vínculo forçoso, por conveniência ou por força do hábito. Há os desencontros chamados emotivos. Estes se caracterizam pelas vontades, desejos e intenções manifestados em hora inadequada no sentido de que quando um não quer os dois não brigam. Mas o fato é que acabam em discussões gerando mal-estar para as partes, às vezes, demoradamente. Em síntese, o desencontro é incompatibilidade de interesses, opiniões e idéias além da farsa, disfarce e fingimento nas manipulações de pessoas.

Desespero. Perda total de esperança após situação decepcionante. Sentimento de aflição.

Desinteresse. Isenção. Falta de interesse. Abnegação.

Deslealdade. Preterição. Falsidade e fingimento em detrimento da relação de companheirismo nos terceiros momentos biográfico-históricos. A pessoa desleal volta atrás após ter combinado com um a favor de outro por conveniência ou interesse particular.

Despeito. Desgosto com raiva que aparece da decepção machucando o amor-próprio.

Desprendimento. Libertação interior. Senso de liberdade que protege o indivíduo contra o sofrimento gerado por desvinculação forçosa com elementos pertinentes à sua extensão mais próxima. O desprendimento integral faz do Universo, a extensão do indivíduo e para este, a compreensão daquele. A conquista definitiva do desprendimento é feita nos terceiros momentos biográficos, pelo pensamento objetivo, pela aprendizagem, treinamento e prática da ocupação de viver bem e do estar-para-a-vida de bem com os demais.

Desprezo. Repulsa com nojo. Sentimento de desqualificação. Desconsideração e rejeição com prepotência, arrogância e, às vezes, furiosamente.

Desqualificação. Exclusão momentânea do rol de consideração. Desprezo. Perda de qualidade como pessoa. Coisificação da pessoa. Retirada total de merecimento e consideração. Não reconhecimento das qualificações de determinada pessoa ou coisa, anteriormente levadas em conta.

Determinação. Ordem ou mandado, com fundamento no conhecimento, que deve ser cumprido, tempestivamente. Assim como a opção ou escolha acontece nos primeiros momentos biográficos ou históricos e a decisão, nos terceiros, a determinação ocorre nos segundos momentos.

Deus. Existe. Ser-ideal onipotente e onipresente. É evocado indevidamente, principalmente, pelos manipuladores de pessoas. Deus é evocado como disfarce do manipulador. O deus da manipulação é o próprio manipulador que se representa nele para convencer a sua vítima. No “deus” quer que eu faça, esse “deus” é uma muleta inconsciente de apoio, ou o disfarce do diabo na vontade inconsciente mais profunda do manipulador. Se não der certo, o culpado é “deus”. Na verdade, o próprio manipulador como “deus” não admite ser punido.

Devaneio. Divagação imaginativa.

Devoção. Sentimento religioso. Dedicação íntima.

Dialética. Arte de raciocinar, argumentar e discutir de maneira coerente com vistas ao encontro da verdade por meio de oposição e reconciliação de contradições lógicas subjetivas ou objetivas. As contradições lógicas subjetivas referem-se ao diálogo interno, autodiscussão. As objetivas foram desenvolvidas por Hegel pelo trinômio ¾ tese, antítese e síntese. Consiste em propor uma tese que é contraditada. A depuração em discussão pode reunir pontos comuns para uma conclusão chamada síntese. A síntese é, antes, uma conciliação que pode levar à verdade propriamente dita. Uma vez que a síntese pode ser uma nova tese que pode ser contraditada. Diz M.Garcia Morente que a dialética consiste em supor o que queremos averiguar é tal ou tal outra; isto é, antecipar o saber que procuramos, mas logo depois negar e discutir essa tese ou essa afirmação que fizemos e depurá-la em discurso.

Dignidade. Respeito a si próprio, brio. Decência, honradez. Merecimento.

Dinamismo. Atividade intensa, energia. Espírito empreendedor.

Disciplina. Obediência voluntária aos princípios de boa conduta, de respeito e consideração à pessoa, à integridade dos seres, à ordem saudável e a observância dos preceitos ou normas legais. A disciplina tem o sentido de cuidar e proteger os bons efeitos da ingenuidade, a boa conseqüência da responsabilidade e os bons resultados da espontaneidade, integrando-os para o triunfo sensato.

Disfarce. Fingimento, dissimulação, máscara, encobrimento ou ação de esconder-se sem ser notado ou percebido. O disfarce é ocultação da própria identidade. O disfarce, em emoções e sentimentos, significa representá-los por outros tipos. Quem disfarça uma emoção autêntica faz com que a pessoa visada acredite como real a sua representação. O disfarce pode ser inconsciente, subconsciente ou consciente. A prática do disfarce inconsciente chega a ser tão real que a própria pessoa que disfarça não se dá conta ou já se esqueceu da verdadeira.

Disposição. Colocação metódica. Estado de espírito ou de saúde, temperamento, humor. Tendência, vocação. Há a boa e a má disposição física e a psíquica. A disposição tem o sentido de manter a integração do reforço, da motivação e do interesse. A disposição é o estado de ordenação física e psíquica para servir ou interagir (reagir, agir, atuar). Diz-se boa ou saudável quando mantém integrados o reforço, a motivação e o interesse, repita-se. A boa disposição física é dada pela saúde do corpo e da mente melhorando a qualidade de alerta e prontidão para interagir imediatamente. A boa disposição psíquica dá qualidade à atenção e à observação. Para se obter a boa disposição psíquica, além da boa disposição física, requer a conexão estável do desígnio-sonho com o querer. Aptidão no aqui-e-agora para fazer e acontecer bem.

Dissonância cognitiva. Estado de conflito causado pelo conhecimento da atitude correta não conseguindo mantê-la. A dissonância cognitiva pode também surgir em situação de bloqueios da motivação, ou na frustração de objetivos quando uma atitude irracional ou incongruente é tomada com conhecimento anterior respectivo para superar ou vencer os obstáculos.

Distração. Descontração ou relaxamento que conduz à atenção desconcentrada, que se não houver a necessária proteção para tal permissão pode ser alvo de situações inconvenientes. A distração com omissão é causa da não solidariedade intencional. A distração é do terceiro momento em conexão com o primeiro.

Diversão. Divertimento, entretenimento, distração, recreio.

Dó. Tal como a pena, o dó como sentimento, seja de lástima ou de comiseração, tem um bocado de raiva embutida. (veja pena e piedade)

Dor. Alarme que exige atenção, prontidão, alerta e observação para uma solução rápida. A dor é sensação física e psíquica. É desagradável e penosa enquanto dura o desequilíbrio atuante. A intensidade da dor leva o indivíduo a emoções fortíssimas e a sentimentos violentos. A dor moral dá indícios de uma necessária reavaliação de valores.

Dúvida. Incerteza sobre realidade fática, fenomênica e proposicional. Pode ser racional ou emocional. A dúvida racional é a busca da certeza por questionamento científico com avaliação, confronto, verificação e corroboração, cuja garantia de exatidão evita perturbações. A dúvida emocional tende, primordialmente, a buscar o erro, o desacerto, o errado, o total do prejuízo e o culpado ou responsável para exigir condenação e ressarcimento. A dúvida emotiva é baseada em desconfianças,  suspeitas, interrogatórios, inconfiabilidade e incredibilidade ou ceticismo geradores de fortes emoções e sentimentos cujas conclusões são meras opiniões e convicções passíveis de erro gravíssimo. A dúvida embora pertinente aos segundos momentos biográficos está em conexão direta com os primeiros momentos. Sendo que a dúvida emocional ou emotiva está mais para o primeiro momento; e, a dúvida racional para o questionamento e crítica do segundo com subsídios do terceiro momento biográfico. Porém, para esclarecer a dúvida ¾ seja por interrogatório, questionamento objetivo, ou por crítica ¾, começa pela confiança, passa para as respostas saneadoras e acaba no sentido de estabelecer ou não a crença.

Economia. Estudo de como as pessoas e a sociedade decidem empregar recursos escassos, que poderiam ter utilizações alternativas, para produzir bens variados e para os distribuir para consumo, agora ou no futuro, entre as várias pessoas e grupos da sociedade (Samuelson-Nordhaus). Em verdade, a economia não deveria ficar restrita a estudo de como ..., tal vem acontecendo no mundo dos negócios e nos governos de influências neoliberais e social-democráticas; mas, desde logo, mudar para a prática produzindo a abundância essencial por todos os cantos do mundo, sem manipulação da escassez, dentro de uma estrutura de administração organizada, aprendendo, praticando, habilitando-se e produzindo, junto ao atendimento às necessidades essenciais dos quatro momentos biográficos e históricos. Estabelecer de vez para uma economia voltada para a administração da abundância essencial no sentido de evitar a sua escassez com aproveitamento dos abundantes recursos naturais ou disponíveis, dos fatores da criação tecnológica que viabilizam a eficácia da produtividade globalmente dirigida e distribuída a custos baixos sem interferir na remuneração salarial condizente.

Ego. Na teoria freudiana forma com o superego e o id os três sistemas da personalidade. Na teoria berniana é o sistema psíquico composto pelos seus três estados conscientes: pai-adulto-criança.

Egoísmo. Comportamento, conduta, ou procedimento intencionalmente voltados para saciar vontades, desejos e necessidades, de modo exclusivista. O comportamento egoísta refere-se aos primeiros momentos biográficos. A conduta egocêntrica, aos segundos, e os procedimentos monopolizadores e manipulatórios, aos terceiros. Nos momentos históricos, o egoísmo é o cerne da ideologia política.

Elusivo. Arguto, arisco, evasivo, esquivo. Do verbo eludir que significa evitar ou esquivar com destreza, furtar-se com habilidade ou astúcia, à influência ou ao poder de outrem.

Embaraço. Perturbação ou obstáculo que dificulta ou impede o prosseguimento de uma ação.

Emoções. Reação psíquica e orgânica provocada pela ação de estímulo interno ou externo. Trata-se do estado do organismo que envolve não só todo o processo da excitação e da tensão como também o aspecto de experienciá-las, e, principalmente, o de vivenciar o comportamento resultante dos impulsos correspondentes e o aspecto de sentir as sensações e as alterações fisiológicas processadas no corpo. As emoções ocorrem nos primeiros momentos biográficos e o seu itinerário característico consiste na conexão automática ¾ estímulos ® sensações (viscerais, somáticas, psíquicas) « consciência-do-inconsciente (percepção, opção) « emoção (medo, raiva, calma, alegria, prazer) « efeito somático (taquicardia, palidez, sudorese) « movimento (fuga, esquiva, enfrentamento, revide) « descanso, relaxamento muscular. As emoções são de curta duração. É parte das reações afetivas nas interações do convívio social. O processo emocional culmina no enfrentamento, na fuga, na esquiva, no revide e na crença do rebate falso como verdadeiro, no aqui e agora. No ponto culminante, há aumento e concentração de energia redobrando a força muscular, movimento, velocidade e agilidade. Nesse processo, observa-se aumento das batidas do coração, tensão, tremor, secura da garganta, tontura, suor, palidez, pernas bambas, choro, sorriso, rubor das faces, calor, pelos eriçados, e outras sensações agradáveis ou desagradáveis. Estas sensações são os efeitos da saturação dos hormônios adrenérgicos (catecolaminas) no organismo tais como a adrenalina, noradrenalina e isopropilnoradrenalina, além de outras substâncias estimuladoras como a serotonina, endorfina, acetilcolina, feniletilamina, dopamina, atropina, etc.

Emoções derivadas. Mistas ou secundárias, são as originadas de duas ou mais emoções naturais simultânea ou alternadamente. Por exemplo, a ansiedade origina-se do medo e da raiva alternada ou simultaneamente. Normalmente, quando há demora na solução do impasse, é que surge a emoção derivada e por isso, toda emoção derivada é classificada como sentimento, podendo retornar a situação de primeiro momento prevalecendo a emoção natural apropriada.

Emoções intensivas. Ou excessivas são aquelas de elevado grau de perturbação conforme nível de tensão e intensidade emocional. Por exemplo, a angústia é de pouca tensão mas de grande intensidade ou excessos de ansiedade e tristeza combinadas. O ódio é a raiva intensa, não resolvida. A euforia é alegria exagerada e, às vezes, sem controle. As emoções propriamente ditas são de curtíssima duração. Por suas prolongações, demoras, intensidades, misturas, alternâncias e situações assemelhadas, em virtude da não solução do impasse, tais emoções são classificadas como sentimentos, próprios dos segundos momentos biográficos na aprendizagem e desenvolvimento.

Emoções naturais. São cinco as emoções que acompanham o indivíduo desde a sua concepção: o medo, a raiva, a calma, a alegria e o prazer. Estas emoções são ditas naturais ou simplesmente emoções para distingui-las de suas derivadas chamadas sentimentos. São rápidas, ocorrem no aqui-e-agora e não inibem totalmente o consciente e o subconsciente na sua manifestação adequada. Têm a função de proteger o organismo contra as ameaças de sua integridade e dar continuidade à espécie de forma saudável.

Empatia. É sentir o que o outro sente sem estar em sua mesma situação real. Por exemplo, ficar triste porque o outro mostra sinais de tristeza. Ficar alegre porque o outro está alegre. Ficar com medo porque o outro mostra-se medroso.

Empolgação. Grande animação. Vivo entusiasmo.

Encantamento. Ou encanto. Trata-se de grande alegria e sedução tendendo à excitação prazerosa ou orgástica. Coisa que delicia, que cativa, que enfeitiça, que inebria.

Encontro. Entrosamento no confronto ou no contato com pessoas ou coisas. Entendimento harmônico entre duas ou mais pessoas no que se refere às suas vontades, desejos, intenções, conhecimentos, pensamentos, idéias, objetivos, interesses e, especialmente, ao querer estar junto por sentir bem, reciprocamente. No encontro saudável há o acordo, a conciliação, o consenso e o pacto autênticos e de forma sincera, doce, compreensível, espontânea, incondicional e automática.

Energização. Efeito de prover determinado comando mental, de energia vital, biológica ou psíquica. Nos seres vivos, especialmente, no homem, além das energias conhecidas como a térmica, elétrica, solar, gravitacional, química, atômica, etc., existe uma energia especialíssima que pode ser intuída como diferente de todas as conhecidas justamente porque é aquela que controla as demais energias para a boa saúde do organismo. Sem essa energia o comando central enfraquece. Daí a vontade, o desejo e a intenção ficam praticamente desligados, diminuindo o sentido vital ao organismo. Podemos chamá-la de energia vital, biológica ou psíquica, indiferentemente. É vital porque dá vida ao corpo. É biológica porque dá movimentação na vivência. É psíquica porque ativa a mente não só pela vitalidade do inconsciente, do subconsciente e do consciente; mas pelos subsídios de conteúdo ao pensamento e suas faculdades, pela agilidade aos reflexos, pela consistência da memória, lembrança, recordação e da imaginação, além da conscientização essencial no momento preciso.

Entendimento. É a recepção cristalina, sem nenhuma dúvida ou crítica de uma informação ou de um conhecimento novo ou complexo. Implica também na atualização de um aprendizado anterior relativo ou para substituí-lo, para enriquecê-lo ou, ainda, para confirmá-lo no processo da compreensão. Em síntese, o entendimento é o convencimento e a aceitação de um conhecimento para registro na memória.

Entusiasmo. Sentimento de potente ânimo contagiante que acompanha um misto de calma e alegria com grande desembaraço e fluência verbal voltados a um objetivo motivador ou de ação num processo interessante em curso. Empolgação.

Epistemologia. Análise crítica das ciências de um modo geral. Considera-se o estudo e avaliação dos princípios, hipóteses, métodos, compatibilidades,  incompatibilidades, formas e resultados das ciências constituídas. Distingue-se da teoria do conhecimento que é o estudo das diversas modalidades de conhecimento tais como o conhecimento sensorial, sensação e percepção, memória, imaginação, conhecimento intelectual, idéia de verdade ou falsidade, ilusão, realidade, formas de conhecer espaço e tempo, relações, conhecimento ingênuo, científico e filosófico.

Equanimidade. Igualdade de ânimo tanto na desgraça quanto na prosperidade. Imparcialidade, moderação, serenidade de espírito. Virtude levada em conta por Mahatma Ghandi de modo perseverante. Ao lado do equilíbrio físico e psíquico funciona como integrador da calma, da tolerância e da paciência.

Equilíbrio emocional. Estado ou situação físico-psíquica de quietude, calma, tolerância, paciência e equanimidade. Manifestação das emoções primárias e dos sentimentos positivos, naturalmente, com bom senso, juízo e objetividade, sem perturbações.

Ergasiofobia. Aversão ao trabalho. Preguiça, indolência.

Eritrofobia. Medo de enrubescer.

Erotofobia. Medo exagerado do ato sexual.

Escolha. Situação, no aqui-e-agora, de definir rapidamente com qual ou quais vai ficar para evitar o conflito interno. Escolher é também optar logo por uma das preferências. É pertinente aos primeiros momentos biográficos e históricos.

Espanto. Susto forte. Sensação nos primeiros momentos geralmente diante de fenômenos ou fatos surpreendentes, por desconhecimento de causa, ilusão ou erro de crença. Pode gerar o assombro, o medo ou a perplexidade.

Esperança. Sentimento de expectativa leve e demorada de determinado acontecimento futuro.

Espontaneidade. É atuar livre nos terceiros momentos biográficos. A espontaneidade surge no terceiro momento afastando, pela potência da intenção e do interesse, os bloqueios dos segundos momentos para fazer fluir autenticamente a vontade natural e livre do primeiro momento ou, ainda, no sentido da satisfação do desejo.

Esquiva. Desvio que evita um acontecimento aversivo ou possivelmente doloroso. Comportamento para escapar de chateação, de ameaças de perigo, de agressão ou de provável ferimento, sem ter que fugir, enfrentar ou encontrar. Nos segundos momentos, trata-se de conduta para esconder-se do indesejado ou prorrogando o encontro inevitável. Nos terceiros momentos, trata-se de procedimento no desvio ou afastamento de variáveis impertinentes ou de interferências.

Estafa. Cansaço, fadiga. Algo não está bem quando se atinge este ponto. É bom aumentar os conhecimentos e gastar um tempinho para o pensamento, meditação e reflexão para facilitar a tarefa que leva à estafa. Sempre há uma melhor maneira de realizar com eficácia e maior velocidade sem atingir ao ponto da estafa. Não deve carregar o piano sozinho.

Estarrecer. Assustar, apavorar-se, aterrorizar, desmaiar.

Estímulo. Agente causador da excitação. Qualquer agente físico, químico, biológico, animal ou humano que provoca impressão num receptor do organismo desencadeando o processo emocional (sensação ® complexo-percepto-memório-intelectivo ® consciências ® reação, ação, atuação® triunfo sensato).

Estupefação. Pasmo, assombro, espanto.

Euforia. Alegria intensa e expansiva. Sentimento proveniente de entusiasmo contagiante e alegria demorada e profunda associados à grande sensação de bem-estar.

Eu-divino. Conexão purificada do eu-individual, eu-social e o eu-ideal. A purificação é a compreensão total geradora do espírito saudável com a exclusão definitiva do malefício e da maldade. É presença constante do amor no subjeto e da inteligência no objeto do indivíduo. Consciência do eu integralizado, propriamente dito.

Eu-ideal. Conexão seletiva racional entre o eu-individual e o eu-social. Afirmação do eu pela individualidade, cultura, ética social, idéia, razão e juízo. Seleção concentrada dos atributos perseguidos para fazer parte de sua personalidade confirmando-os gradativamente no real. É o eu-ideal que usa o pensamento mediador, objetivo e suas faculdades equilibrando os conflitos entre o eu-individual e o eu-social.

Eu-individual. Individualidade propriamente dita. É a estrutura idiossincrásica natural, especial, independente e peculiar de cada indivíduo.

Eu-social. À medida que o eu-individual começa ceder espaços para as influências externas, de outros indivíduos, dos padrões e valores culturais, dos usos, costumes, hábitos, regras e normas sociais forma-se o eu-social. O indivíduo passa a conviver com um outro eu que sempre está tentando passar por cima do seu eu-individual, principalmente, quando tende a fazer o que não quer em favor de outro. Faz por influência da cultura, pelo social, para o bem disso, para o bem daquilo, etc. O eu-social, vagarosamente, instala-se no subconsciente do indivíduo e começa a agir. Quando assume o comando subestima e desqualifica a consciência-do-inconsciente e a consciência-do-consciente com argumentos culturais vigentes tidos como certos pela sociedade, encolhendo a individualidade e tolhendo a inventividade. O indivíduo, assim, sob o comando do eu-social, restringe a sua vontade primeira prorrogando-a, ou transformando-a em desejo reprimido. As intenções inventivas são desestimuladas por “nunca dar certo” e por ser “perda de tempo”. Por exemplo, é preciso ser trabalhador honesto, ter uma profissão que possa sustentar uma família, educar filhos e dedicar a vida ao bem sem olhar a quem. Desígnio assim aceito torna o indivíduo mero cumpridor de papel social e quando termina o espetáculo, pára de representar o seu papel social e não sabe o que fazer como aposentado. Não sabendo se a sua platéia o aplaude, ou o vaia. Resta-lhe tão somente crer na morte e o aguardar. Aceita, então, a velhice, toma conta dos netos, vai aqui, ali, acolá, sem mais objetivos. O eu-social é importante para a formação geral do indivíduo.  A boa ética, os registros na memória dos bons conhecimentos culturais e sociais, a eficácia dos afazeres diários consolidados pela experiência social e o acúmulo dos bons sentimentos são práticas socioculturais que beneficiam todos. Mas, não, e de forma alguma, para assumir o comando geral das reações, ações e atuações do indivíduo. O indivíduo não pode perder a sua individualidade, a sua identidade, a sua autonomia, a sua autenticidade e nem se perder a ponto de alienar-se.

Exaltação. Grande ânimo e intenso entusiasmo. Superexcitação de ânimo.

Exasperação. Irritação, exacerbação. Fúria.

Excitação. Ativação do organismo por liberação dos hormônios estimulantes, no processo das sensações somáticas, viscerais e psíquicas, em reação a determinado estímulo real ou imaginário, por reflexo, impulso, reforçamento, motivação ou interesse.

Êxito. Resultado, conseqüência, efeito. O bom êxito traz alegrias, prazeres, abundância, entusiasmo e bons sentimentos. O mau êxito traz fracasso, frustração, escassez, medo, raiva, ansiedade e maus sentimentos.

Expectativa. Breve espera do prazer prometido ou certo. Em decorrência pode ocorrer uma leve alegria misturada com uma leve apreensão e crença no prazer que se aguarda aumenta gradualmente até a hora do acontecimento próximo tido como certo. Se a apreensão transformar-se em medo e raiva, a expectativa transforma-se em ansiedade com tendência à frustração se o esperado se prorroga para prazo incerto.

Êxtase. Prazer delirante. Se demorado, segue a angústia.

Extensão mais próxima. É tudo que se estende ao indivíduo ou à unidade social coesa, como disponível, à sua disposição e como potencial de atendimento à sua necessidade, no aqui-e-agora.

Exuberância. Superabundância, fartura. O que é exuberante, é cheio, repleto, animado, vivo, viçoso, vigoroso, cheio de alegria e vida.

Faculdades do pensamento. Conjunto dos recursos psíquicos intelectivos processadores dos pensamentos simples ou fluentes e dos complexos. Entre os seus diversos elementos destacamos o talento inventivo, o raciocínio, a lembrança, a permissividade e objetividade no sentido da busca ou pesquisa, concentração imaginativa, curiosidade, abstração, senso, intuição, intenção, decisão, interesse, consciência-do-consciente, etc.

Fantasia. Atividade da imaginação. Afastamento ou distanciamento da realidade objetiva para a concentração ou viagem no mundo subjeto. Além da expectativa imaginativa, a fantasia pode ser representada no real. Simulando com técnicas cenográficas, coreográficas e teatrais é possível vivenciar uma realidade do faz de conta com personagens escolhidas que até pode tornar-se uma seqüência do real concreto ou um misto de realidade e fantasia.

Farra. Diversão, festa licenciosa.

Fascinação. Começa pela atração física ou psíquica que torna irresistível. A necessidade decorrente não é saciada, de imediato, por algum distanciamento ou prorrogação para um segundo momento. Nesse intervalo a atração aumenta e é aí que o indivíduo experimenta o sentimento de fascinação.

Fato. Coisa feita, ato realizado, ou ação implementada. Acontecimento ou ocorrência no real concreto implicando determinados seres (o mundo objeto ¾ fenômenos, coisas, pessoas, etc.) e sucessão de seus movimentos interativos num determinado espaço, velocidade e temporalidade.

Felicidade. Ventura, contentamento, bom êxito, muita alegria.

Fenômeno. O ser em si com acréscimos e decréscimos. Tudo que é observado, percebido, identificado, interpretado e entendido, ou o que é compreendido pelas consciências. Presença real de entes ou seres reais, ou ideais ante as consciências. Manifestação real do ser como objeto de experiência possível segundo as leis do entendimento.

Festa. Reunião alegre para divertir-se. Alegria, regozijo, júbilo.

Firmeza. Sentimento resoluto de segurança e de imperturbabilidade.

Fissura. Ânsia, avidez. Fendas sentimentais não cicatrizadas totalmente.

Fixação. Sentimento de teimosia com misto de represália e autopunição na insistência irracional do mesmo padrão de respostas diante de estímulos frustrantes ou impeditivos da realização de determinado objetivo. Tal sentimento impede os ajustamentos adaptativos exigidos por mudanças na situação.

Fobias. Medos excessivos e infundados de condições e objetos externos. Medos mórbidos. Aversões irreprimíveis.

Fobofobia. Medo de seus próprios medos.

Fome. Sensação proveniente de contrações do estômago vazio ou de modificações fisiológicas que ocorrem com a queda do conteúdo nutritivo do sangue. É uma das necessidades básicas do ser vivo. O termo fome é empregado também para expressar outras necessidades. Por exemplo, fome de afeto, fome de amor, fome de sexo, fome de alguma coisa que não sei, etc.

Fossa. Forte depressão moral ou angústia.

Fotofobia. Medo da luz.

Fracasso. Sentimento misto de frustração, culpa e vergonha. Sucumbência.

Fraternidade. Amor ao próximo. Concórdia, união.

Frieza. Frio, sem paixão. Insensibilidade ou indiferença com ausências de senso moral e sentimentos.

Frustração. Malogro. Sentimento de privação da satisfação de um desejo ou necessidade pela ausência do objeto ou por obstáculo interno ou externo. Ocorre a frustração quando certo de obter o objeto do desejo no lugar marcado, não o encontra. A frustração tende ao experimento do sentimento do fracasso ou da decepção. O frustrado sente um misto de raiva, medo, ansiedade, inconformismo, chateação, bronca e revolta. Em situação de intensa frustração pode-se gerar hostilidade e agressão, ou pelo lado do fracasso, resignação e covardia. Pode ocorrer perturbação violenta resultando em psicoses, desnorteamento, confusão e morte.

Fuga. Reação contra a ameaça de perigo, real ou imaginário, em forma de afastamento para não ter que enfrentá-lo. A emoção comum caracterizadora da fuga é o medo. O perigo propriamente dito é tudo o que possa ferir ou ameaçar a integridade física ou moral, inclusive, os eventos beligerantes ou situações aversivas e conflitivas.

Fúria. Ira violenta passageira. Parte-se para a agressão imediata e perseguição, compulsivamente, sem consciência do que faz.

Furor. Exaltação de ânimo em excesso. Delírio violento.

Furta-cor. A cor cambiante. Que apresenta cor diversa, segundo a luz projetada.

Garbo. Elegância, galhardia, brio, primor, distinção.

Garbosidade. Elegância. Maneira distinta.

Galhardia. Elegância de procedimento.

Ganância. Sentimento ambicioso e egocêntrico de querer ganhar cada vez mais e mais que os outros.

Gargalhada. Risada franca, ruidosa e demorada.

Gastura. Prurido, comichão, arrepio, aflição, irritação nervosa, causados por sons ou ruídos, tato e outros agentes ou estímulos externos.

Ginecofobia. Medo doentio de mulheres.

Gozo. Prazer. Deleite sexual. Orgasmo.

Gostosura. Grande gosto, prazer enorme. Delícia, deleite.

Grupo coeso. Reunião de pessoas simpáticas entre si compondo uma organização estruturada com disposição de interagir no ambiente na busca da missão, objetivos e ideais comuns. A missão refere-se à perseverança do grupo como beneficiária do meio ambiente em níveis cada vez mais superiores. Os objetivos concentram-se na saúde do grupo e na obtenção dos benefícios do propósito comum. Os ideais referem-se à convivência feliz nas interações interpessoais e intragrupais produtivas, administrativas, mantendo intercâmbios saudáveis com as suas relações exteriores gerais compartilhando os benefícios mútuos. Equipe, par de enamorados, família, clube, empresa, nação, etc.

Gula. Sentimento de apego excessivo a boas iguarias. O guloso enche o prato com tanta veemência como se fosse a sua última refeição, não percebendo que pode faltar às outras pessoas ao seu lado.

Habilidade. Facilidade inata ou adquirida por meio de treinamentos no sentido de fazer ou realizar com eficiência, eficácia e rapidez tudo o que se propõe. Temos as habilidades verbais, espaciais e abstratas. A habilidade verbal é a facilidade do pensamento fluente, da expressão verbal e eloqüência. A habilidade espacial é a facilidade na coordenação motora, senso prático no uso e fabricação das ferramentas, máquinas e facilidade em tudo que envolve e requer movimentos harmônicos concretos, físicos, manuais ou mecânicos, elétricos ou cibernéticos. A habilidade abstrata é a facilidade no pensamento complexo, inventivo e filosófico.

Harmonia. Não há beleza e compreensão sem uma disposição harmônica. A natureza é bela podendo-se compreendê-la porque os seus elementos estão ordenados harmoniosamente. Sem a harmonia entre os eus individual, social e ideal não há a possibilidade de compreender o eu-divino.

Hegemonia. Supremacia de um povo sobre outro por influência ou dominação política, econômica e cultural.

Hematofobia. Medo mórbido de sangue.

Hesitação. Ausência de firmeza ante uma situação de escolha, opção, resolução, definição ou resposta.

Hilaridade. Riso de alegria ou manifestação característica de alívio de tensão por meio de riso ou gargalhada ante as incoerências ou diferenças ridículas, absurdas, ou simplórias percebidas.

Hipsofobia. Medo doentio das alturas.

História. Registros das informações sucessivas dos conhecimentos notáveis e dos fatos, fenômenos e acontecimentos significativos, funcionais e estruturais da evolução da vida dos povos e da humanidade desde os primórdios.

Homeóstase. Processo auto-regulador do organismo através de mecanismos fisiológicos automáticos que mantém o equilíbrio das condições essenciais e necessárias para a vida normal do corpo adaptado ao seu meio ambiente habitual.

Honestidade. Caráter de digno, decente, probo, puro e correto. Contrapõe ao caráter desonesto que é devasso, indigno, espúrio e tendencioso que atua com más intenções, ou má-fé. É pertinente ao terceiro momento em conexão com o segundo, uma vez que a boa-fé aliada à boa intenção conserva a conduta de dignidade, decência, probidade, pureza, correção, isenção e imparcialidade. Prima-se pela conservação cuidadosa dos bons efeitos, conseqüências, resultados e finalidades, principalmente, para manter saudáveis as relações sociais.

Honra. Sentimento de dignidade própria para merecer e manter a consideração geral. Probidade, glória, dignidade, merecimento.

Hostilidade. Provocação para agressão com ameaças de danos materiais e de violências ao inimigo declarado. A provocação persiste até as vias de fato.

Humanitarismo. Doutrina filosófica e política que visa eliminar as injustiças reinantes no mundo a fim de alcançar a felicidade humana.

Humanitarista. Seguidor do humanitarismo.

Humildade. Virtude que nos dá o sentimento das nossas limitações com simplicidade e obediência saudável por disciplina, pureza, respeito e modéstia.

Humilhação. Constrangimento vergonhoso intenso. Rebaixamento moral, com menosprezo, desdém e assistência.

Humor. Disposição mental. Capacidade de perceber, apreciar ou expressar o que é cômico ou divertido. No humor, por trás da intenção de provocar risos, há uma ponta de sátira, aspectos de proteção contra as ameaças da realidade e a arte da comédia, da caricatura e da zombaria com classe.

Id. Parte da personalidade inconsciente onde residem as energias básicas subjacente a todo comportamento da pessoa. Parte mais profunda da psique onde são liberados os impulsos.

Idéia. Representação e interpretação psíquica de uma coisa concreta ou abstrata. Concepção intelectiva ou imaginativa de um conteúdo intuitivo, concreto ou abstrato requisitada pelo pensamento. Concepção do pensamento em qualquer domínio do conhecimento. Qualquer representação no pensamento, seja objeto, um fenômeno, um fato, ou seja uma unidade inteligível qualquer formada por elementos do próprio ser-ideal em combinação coerente com os seus representados do ser-real. É pertinente aos terceiros momentos biográficos.

Identificação. Confronto da informação recebida com os registros na memória-subconsciente, em prontidão, nos segundos momentos biográficos. No confronto, em havendo reconhecimento, a resposta é emitida imediatamente voltando em uma situação de primeiro momento. Caso contrário, a informação será passada para interpretação no processo do pensamento.

Ideologia política. Processo manipulativo do poder pelo qual as idéias de um forte grupo social coeso com relações de interesses comuns entre os seus membros e os seus seguidores tornam idéias dominantes do todo social.

Ignorância. Ausência de conhecimentos.

Ilusão. Persistência no errado tido como certo ou escolha errada por confiança no erro de percepção, nos primeiros momentos. Determinação do sujeito como certas as aparências enganosas, por erro de reconhecimento, de identificação ou por simples crença, nos segundos momentos. Decisão como certa a interpretação que não corresponde à realidade, por boa-fé, nos terceiros momentos. Aceitação do falso como verdadeiro pela expressão de sinceridade, nos quartos momentos. Pode ocorrer também a ilusão de ótica e a ilusão patológica decorrentes de estados emocionais. Em síntese, a ilusão ocorre por ignorância, negligência, imprudência, imperícia e a distração com omissão.

Imaginação. Faculdade psíquica que implica na experiência vivida, fenômeno, fato, idéia  e conhecimento anterior, e no pensamento. Logo, está no quarto momento em conexão com os demais momentos, principalmente, com o terceiro. Processa-se por meio da memória dos sinais, símbolos, linguagem, imagens e representações do real projetadas na tela das memórias. Tela simbólica ou perceptiva para a consciência-do-inconsciente, tela imaginativa ou cognitiva para a consciência-do-subconsciente, tela intelectiva para a consciência-do-consciente e tela imaginária para a consciência integrativa. Para que haja a boa imaginação importam a boa memória, a lembrança, recordação, introspecção, a criação, mentalmente, de imagens, símbolos, esquemas, estruturas, ilustrações, sinais, signos, cálculos, figuras, desenhos, representações, projetos, operação de luzes, sombras e cores, revivência de fatos passados; enfim, é uma visão mental das coisas paradas, em movimento ou interagindo, tanto com os olhos abertos como fechados.

Impaciência. Aversão ao uso do pensamento e suas faculdades. Indisposição e desinteresse em ter que pensar, raciocinar, analisar ou estudar e gastar o tempo nisso.

Impasse. Embaraço ante uma situação difícil aparentemente impossível de se sair bem ou de encontrar uma solução satisfatória. Situação problemática.

Impetuosidade. Enfrentamento com movimento repentino e violento sem reflexão. Reação impulsiva violenta, rápida e irrefletida. Havendo hostilidade, agressão ou não a impetuosidade pode levar o sujeito para uma desastrosa conseqüência tanto por descuido quanto por precipitação que lhe é peculiar.

Impulsão. Impulso por premência ou pressão.

Impulso. Força ou descarga de tensão que induz o organismo à reação imediata e premente ante um estímulo interno ou externo causador de violenta emoção. Comportamento no primeiro momento biográfico para  fuga imediata ou esquiva com grande medo ou calma e para um enfrentamento imediato com raiva intensa ou para agressão com a explosão da raiva acumulada. Impulso é uma reação emocional de enfrentamento, esquiva ou fuga em defesa da integridade do organismo ameaçado, ou assim acreditado.

Inadequação. Confusão. Ausência de adequação. Inoportunidade, inconveniência, desajuste. Incoerência. Impropriedade.

Inanição. Ausência de energia. Fraqueza extrema por falta de alimentação.

Incentivo. Estímulo para reagir. Que incita, excita e dá ânimo para não desistir.

Incômodo. Estimulação desconfortável que causa aborrecimento e chateação.

Incompreensão. Falha na percepção, identificação e interpretação além de falta de conhecimento, sabedoria e entendimento. Julgamento tendencioso, precipitado e preconceituoso. Incapacidade de compreender os fundamentos das emoções, dos sentimentos, dos sensos e dos sonhos ou desígnios alheios, com indulgência e condescendência.

Inconformação, inconformismo. Falta de resignação. Não aceitação de uma situação irreversível formada, não obstante as forças e empenho próprios ou de auxiliares desenvolvidos para evitá-la, tendo que abandonar, por isso, a idéia dos efeitos ou conseqüências desejadas. A inconformação gera sentimentos de mágoa, revolta, retaliação, ódio, angústia e depressão, além de outros de menor intensidade.

Inconsciência. Sem consciência.

Inconsciente. Fenômeno psíquico que atua sobre o comportamento do indivíduo escapando ao âmbito do estado psíquico subconsciente e consciente numa situação de emergência, em preservação e defesa do seu organismo, contra ameaça iminente. Estado psíquico do primeiro momento biográfico. Está organizado e energizado para atender as exigências prementes do corpo de maneira automática e voluntária, de sorte que a reação de busca de suprimentos para estabelecer a homeóstase é feita de maneira imediata. Portanto, a sensação e a percepção estão presentes no estado inconsciente. Logo, há consciência perceptiva, embora haja também situações de inconsciência. Os fatores que caracterizam o inconsciente são: iminência, premência, imediatismo, apetite, vontade, memória-inconsciente, consciência-do-inconsciente, reação, resposta, impulso, reforço, sensação, alerta, automatismo, reflexo, escolha, opção, emoções, impulsão, compulsão e saciação no aqui-e-agora das necessidades básicas.

Inconsciente-social. É o inconsciente de qualquer grupo social coeso ou de repente coeso, apenas, ante um perigo que ameaça toda a coletividade dispersa.

Indecisão. Incapacidade de decidir. Irresolução. Para ocorrer a indecisão, houve hesitação na escolha, falta de conhecimento na determinação e no terceiro momento dúvidas e sem dados para uma resolução eficiente e eficaz. Fora disso é patologia.

Indignação. Sentimento de repulsa com raiva e inconformismo. Pode levar à repugnância, aversão e desprezo com ódio, agressão e hostilidade.

Indiferença. Perdas de esperança, reforço, motivação e interesse. Ausências de vontade específica, desejos ou intenções. Às vezes, a indiferença é um disfarce inconsciente de incapacidade, fraqueza, medo, raiva e covardia. O indiferente espera demais da vida sem nada ter merecido. Não de dá conta de sua apatia. Pode levar ao isolamento e ao desespero.

Indisposição. Mal-estar. Incômodo.

Indução. Raciocínio que parte do efeito para a causa. Da conseqüência para o motivo. Do fato específico faz-se a generalização, estabelecendo-se a norma, o princípio, a lei ou a regra. A indução é usada na análise. Exemplo: Morreu fulano, morreu beltrano. Morre gente todo dia. Não se vê pessoa que vive mais de 120 anos. Conclui-se daí que todo homem é mortal. Indução é o contrário da dedução.

Inércia. Cessação da vontade, desejo e intenção. Paralisação dos impulsos, motivações e interesses. Sofrimento sem reação. Imobilidade física.

Infesto. Molesto, inimigo, hostil, adverso, nocivo, danoso, pernicioso.

Infidelidade. Caráter de infiel. Perfídia.

Ingenuidade. Forma natural, direta, imediata, ou automática na abordagem com a novidade. Ausência de interferências disciplinares, de responsabilidade, censuras, bloqueios e intencionalidade. Aceitação implícita com sinceridade e fé nas opiniões predominantes ou vigorantes. Pureza dos primeiros momentos.

Inimizade. Falta de amizade. Malquerença.

Inócuo. Não nocivo. Inofensivo. Que não faz mal. Não causa dano.

Inovação. Atividade psíquica do segundo momento. Modificações para melhorar as descobertas, invenções e criações já sabidas. Variante nova que suplanta o original.

Inquietação. Sensação de desassossego, perturbação, ou de intranqüilidade que precede as emoções, sentimentos e sensos na ânsia e expectativa do acontecimento percebido como muito próximo. Inquietude, situação preocupante, ou agitação.

Insatisfação. Situação de não haver saciação a contento. Pode prorrogar a raiva, aborrecer ou acabar em bronca e chateação.

Insegurança. Situação de incerteza quanto à firmeza de propósito acompanhada da crença de desproteção. As seguidas frustrações e dúvidas geram a insegurança e ansiedade que levam rapidamente à angústia e depressão.

Insight. Ou intuição heurística. É a visão profunda e noção esclarecedora repentina no curso de um processo, atividade ou na formação de uma totalidade. Fatores, elementos ou relações importantes, de repente, são percebidos e intuídos vindo a completar uma idéia ou esclarecer novo caminho eficaz e decisivo. Pode também ocorrer o chamado insight coletivo quando de repente vários elementos de um grupo têm uma mesma intuição, simultaneamente, sem contudo estarem próximos ou imbuídos numa mesma busca.

Insolência. Ousadia excessiva com raiva ofensiva, desrespeitosa, provocadora, ativa e desafiadora. Manifestação da raiva e coragem de maneira inconveniente e aversiva. Conduta com atrevimento e desaforo. À insolência pode juntar a impetuosidade.

Instinto. Fator inato de comportamento dos animais, variável segundo a espécie. Caracteriza-se, em determinadas condições, por atividades próprias, elementares, naturais e automáticas.

Inteligência. Não há pensar em inteligência em termos subjetivos. A inteligência é de natureza objetiva e está ao alcance do objeto do ser humano ou do sujeito. A presença e o concurso da inteligência na evolução humana são decisivos para a solução definitiva de todos os seus problemas. Entretanto, para que isto ocorra, necessário se faz a evolução das consciências-sociais para que possa toda a coletividade abrigar o amor-cognitivo. Enquanto isso, somente uns e outros fazem e contribuem com atos inteligentes. A inteligência é um potencial abstrato que se caracteriza pela sua finalidade beneficente. O ato inteligente beneficia as partes e ao todo, ao mesmo tempo. Logo, não há lugar para a perversidade onde a inteligência se faz presente.

Intenção. Faculdade do pensamento de expressar a necessidade transmitida pelas sensações no sentido de resolver a vontade prorrogada fortalecendo o interesse no prosseguimento da decisão de busca até a sua satisfação ou consumação. Propósito de continuar a atuação ou de prosseguir a atividade no processo de solucionar o impasse até o seu final.

Interesse. Pretensão de uma vantagem. Participação em algo por conveniência, proveito, vontade e desejo, de modo intencional. A disposição completa é fruto da integração da vontade, do desejo e do interesse.

Intimidade. Permissão para entrar e sair do espaço físico, moral, intelectual e corporal. A intimidade entre duas pessoas é a abertura recíproca do espaço íntimo de cada um. A intensidade e freqüência dessa abertura dependem do grau de afinidade, conhecimento, empatia e simpatia mútua, confiabilidade, credibilidade, sinceridade, afetividade, reforçamento, motivação e interesse.

Intolerância. Sem tolerância. É o não consentimento ou postura não indulgente por crença ou conhecimento gerador de sentimento de indisposição. Não querer. A intolerância, geralmente, vem acompanhada da raiva, da bronca, da crítica emocional e da desmotivação. Diferente da impaciência que se indispõe não querendo pensar e por desinteresse.

Intransigência. Que não há condescendência ou indulgência. Ausência total de tolerância. A intransigência pode ser um disfarce de fraqueza e insegurança ou para encobrimento de maldade ou fato vergonhoso. Geralmente, a intransigência é causada por falta de conhecimento e experiência, além do medo de perder autoridade, uma situação de vantagem ou posição de comando.

Intriga. Mexerico, fofoca. A intriga é muito usada na manipulação perversa. O manipulador intencional perverso ou inescrupuloso manipula a curiosidade, a boa-fé, a ingenuidade e a predisposição gerando preocupação, desconfiança, confusão, tumulto, brigas e separações por vias oblíquas ¾ boatos, intermediário (testa de ferro) ¾ em busca de vantagens especiais.

Introspecção. Análise ou observação da realidade subjetiva feita pelo próprio indivíduo. Pesquisa e exame dos próprios pensamentos, sentimentos, emoções e de seus outros aspectos de sua vida passada.

Intuição. Sensação psíquica dos terceiros momentos, em conexão com os demais momentos, que produz conhecimentos. Faculdade do estado psíquico consciente de compreender, entender e discernir pronta e claramente sem os recursos da análise, do raciocínio ou de quaisquer condições práticas. Há três tipos de intuições. A lógica que ocorre no terceiro momento em conexão com o primeiro, que dá o conhecimento imediato ante o objeto real. A imaginativa ocorre na conexão do terceiro com o segundo momento que dá conhecimento por visualização ou lembrança repentina. A heurística surge no terceiro momento dando conhecimento repentino, com a compreensão circunstancial, no curso de uma atividade, ou de uma reflexão. O “insight” é uma intuição heurística. No quarto momento, a inferência integra-as.

Inveja. Sentimento de cobiça de possuir o bem alheio. Sentimento de desgosto e pesar pelo bem ou pela alegria de outrem. Surge em pessoas com tendência ao fracasso, nas que são ou se sentem excluídas ou rejeitadas e nas que desejam mais do que a própria capacidade pode proporcionar. Normalmente, as pessoas sentem inveja dos seus iguais ou em mais ou menos do mesmo nível e daqueles inferiores que passam à sua frente em capacidade, força, potência, ou recursos.

Invenção. Atividade psíquica processada nos terceiros momentos biográficos, no passo de gerar coisa nova útil. Inventar significa sair-se bem com uma medida original e diferente. É a idealização de uma solução inteligente genuinamente nova. A invenção pode ser real ou fictícia. É ativada pelo consciente ante as necessidades sucessivas, constantes ou de satisfação insuficiente.

Ira. Também chamada de cólera, é uma manifestação violenta da raiva acumulada. De raiva em raiva que se prorroga, uma raivazinha nova é suficiente para a explosão de tudo, de uma só vez. A ira manifesta-se com grito, quebra de objetos e agressão. Mas logo, passa. Diferente do ódio que não passa.

Ironia. Forma corajosa e respeitosa de mostrar desprezo e zombaria tentando disfarçar a irritação e a mágoa para encobrir uma verdade contundente ou para não se expor numa situação vergonhosa ou escandalosa.

Irritação. Excesso de zanga. Estímulos aversivos insistentes provocam a irritação. À irritação pode acompanhar a chateação. Sensibilização a estímulos indesejáveis.

Isolamento. Afastamento dos estímulos exteriores. Solitário ou desacompanhado por período indeterminado. Confinamento. Abandono de si. Minguada auto-estima.

It. Magnetismo pessoal.

Jactância. Vaidade, ostentação, gabo, orgulho.

Jeito. Vocação, tendência, maneira, sair-se bem com manha.

Júbilo. Alegria intensa. Grande contentamento.

Juízo. Integrador da emoção e sentimento com o senso. O juízo alinha-se com a deliberação, a norma e a sinceridade no sentido da auto-estima e felicidade. Sem a auto-estima não há juízo e sem juízo não há felicidade. Tem sentido quem diz que o juízo é a síntese conciliadora do melhor da razão com o melhor do sentimento que sustenta um julgamento eficiente e eficaz. É pertinente ao quarto momento.

Julgamento. Procedimento para dar o parecer final do juízo, ou sua sentença, no passo da condenação ou absolvição. O parecer final refere-se à opinião, escolha, determinação, decisão e deliberações nas questões de impasses e conflitos. Neste processo psíquico são utilizadas as reflexões, avaliação, raciocínios, idéias, estudos, pesquisas, conhecimento, pensamento, sentimento, classificação, seriação, seleção, saneamento, recursos situacionais, disponíveis e ocasionais considerando o livre convencimento ou convicção, a permissividade, a conveniência, a preferência e a realidade fática. Enquanto houver julgamento não reinará a paz, plenitude e nem a justiça tanto nas relações intrapessoais como nas interpessoais, uma vez que o julgamento só se faz presente diante de impasses, conflitos e desequilíbrios da unidade. Nas relações intrapsíquicas é mais fácil dar a sentença pois há o perdão e o arrependimento. Felizmente temos que a justiça vem depois do entendimento a priori e da compreensão a posteriori. Nas interpessoais o julgamento é complexo. Onde só há justos em todas as posições de comando, subcomandos e as de comandados, não há julgamentos e ninguém é julgado e por isso não há necessidades de aplicar ou administrar a justiça, nem a de corregedorias e instâncias superiores. Justiça e paz são construídas com amor e inteligência.

Justiça. Situação consumada de uma unidade social completa em plena liberdade de reação, ação, atuação e interação de seus componentes para o triunfo sensato, sem desequilíbrios de qualquer natureza. Uma situação é dita injusta porque houve um desequilíbrio da unidade causado por um ato de injustiça. Para reintegrar qualquer unidade afetada necessário se faz ajustá-la com a parte faltante retornando-a ao equilíbrio. A situação de equilíbrio que não afeta a justiça é aquela cujo resultado de uma reação, ação ou atuação para o triunfo sensato seja benéfica para o agente, para as partes envolvidas e para o todo, simultaneamente. Para que isso aconteça no sentido de eliminar o conflito e o impasse restaurando o equilíbrio da unidade, necessário se faz o concurso do amor e da inteligência. A justiça caracteriza o triunfo sensato de tal sorte que não há perdedores e nem detrimentos no seu processo interativo. De conseguinte, não haverá condenação para qualquer parte se absolvido o todo. Logo, depende como o poder ideológico se procede para se verificar o teor de injustiça que sofre os elementos pertinentes dessa unidade social.

Labor. Atividade ou trabalho produtivo espontâneo e compensador. A ocupação pelo labor afasta os males da paixão negativa. Dá ânimo, entusiasmo e dignidade conservando a saúde e a motivação permanente.

Lalofobia. Medo exagerado de falar.

Lassidão. Cansaço por excesso de esforço ou de atividade. Afrouxamento e prostração de forças. No estado de lasso requer repouso prolongado.

Lazer. Atividade com divertimento. O lazer associado ao labor é a união do agradável, valioso e útil ao precioso.

Lealdade. Procedimento de consideração, dedicação e boa-fé que sustenta uma relação de amizade entre duas ou mais pessoas. Positividade dos movimentos na vivência humana na interação interpessoal em busca do triunfo sensato, relativa aos terceiros momentos biográficos e históricos, cujo senso de companheirismo, de boa-fé e de consideração tem base na cumplicidade das relações dos primeiros momentos e na fidelidade das dos segundos momentos.

Lembrança. Ciência no estado psíquico consciente em conexão com o subconsciente de um ou mais registros no banco da memória com ou sem evocação. Memória instantânea.

Letargia. Sono patológico. Indolência ou prostração moral.

Liberdade. Capacidade de bem administrar a eficácia do movimento pleno no passo da fruição de ocupar-se de viver bem e do estar-para-a-vida de bem com os demais. A liberdade saudável não se define pelo fugir da prisão ou lutar pela liberdade ameaçada. O caminho para a liberdade saudável é o desprendimento. Mas, o que se faz, antes de tudo, é libertar-se, esquivar-se, ou fugir da nossa própria deliberação não saudável e dos nossos negativismos que nos obrigam a agir e provocar a nossa não-justiça, a nossa não-solidariedade, a nossa não-paz e, principalmente, a nossa não-liberdade. O bom da liberdade é alegrar-se pela aptidão de ter acertado do que alegrar-se de ter conseguido com muito sacrifício livrar-se ileso dos efeitos do erro cometido.

Libidinagem. Situação de excitação e prazer sexuais ou ativação da satisfação sexual.

Libido. Desejo sexual.

Licenciosidade. Excesso de licença. Permissão para atos libertinos e libidinosos.

Lúmpen psíquico. Pobreza de consciência. Miséria de alma. Sem consciências. Consciente precário, subconsciente poluído e inconsciente animalesco.

Luxúria. Lascívia, libertinagem e depravação. Brincadeira sexual com licenciosidade. Corrupção sexual.

Mágoa. Sentimento complexo em sua formação. É um sentir-se machucado por ofensa e desconsideração. Duas pessoas que se gostam muito podem magoar-se mutuamente e mais intensamente. É um misto de raiva, tristeza, inconformismo e ansiedade com tendência ao ódio e vingança após o ressentimento e decepção. A certeza do estímulo causador da mágoa, seja desconsideração, desencorajamento, preterição, infidelidade ou ofensa, gera um sentimento de inconformismo, tristeza e chateação que não dá para esquecer ou perdoar de pronto. Enquanto isso não ocorre, é mágoa.

Má intenção. A formação ética defeituosa contribui para o propósito doloso, traição, manipulação, má-fé e perversidade. Negatividade geradora da má-fé pertinente aos terceiros momentos biográficos negativos.

Mal-estar. Indisposição física ou moral.

Mal-humorado. Irritado, emburrado, aborrecido, indisposto.

Malícia. Tendência para o mal. Interpretação tendenciosa.

Mando. Ordem de comando ou poder de autoridade.

Mania. Síndrome mental caracterizada por exaltação eufórica do humor, insônia, excitação psíquica, hiperatividade, etc. Em certos casos, há a agitação motora em grau variável. Excentricidade, extravagância, esquisitice. Gosto exagerado ou sem moderação por alguma coisa. Obcecação resultante de desejo imoderado tal como a megalomania, o mau hábito, o vício, a obsessão, a paranóia, etc.

Manipulação. Manobras ou técnicas sutis para controlar, dominar, submeter, ludibriar, influir, obscurantizar e usar pessoas no sentido de obter vantagens pessoais.

Manipulação Cientifica. Procedimento ou método científico para controlar, observar e manipular as variáveis para verificar a relação de causa e efeito entre dois eventos considerados.

Manobra. Operação habilidosa para atingir uma finalidade imediata, tempestiva ou sucessiva.

Marasmo. Desânimo, indiferença, apatia, tristeza profunda.

Maravilhamento. Admiração, espanto, pasmo.

Masoquismo. Algolagnia passiva. Prazer sexual somente obtido se se recebe maltratos físicos ou morais.

Matança. Assassínio de muitas pessoas.

Mau humor. Péssima disposição psíquica.

Mediato. Indireto. Que depende de outra pessoa ou coisa. Que relaciona através de intermediário.

Meditação. Concentração profunda, imaginação e oração. Alheia-se, totalmente,   das preocupações cotidianas no passo da comunhão profunda consigo mesmo e com Deus. Na meditação saudável é preciso pensar, imaginar, ter memória, recordar e lembrar só de fatos felizes do passado, ao ritmo harmonioso e energizante de melodia escolhida para que, em se desligando de preocupações do cotidiano, se possa concentrar, orar e comungar com Deus, projetar-se espiritualmente, relaxando-se, e ver-se útil com o ânimo e o bem-estar renovados. Oração mental concentrada. Concentração intensa do espírito.

Meditação introspectiva. Recordação e lembrança de fenômenos, fatos, idéias e acontecimentos pretéritos no passo de análise profunda para conscientização, entendimento e compreensão de situações não resolvidas, ou inexplicadas.

Medo. Emoção natural para preservação do organismo. O perigo é percebido na conexão sensação « consciência-do-inconsciente que excita o organismo através das catecolaminas preparando-o para fugir ou enfrentar o perigo. No caso do medo, o organismo está preparado para a fuga ou esquiva e para a proteção de possíveis ferimentos. Entretanto, mesmo no enfrentamento do perigo onde a emoção predominante é a raiva, pode-se fazê-lo com medo, partindo para a fuga na primeira oportunidade em desvantagem, ainda, com maior força que no estado normal. Também pela crença ou pela fantasia pode suscitar a emoção de medo. A situação de medo é rápida e passageira eis porque ocorre em situações de primeiros momentos para uma solução imediata. A sua intensidade ou prorrogação transforma-o em sentimentos diversos como pavor, pânico, temor, receio, terror, horror e fobias. A imobilidade surge em razão de excessivo apavoramento. A palidez, para evitar hemorragias com estancamento do sangue. A coagulação é rápida por não haver pressão periférica. O medo prorrogado, crônico e não resolvido faz mal à saúde com perdas de energias em detrimento dos órgãos mais enfraquecidos que se deterioram. Normalmente, a emoção de medo surge após as sensações de susto, espanto e inquietação. O medo excessivo tende a desligar o subconsciente e o consciente. Não há situação de consulta a conhecimento anterior e nem de pensamento na situação de pânico, terror e fobias. É preciso reduzir ou brecar a liberação das catecolaminas e deixar esvair-se as que circulam no sangue para voltar ao equilíbrio do organismo. O medo excessivo e prolongado reduz a potência imunológica do organismo. As pernas bambas ou paralisadas que se verificam após a cessação da atividade resultante do medo, indicam que o organismo precisa de repouso para a sua recuperação.

Megaconsciência. Consciência integrada de uma só vez  (a consciência de mais de um milhão de cidadãos vivos do planeta). Jigaconsciência é a integração de mais de um bilhão de pessoas. No planeta, hoje, habitam mais de 6 bilhões de pessoas. Nos textos originais o termo megaconsciência subentende-se a consciência universal integrando todas as consciências dos habitantes vivos de toda população no planeta, de uma só vez.

Melancolia. Sentimento mórbido de tristeza e depressão. Tristeza profunda e indefinida.

Memória. Faculdade de trazer rapidamente à consciência um ou mais registros evocados ao banco da memória. Capacidade de reproduzir pensamentos passados ou situações vivenciadas. Registro seqüencial dos momentos biográficos no banco da memória.

Mentira. Falsa proposição. Proposição incoerente com a realidade fenomênica, fática e ideal.

Mérito. Merecimento, dignidade, capacidade, talento, aptidão.

Mobilidade social. Movimentação de idéias, valores sociais ou de indivíduos, de uma camada social inferior para a superior, e vice-versa, ou de um grupo para outro no mesmo nível.

Momentos da matéria. Líquido (forma variável e volume constante). Considera-se o líquido como primeiro momento pelo equilíbrio das forças de coesão e repulsão entre as suas partículas. Sólido (forma invariável e volume constante). Considera-se o sólido como segundo momento pela sua rigidez determinada pela força de coesão maior que a de repulsão entre as suas partículas. Gasoso (forma e volume variáveis). Considera-se o estado gasoso da matéria como terceiro momento pela sua expansividade no espaço determinada pela força de coesão menor que a de repulsão. Energético. Pela sua força integradora e desintegradora, a energia é considerada como quarto momento da matéria. A energia produz a força de coesão e a de repulsão que se alteram segundo variações da temperatura e pressão. Cada substância tem a sua própria maneira de estar, ser e permanecer na natureza. As suas mudanças de estado só se verificam em determinados níveis de temperatura e pressão.

Morte. Fim dos sofrimentos da paixão e tudo o mais real e ideal. Renascer de qualquer transformação. Há indícios para o encontro com uma nova vida. No raciocínio por redução ao absurdo, não tem sentido a significação da morte como um nada absoluto assim como não tem sentido a exclusão da vida fora do planeta Terra.

Mortificação. Forte tormento, desgosto, aflição. Maceração ou tortura do corpo com penitências.

Motivação. Conduta produzida, mantida, acelerada ou desacelerada por um estímulo adiante conhecido, bom ou mau, não contingente.

Movimentação. Animação, entusiasmo, agitação, movimento.

Mutilação genital feminina. Extirpação do clitóris ¾ clitoridectomia ¾, ou sutura dos lábios vulvares para impossibilitar o coito ¾ infibulação. A cirurgia é feita geralmente, sem anestesia, com cacos de vidros, lâmina afiada, tesoura ou faca que raramente são esterilizados no ato da operação. Costume sociocultural para marcar a passagem da infância para a adolescência feminina, cuja prática, em vinte e oito países da África, atualmente, mata quinze porcento das mulheres durante a cirurgia. Mais de dois milhões de meninas são submetidas à força, a essa prática, anualmente, apesar das campanhas de conscientização promovidas pela ONU.

Náusea. Nojo. Enjôo. Ânsia de vômito. Sentimento de repulsão. Repugnância.

Necessidade. Situação que requer retorno ao equilíbrio. Qualquer condição ou recurso indispensável e essencial para a manutenção da integridade do organismo, da sua estrutura e do seu funcionamento adequado. Assim, a deficiência, a privação, a carência, fragilidade, escassez, excesso, deterioração e estímulo mau são situações de desequilíbrio do organismo ameaçando o seu bom funcionamento, integridade e estrutura. Logo, referido organismo está em situação de necessidade. Requer que seja defendido, suprido, saciado, satisfeito e reequilibrado sucessivamente.

Necrofobia. Medo doentio de cadáveres.

Nervosismo. Emotividade exagerada. Agitação nervosa. Distúrbios do sistema nervoso. Irritabilidade, ou excitação emocional, temporariamente incontrolável.

Néscio. Estúpido. Insensato, incapaz.

Neurastenia. Afecção mental caracterizada por astenia física ou psíquica, preocupações com a saúde, grande irritabilidade, cefaléia e alterações de sono. Mau humor com fácil irritabilidade.

Neurose. Desequilíbrio mental que compromete muito a personalidade com penosa consciência desse estado. Perturbação nos processos cognitivos, emocionais e desvios comportamentais, condutuais e procedimentais de natureza conflitiva. Provém de determinados registros de uma realidade não completa, fragmentária, deformada ou distorcida no banco da memória que provocam dificuldades no enfrentamento de certos problemas diários respectivos. Em conseqüência, geram angústias, fobias, obsessão, compulsão, fadiga crônica, depressão, desatenção e psicossomatizações.

Neurose obsessivo-compulsiva. Pensamentos desagradáveis, chatos, insistentes e inevitáveis. A repetição de atos desnecessários e irracionais decorre de impulsos indesejáveis mas irresistíveis. Os atos repetitivos são realizados para afastar os “maus” pensamentos.

Ninfomania. Abuso da relação sexual pela mulher.

Nobreza. Dignidade, generosidade, magnanimidade.

Nojo. Sensação repugnante. As coisas sujas, fétidas, deterioradas e asquerosas causam náusea e nojo.

Nosofobia. Medo de ficar doente, levando às vezes a tratar-se de doenças de que não sofre.

Nostalgia. Melancolia por saudade da pátria amada. Solidão por deixar algo para trás.

Objeto. Qualquer coisa exterior relacionado com o sujeito. Fenômenos, fatos ou idéias exteriores ao sujeito. Objetivo. O mundo exterior em relação ao indivíduo. O próprio sujeito em relação ao seu observador. Coisa, qualquer coisa. Fenômeno.

Obcecação. Indução em erro. Teimosia no engano. Obscurecimento do raciocínio. Auto-engano. Cegueira espiritual.

Obsessão. Mania ou preocupação doentia e insistente em determinada idéia.

Obstinação. Insistência, pertinácia, perseverança, tenacidade, teimosia.

Ócio. Vida sem atividade do trabalho. Não fazer nada. Desocupação com gasto de tempo, inutilmente.

Odinofobia. Medo mórbido à dor.

Ódio. Sentimento de intensa raiva contínua ou fúria periodicamente despertada. Cresce da raiva acumulada para a ira e fúria prolongando-se de forma duradoura. Chega à psicose ou a hostilidades freqüentes podendo culminar em violenta agressão, matança, conduta criminosa com requinte de perversidade.

Ofensa. Insulto ou agressão oral. A agressão com danos físicos e materiais são ofensas mais graves. A imunidade às ofensas não é difícil de ser alcançada. A deliberação, a concentração com prestimosidade, a auto-estima e a compreensão com o perdão são poderosos instrumentos para evitar o revide à ofensa. A ofensa provém de espírito de baixo desenvolvimento atraindo sempre o seu igual com aumento recíproco de ofensas cada vez mais contundentes semeando o ódio que se reproduz em progressão geométrica contaminando até a assistência.

Ojeriza. Aversão, má vontade, ou antipatia a coisa ou pessoa.

Omissão. Situação de ausente mesmo presente. Forma de esquiva, fuga, afastamento, covardia, perversidade ou manipulação diante de uma situação que requer solidariedade e transparência.

Opção. Livre escolha para ficar com uma só coisa entre duas ou mais.

Operante. Classe de respostas ou comportamento que opera sobre o meio ambiente para gerar conseqüências.

Opinião. Proposição sujeita à confirmação. A certeza oferecida é carente. A sua simples crença por boa-fé pode complicar. Assentimento insuficiente objetiva e subjetivamente.

Opressão. Situação de dominado, submisso e explorado economicamente.

Organização. Conjunto estruturado com partes (órgãos) diferenciadas que se interagem, coordenando-se ao todo com funções autônomas e procedimentos definidos para mantença da movimentação no sentido da subsistência, missão e objetivo da unidade no meio ambiente. A organização implica arranjo, permutação e combinação para compor os devidos órgãos em harmonia como o todo para a eficácia de seu funcionamento e interação no meio ambiente. O arranjo, a permutação, a combinação e a organização devem estar em conexão direta com a eficácia da classificação, seriação, seleção e estruturação. A conexão pode resultar em uma organização estruturada ou numa estrutura organizada.

Orgasmo. Ápice da excitação e prazer sexuais. O orgasmo múltiplo refere-se a vários orgasmos seguidos da mulher num único ato sexual. O múltiplo intermitente trata-se de vários orgasmos da mulher com pequenos intervalos entre um e outro para relaxamento, deleite e reexcitação contra um só orgasmo do parceiro. O prorrogado é o orgasmo do parceiro na obtenção do múltiplo ou do intermitente da mulher. O orgasmo integral é possível ¾ num primeiro momento, ocorrem as preliminares de excitação. Num segundo momento há a prorrogação do orgasmo do parceiro, num terceiro momento, segue uma sucessão de deleites contemplados pelo parceiro com os vários múltiplos da mulher e num quarto momento o integrador do orgasmo único do parceiro com o último intermitente da mulher. As consciências dos quatro momentos históricos e biográficos de cada um, harmoniosamente integrados, cuidam de criar o ambiente propício para a satisfação orgástica do casal.

Orgia. Festa particular com licenciosidade em busca de prazer. Orgia sexual ou suruba são relações sexuais onde participam várias pessoas.

Orgulho. Elevado conceito de si próprio. Amor-próprio exagerado com egoísmo e vaidade acentuada. O orgulho em excesso aproxima-se da soberba, da arrogância e da prepotência que faz mal à saúde e na relação interpessoal. Certas condutas são vistas pela sociedade com bons olhos e como motivos de grande orgulho. Assim, os padrões socioculturais interiorizados influem na manifestação do sentimento de orgulho. No bom sentido, aquele do sentimento de dignidade pessoal em que o próprio humilde se sente orgulhoso de sua sinceridade e de sua auto-estima com peculiaridades de respeito, valor, consideração e prestimosidade, certamente, merece aplausos.

Otimismo. Maneira de encarar a realidade sempre como a melhor possível. Isto é bom, se houver coerência entre o sentimento e a verdade dos fatos. Caso contrário, melhor encarar a realidade com mais pensamento, ação e ajuda. É péssimo disfarçar um otimismo quando o que se sente é o contrário. No otimismo autêntico, quando se cai, levanta-se, sacode a poeira e vai a busca do ótimo. Espinhos terríveis protegem as mais belas rosas. Para colhê-las é preciso respeitá-los. Mas, entre os espinhos há sempre um espinho mais belo que outros e uns que melhor protegem a roseira para novas e sucessivas rosas lindas e os seus maravilhosos botões.

Ousadia. Muita coragem e destemor com audácia e galhardia.

Pacto. Convenção ou contrato implícito ou explícito, verbal ou expresso que se reajusta nos quartos momentos. Há o pacto biográfico e o histórico, ou seja, pacto consigo mesmo e o pacto com os outros, respectivamente. No pacto há norma podendo fazer constar deveres, direitos e obrigações de fazer ou não fazer , com sanções ou não.

Paciência. Senso de paz. Situação ou estado necessário para a qualidade do pensamento. A paciência é o suporte do pensamento e suas faculdades. Dá ritmo e compasso às atuações delicadas, prolonga a tolerância e conserva a calma. Pertinente aos terceiros momentos biográficos.

Pai. Um dos três estados de ego na Análise Transacional. Refere-se à parte da personalidade formada por determinantes próprios do comportamento, conduta e procedimento dos pais ou seus substitutos interiorizados na primeira infância e na fase de socialização que persistem, reproduzem ou manifestam posteriormente. A conduta ética, os sentimentos de admiração, proteção, crítica, mando, ordem, responsabilidade e determinação são algumas de suas características peculiares.

Paixão. Conjunto dos sentimentos positivos e negativos. Geradora energética da força dinâmica nos segundos momentos interativos do indivíduo na vivência humana.

Paixão-cultural. Geradora energética social da força dinâmica social que se refere ao subconsciente-social. Portanto, pertinente aos segundos momentos históricos. É a força dinâmica social que aciona a movimentação em busca do equilíbrio em nível imediatamente superior. É uma conexão cultural recíproca entre pessoas da mesma unidade grupal determinada por conhecimento, valores e padrões culturais, cujos desejos recíprocos contêm alguma identidade de sentimentos.

Paixão-natural. Geradora energética social da força estática social. Corresponde ao inconsciente-social, portanto, referente aos primeiros momentos históricos. Busca o equilíbrio pela força estática. É uma conexão voluntária entre pessoas da mesma unidade grupal causada por atração recíproca. É o imediatismo coletivo.

Pândega. Farra. Vadiagem ruidosa e alegre. É bom soltar-se em encontros festivos, mas, tudo o que se faz em excesso pode resultar em desastrosa conseqüência. É preciso acalmar a doidice coletiva.

Pânico. Medo repentino em excesso que foge do controle racional, não só individual como coletivamente. A sua propagação é rápida. É um medo sem motivo. O susto e o pavor repentino, sem fundamento, provocam uma reação desordenada que resulta em pânico. A síndrome do pânico é crise de medo ou pavor originado por disfunção orgânica.

Pantofobia. Medo de tudo. Fobia total.

Paralogismo. Raciocínio falso não intencional.

Paranóia. Psicopatia caracterizada por ambições suspeitas acentuadas pelos delírios persecutórios e de grandeza com estrutura lógica. Mania de perseguição e grandeza. Veja psicose paranóica.

Pasmo. Misto de espanto e assombro com tendência ao desfalecimento.

Patofobia. Medo das doenças.

Patuscada. Pândega, comezaina, farra.

Pavor. Grande susto seguido de um medo intenso.

Paz. Consolidação do acordo, da conciliação e do consenso entre os “eus” individual, social e o ideal. A paz absoluta vem com o “eu” divino com a ausência de conflitos interno e externo.

Pedir. É uma maneira inicial saudável de manifestar uma vontade, um desejo ou uma intenção sem ter que manipular pessoas.

Pena. Sentimento que encobre a raiva. A pena, às vezes, está próxima da mágoa, dó ou desgosto, mas sempre disfarçam a raiva. A pena lembra castigo, sacrifício, punição, tristeza, sofrimento, esforço ou luta sacrificada, perda, coisas que causam dó, piedade, compaixão, lástima ou pena, simplesmente; isto é, raiva dessa comiseração ou miséria toda. Naturalmente, não se cumpre uma pena com alegria. “Tudo vale a pena se a alma não é pequena” (Fernando Pessoa).

Pensamento. Atividade psíquica, no estado consciente, que abarca os fenômenos intelectivos na formação da idéia e de novos conhecimentos por meio de suas faculdades e de seus recursos no complexo-percepto-memório-intelectivo, na interação do indivíduo com o seu meio ambiente, em seus terceiros momentos biográficos. Para a eficiência e eficácia do pensamento é preciso imaginar, ter memória, recordar, lembrar, raciocinar bem com dados certos, ter boa idéia, intuir, adequar método, ordenar, selecionar, comparar, observar as leis lógicas, decidir, facilitar, analisar, sintetizar, simplificar, controlar, verificar, concluir e dar solução. O pensamento pode ser mítico, subjetivo e objetivo. O pensamento mítico opera-se por associação dos fragmentos heterogêneos. O pensamento objetivo ou lógico procede racionalmente articulando elementos ou unidades homogêneas cuidando de sua universalidade. O pensamento subjetivo cuida de associar o pensamento mítico e o objetivo à medida da necessidade individual restringindo-se na experiência sensível no trato do cotidiano.

Percepção. Ato ou efeito de dar-se conta no acolhimento classificatório da conexão estímulo « sensação nos primeiros momentos biográficos. Consciência-do-inconsciente.

Precipitação. Antecipação arriscada botando a perder. Uma das causas da precipitação é a pressa. Outra é o desequilíbrio emocional. Saber ordenar e coordenar é dar-se tempo que precisa para fazer o que tem que ser feito evitando as precipitações.

Perdão. Misto de sensação, emoção, sentimento e senso numa situação de entendimento do seu fato gerador importando-se na compreensão de causas mais elevadas e abrangentes, para quem perdoa. Mas, geralmente, não se consegue perdoar assim e mistura-se com dó, pena, raiva, mágoa e indiferença que passa. Se passar, o perdão, então, refere-se a situação de não levar o culpado ao ressarcimento de perdas em conseqüência de seu ato. Implica em esquecer a cobrança desse ressarcimento despertando no perdoado, o alívio através de sorriso, emoção de alegria para uma boa expectativa. Se isso acontecer, pode renascer para o perdoador e perdoado o sentimento de solidariedade para o encontro com a vida nova, e o senso de compreensão plena do merecimento do perdão.

Permissão. Licença. Na permissão intrapsíquica, é a faculdade de dar a si próprio liberdade de expressar, manifestar, reagir, agir ou atuar sem interferências de outrem ¾ espontânea, autêntica e naturalmente ¾, sem bloqueios internos, críticas ou censuras interiorizadas.

Perplexidade. Estado psíquico misto de hesitação, dúvida, crítica, espanto e pasmo, na avaliação consciente, pela complexidade do conhecimento da causa verdadeira. Acompanha a inconformação, estranheza e o senso do absurdo e do ridículo. A perplexidade atua na irresolução e na indecisão podendo suscitar a curiosidade. Daí a predominância da perplexidade na conexão dos terceiros momentos com os demais.

Perseguição. Ação de busca concentrada em alvo determinado para prendê-lo e não deixar escapar. Nas relações intrapessoais e interpessoais, onde houver perseguidor há a sua vítima; onde há vítima há o seu salvador; podendo trocar de posições formando o triângulo dramático de Stephen B. Karpman (Análise Transacional). A perseguição é própria dos segundos momentos biográficos ou históricos.

Perseverança. Prosseguimento firme e constante. Procedimento persistente.

Perspectiva. Expectativa, esperança, probabilidade, possibilidade.

Perversidade. Monstruosa maldade. Atrocidade ou malvadeza em alto grau. A perversidade é praticada pelos que não têm registros éticos saudáveis, atitudes ou modelos de conduta de responsabilidade saudável no banco da memória. A perversidade encobre intensa covardia na sua índole traiçoeira com ciladas ou ataques de surpresa. Lúmpen psíquico e psicose.

Pesar. Sentimento de consternação. Tristeza, sofrimento por perda, desolação, desalento.

Pessimismo. Forma de encarar a realidade como a pior possível. Posicionamento péssimo, próprio de perdedor contumaz.

Petulância. Ousadia com orgulho e atrevimento.

Piedade. Sentimento misto de dó e pena dos males alheios, sem disfarces. Inconformação suave do estado lamentável isentando a responsabilidade do todo por transferência à expiação ou penitência e o infortúnio para a vontade de Deus.

Pirofobia. Medo de fogo, incêndio e inflamáveis.

Pirraça. Desobediência voluntária só para contrariar o agente controlador. Atrapalhação propositada para aborrecer e chatear.

Placebo. Medicamento paliativo para efeitos morais e sugestivos.

Plenitude. Senso de unidade, de inteireza ou de realização do pleno.

Poder. Influir na vontade de outro podendo estender ao controle da maioria, tanto no comportamento, conduta como no procedimento. O poder implica a correlação de duas ou mais vontades havendo uma que predomina. O poder é um fenômeno social que objetiva o controle social. Sendo assim, o poder em si, é gerador de dois pólos opostos: a dominação e a submissão. Essas características do poder, tendo em conta a necessidade sucessiva de sua aplicação, acabam gerando insatisfação do pólo dominado chegando o momento de questioná-lo como nociva à produção do bem comum. Decorrentes questionamentos e relações geram movimentos coletivos de distanciamentos ao poder coercitivo ou revolução contra ele. Podendo haver até a troca de posições mas os pólos contraditórios persistirão onde quer que haja o poder.

Política. Ciência e arte de governar e administrar as relações sociais. A sua ação negativa é sustentada pela manipulação de pessoas pelo poder coercitivo. Isso tende a distanciar a autenticidade, a naturalidade, a espontaneidade e a liberdade nas relações sociais, nas interpessoais e até mesmo nas intrapsíquicas. A política inclina-se a conceder poderes que facilitam a obtenção de obediência forçada cuja prática desvirtua o respeito sincero e mútuo das pessoas adoecendo as mais promissoras relações de amizade e de intimidade saudáveis, coletivamente.

Posse. Detenção de uma coisa com o objetivo de tirar proveito dela. Tomar posse de bens objetos é bom desde que de direito ou por privilégio concedido. Tomar posse de pessoas e tratá-las como mercadorias ou coisas, mesmo por influência ou submissão aceita ou negociada, é retrocesso, barbárie e autêntico lúmpen psíquico. A atitude possessiva revela deformação e distúrbios psíquicos.

Potamofobia. Medo exagerado dos rios e correntes de água.

Prazer. Emoção natural, abrangente ao corpo e à mente. No corpo abrange a sensação agradável, a saciação, alívio de tensão, relaxamento muscular, o prazer orgástico, a excitação gostosa e o orgasmo. Na mente abrange a leveza, paz, harmonia, tranqüilidade e segurança.

Precipitação. Antecipação arriscada botando tudo a perder. Uma das causas da precipitação é a pressa, ou a afobação. Outra é o desequilíbrio emocional. Saber ordenar e coordenar é dar-se todo o tempo que se precisar para fazer o que tem que ser feito. Assim, há menos chances de ocorrer conseqüências desagradáveis do tipo que causam as precipitações, além de evitar o mal-estar decorrente.

Predição. Dizer o que vai acontecer com grande margem de acerto. Saber com antecipação o que pode acontecer através de variáveis presentes ou observáveis, já conhecidas, de uma determinada conseqüência. A boa predição é guiada pela observação e controle de condições de regularidade e as suas variações. Situação de segundo momento em conexão com o terceiro.

Pregnância. Impregnação da forma no processo perceptivo. A força da forma é tal que quando a circunstância externa não está ainda inteiramente formada aumenta-se a tendência de seu completamento.

Preguiça. Corpo mole, sem ânimo. O clima quente ou instável e a alimentação inadequada, sem dúvida, podem indispor o organismo. Mas a escassez, a privação ou a carência de reforçadores positivos, de motivadores fortes ou do interesse certo leva o indivíduo a experimentar incertezas preocupantes e frustrações seguidas. Isto desgasta o organismo levando o frustrado a encostar o seu corpo a todo o momento, acomodando-se na míngua.

Premência. Urgência na reação. Situação de primeiro momento.

Premonição. Sensação psíquica de um acontecimento futuro, sem explicação parcimoniosa. Situação de primeiro momento em conexão com o segundo.

Preocupação. Inquietação oriunda de uma possibilidade futura, ocupando-se previamente ou preparando-se para o evento por ter como certa a sua ocorrência. Desgaste de energia à toa forçando o organismo a operar a todo o vapor sem nenhuma necessidade premente, além de desorientar todo o sistema de defesa orgânica. Precipitação tempestiva por conhecimento deformado. Pertinente aos segundos momentos.

Prepotência. Opressão e abuso de poder. Abuso de autoridade. Geralmente o prepotente é também arrogante. Um e outro pertencem ao lúmpen psíquico.

Presságio. Sensação psíquica de um acontecimento próximo, sem explicação parcimoniosa. Situação de primeiro momento.

Pressentimento. Sensação psíquica de determinado acontecimento tempestivo em função de um sentimento prévio, sem explicação plausível, mas, certamente relacionado com experiências anteriores. Sentir antes uma situação possível de acontecer. Situação de segundo momento em conexão com o primeiro.

Preterição. Passar um para trás em preferência de outro, por descombinação simples ou por interesse. Ausências de lealdade, fidelidade e de cumplicidade. Leviandade. Desqualificação e desconsideração total quando não há prévio aviso.

Previsão. Visão de uma conseqüência, antecipadamente, por indícios conhecidos e conhecimento das variáveis e os motivos que levam à sua ocorrência num determinado prazo. Antevisão de uma ocorrência, tempestivamente, por motivos conhecidos, com ótima margem de acerto. Situação do segundo momento.

Privação. Necessidade não saciada por força das circunstâncias (perda, cessação, destituição, infortúnio, escassez, catástrofe, etc.). Ausência do necessário à vida, levando à prorrogação forçada da saciação ou suprimento, tempestivamente. Destituição do necessário. Situação dos segundos momentos.

Proibição. Forma covarde e perniciosa de controle punitivo. Forma de controle fácil por coação. É preciso rever determinadas proibições para evitar as suas conseqüências catastróficas em longo prazo.

Projeção. Transferência patológica. O paciente habitualmente transfere a sua patologia a outrem, de modo inconsciente. Pode estar jogando a batata quente para outro. Atribui a outro exatamente o que sente ou o como se comporta. É um mecanismo de defesa projetando seus próprios impulsos e conflitos como provenientes de outrem. Também há outro tipo de projeção, no sentido daquele hábito de colocar-se, sem se notar ou querer, na situação do outro como se pudesse ocorrer a mesma coisa consigo e, assim, reagir conforme o seu próprio paradigma, desqualificando a si e ao outro, simultaneamente, sem a menor necessidade desse desgaste, uma vez que a situação de impasse, na realidade, é do outro e não a própria.

Prontidão. Estado de vigilância para agir prontamente quando o alarme tocar ou a situação exigir. Pertence aos segundos momentos biográficos e históricos.

Proteção. Defesa da integridade e do equilíbrio do organismo. Cuidar da saúde e da vida do organismo mantendo-o em boas condições de disposição para a movimentação. A proteção é do segundo momento..

Prudência. Qualidade e virtude cultivada por qualquer pessoa evoluída para evitar as más conseqüências dos seus atos. É preciso dar modelos de prudência para as crianças para que se habituem a serem prudentes ¾ conhecer os perigos, prestar atenção, cuidar-se e precaver-se ¾ para evitar as conseqüências catastróficas dos seus atos impensados. A prudência é do segundo momento.

Psicose. Deformações e distúrbios nos processos cognitivos e emocionais com características condutuais anormais, de natureza grave. O psicótico tem idéia falsa fixa. Nada o faz mudar de idéia porque tem por certo aquilo que pensa e vê; acreditando que o outro é que não consegue ver o que vê ou de pensar como pensa. Perturbação mental. Doença psíquica. Há as psicoses orgânicas e funcionais. As psicoses orgânicas provêm de deterioração do cérebro e do sistema nervoso. A deterioração pode ser causada por vírus, bactérias, tóxicos, álcool, oxigenação deficiente e tumor. As psicoses funcionais principais são as dos grupos das reações paranóicas, esquizofrênicas e maníaco-depressivas ou transtornos bipolares. Especialistas afirmam não haver, ainda, a cura dessa anormalidade.

Psicose esquizofrênica. Deformação das emoções, dos sentimentos, dos sensos e da apresentação pessoal. Tende ao isolamento. Tem alucinações e delírios com fuga total da realidade. Catatonia ou esquizofrenia catatônica: ¾ caracteriza-se por períodos de negativismo, excitação e atitudes ou atividades estereotipadas.

Psicose maníaco-depressiva. Oscilações de humor. Comportamento dócil que pode alternar-se com o de violento e irreprimido. Perigoso a si próprio e aos outros. Pode passar do normal para uma tristeza profunda ou para a extrema depressão terminando em suicídio ou inércia. Patologia essa também denominada transtorno bipolar.

Psicose neurastênica. Fadiga crônica física e mental. Ausência de vontade, desejo e intenção, reforço, motivação e interesse.

Psicose obsessivo-compulsiva. Pensamentos desagradáveis, insistentes e não evitáveis. Caracteriza-se também por atos compulsivos irracionais que decorrem de impulsos indesejáveis, repetidos ou irresistíveis.

Psicose paranóica. Paranóia. Falsas crenças. Ilusões organizam-se sistemática e “logicamente”. Graves delírios. Os delírios são de perseguição e de grandeza.

Psicossomatização. Ou psicossomatismo e, ainda, doença psicossomática. São conhecidas por estes nomes quaisquer lesões, alterações e perturbações orgânicas produzidas por influências psíquicas.

Pudor. Sentimento de acanhamento ou embaraço motivado pelo que pode ferir a decência, a honestidade ou a modéstia.

Punição. Técnica do controle mais fácil de ser obtido de imediato. Porém, em longo prazo, a punição traz lamentáveis conseqüências não só ao punido como para a sociedade e muito mais para o agente punidor. Eis porquanto, o agente punidor deve-se cuidar e estar constantemente em alerta, prontidão e atenção para não sofrer represálias surpreendentes. As represálias familiares comuns são inconscientes. Qualquer descuido adiante pode ser fatal. O punido desqualificado por achar-se injustiçado e inconformado com a punição sofrida, procura reprimir a reação de vingança, podendo explodir, de uma só vez, todos os conflitos intrapsíquicos acumulados no tempo, ou resultar em perturbações psíquicas, principalmente, as do tipo psicoses. A técnica da punição consiste na retirada de reforçador positivo para a redução de uma tendência e na apresentação de reforçador negativo para a redução de um comportamento. É o contrário do reforço. Enquanto o reforço aumenta a freqüência de um comportamento desejado, a punição diminui a freqüência de um comportamento indesejado.

Questionamento. Argüição para esclarecimentos. Levantamento de questões para dissipar dúvidas. Posicionamento ou postura crítica para evitar enganos ou para apurar argumentos obscuros. Conjunto das perguntas específicas, questórios, quesitos, ou indagações restritas à solução do impasse ou esclarecimento concreto do fenômeno, fato, ou idéia em questão.

Quietude. Qualidade de quieto. Tranqüilidade, paz, sossego.

Quizília. Ou quizila. Repugnância, aborrecimento, desavença.

Raciocínio. Faculdade do pensamento para estabelecer relações lógicas conclusivas. Exemplos: abdução, intuição, indução, dedução, comparação, analogia, exclusão, inferência, raciocínio hipotético-dedutivo, dialética, análise, síntese, etc.

Racionalização. Série de explicações, justificações e raciocínios que permanecem tão-somente na área das hipóteses. Opiniões hipotéticas fundamentadas em fatos verdadeiros, subjetivos ou objetivos, aparentemente realizáveis ou reproduzíveis mas impossíveis de ocorrer no aqui-e-agora por inexistência das suas condições geradoras. Crença em realidade inexistente com base em conjecturas. Reação por deformação cognitiva para dar boas razões infundadas ou irreais na justificação de fracassos, erros, recusas e manipulações desmascaradas.

Raiva. Emoção natural destinada a preservar o organismo através de reação no aqui-e-agora, própria de enfrentamento, com recurso apenas da força física. A reação característica da raiva, portanto, é de agressividade imediata contra estímulos presentes, ofensivos à integridade física. Quanto mais intensa a raiva, maior é a força física. A raiva era mais necessária, antigamente. Isto porque os obstáculos geradores da raiva ¾ animados e inanimados ¾ eram muito freqüentes. Fosse para proteger bens e alimentos contra predadores e pilhadores ou fosse para a busca de alimentos ou o enfrentamento ao leão a muque. Atualmente, somente as pessoas não evoluídas espiritual, técnica e civilizadamente é que sentem raiva por qualquer motivo, em detrimento da sua saúde, sem se dar conta disso. Por falta de educação e desenvolvimento adequado a raiva acumulada permanece como no século passado quando eram freqüentes a questão de matar ou morrer. Portanto, é preciso dar-se conta do fundamento e finalidade da raiva. Ante a ameaça contra a integridade física tem-se a raiva cuja energia gerada é usada para resolver a situação de enfrentar no aqui-e-agora, na base da força física. Se houver a desvantagem no enfrentamento agressivo, a reação seguida é o medo que também se resolve, no aqui-e-agora, dando no pé e o processo encerra aí. Qualquer excesso fora da fuga, esquiva ou enfrentamento, diante da ameaça ¾ no aqui-e-agora ¾, enfraquece a defesa imunológica do organismo, especialmente, se a raiva ocorre em forma continuada. Assim é preciso distinguir a ferramenta que será utilizada para resolver uma situação. Quando a raiva fundamentada é mostrada, no ato gerador, faz bem para a saúde e encerra o caso aí, na base do acordo, da conciliação, do consenso ou do pacto. Nada de ressentimentos. A ofensa moral dolosa, por exemplo, não se resolve usando a força física, mas pela ação judicial.

Rancor. Sentimento de raiva crônica acompanhada de mágoa profunda. Enfraquece a defesa imunológica por desgaste de energia à toa.

Rapacidade. Tendência ou hábito de roubar.

Razão. Fundamento consciente dos resultados do pensamento certo.

Rebeldia. Ato de opor-se e resistir com raiva. A rebeldia é um mecanismo de defesa manifestando contrariedade a um estímulo padrão de controle, com certo teor de raiva ou inconformismo.

Rebelião. Rebeldia mais violenta que expande a outras pessoas em protesto e oposição rigorosa contra o controlador causada por estímulos aversivos intoleráveis.

Receio. Sentimento de apreensão ¾ medo controlado ¾ ante a possibilidade de dano, perigo ou perda.

Recordação. Energização de um registro no banco da memória, por repetição ou concentração para efeito de lembrança rápida e eficaz.

Recuo. Trégua para descanso. Afastamento ou distanciamento gradual do perigo, para recuperação de energias.

Reengenharia. Reinvenção da estrutura interativa de uma organização social coesa recriando novos procedimentos revolucionários coerentes com a nova tecnologia globalizante em processo, para incremento de seus resultados no mesmo ritmo e velocidade da eficácia das transformações que se nota e se verifica no mundo das comunicações, em vez de adaptá-las aos seus processos funcionais existentes, já tornados obsoletos, morosos e dispendiosos.

Reequilíbrio. Recuperação do equilíbrio.

Reflexão. Retorno das consciências sobre si mesmo para compreender e entender o seu próprio conteúdo. Na reflexão saudável é preciso meditar, pensar, imaginar, ter memória, recordar, lembrar, avaliar-se, definir-se e, com juízo, auto-estima e compreensão, adequar-se e deliberar uma posição.

Reflexo. O reflexo como relação coordenada do estímulo e de sua resposta temos o condicionado e o incondicionado. O reflexo como uma classe de respostas que afasta ou leva à sua conseqüência temos o reflexo complexo. Situação dos primeiros momentos biográficos. Na teoria dos quatro momentos, o reflexo corresponde a qualquer reação de primeiro momento na conexão estímulo↔sensação↔percepção.

Reforçador negativo. Qualquer estímulo mau quando retirado aumenta a freqüência da resposta ou do comportamento.

Reforçador positivo. Qualquer estímulo bom quando apresentado aumenta a freqüência da resposta ou do comportamento.

Reforço. Evento que aumenta a freqüência ou fortalece determinado comportamento ou resposta ao qual é contingente.

Regozijo. Gozo intenso. Satisfação enorme. Grande alegria ou prazer.

Regressão. Atitude ou comportamento característico em nível de idade anterior. Não se apresentar de acordo com a idade.

Rejeição. Sentimento de desqualificação, desconsideração ou de desprezo.

Relaxamento. Diminuição de tensão mental com sensação de repouso.

Reminiscência. Registro na memória resultando em vaga lembrança por fraca energização.

Remorso. Sentimento de culpa angustiante revivido na lembrança de erro que resultou dano em outrem.

Repressão. Ato pelo qual os sentimentos, lembranças dolorosas ou impulsos e desejos em desacordo com o meio social são mantidos fora do campo da consciência. Assim, a pessoa sente-se incapaz de recordar ou lembrar as experiências fortemente emocionais reprimidas, provocadoras de impulsos irresistíveis ou de angústia.

Repugnância. Sensação de náusea e aversão. Tende ao sentimento de indignação moral, de oposição.

Repulsa. Sensação de aversão acompanhada de raiva e repugnância.

Resignação. Perda de esperança de atingir certo objetivo admitindo como inútil persegui-lo. Renúncia espontânea a um objetivo. Submissão paciente aos sofrimentos da vida. A resignação de algo valioso sem nenhum fundamento justificável é um disfarce de covardia, de incapacidade inconfessável, ou da renúncia de si mesmo.

Respeito. Sentimento de responsabilidade, consideração, disciplina, estima e apreço.

Responsabilidade. Qualidade de quem responde pelos próprios atos e pelos cuidados de uma determinação aceita de livre e espontânea vontade.

Resposta. Reação dos primeiros momentos. Comportamento que responde a um evento anterior ou a um posterior contingente.

Ressentimento. Repetição de sentimento indesejável. Sentimento de mágoa profunda.

Revanchismo. A vez que se tenta recobrar uma posição perdida. Tendência obstinada de querer desforrar ou revidar uma ofensa, sem prazo determinado.

Reverência. Sentimento misto de respeito, admiração e obediência saudável.

Revide. Forma de revanche com certa vingança.

Revolta. Insubmissão com agressão e raiva intensa por inconformação e intolerância.

Revolução. Reação que provoca grandes mudanças. Ato de rebelião e revolta para uma grande mudança.

Ridículo. Objeto de riso e zombaria.

Risada. Riso franco e estrepitoso.

Riso. Contração dos músculos da face emitindo sons característicos para expressar incoerências, alegrias, humor, estado de felicidade e disposição, satisfação.

Saciação. Extinção da necessidade premente. Vontade atendida. A saciação refere-se apenas às necessidades dos primeiros momentos biográficos, prementes, que devem ser supridas ou extintas no aqui-e-agora. O termo correspondente usado para os segundos momentos é satisfação, para os terceiros momentos dizemos solução, e para os quartos momentos, consumação.

Sadismo. Algolagnia ativa. Satisfação erótica e orgasmo obtido somente quando se pratica violência física ou agressão moral ao parceiro sexual.

Sadomasoquismo. Conjugação do sadismo e do masoquismo.

Salvador. Nas relações interpessoais, onde há candidato a salvador, é porque há vítima. Onde há vítima, é porque há o perseguidor. O salvador para salvar persegue o perseguidor. Este passa, então, para o papel de vítima. E o que era vítima passa para salvador do seu próprio perseguidor com a mudança de papel. Essa troca de papéis que resulta em final dramático, Stephen B. Karpman chamou de triângulo dramático.

Sarcasmo. Zombaria.

Satisfação. Extinção da privação. Bom êxito no suprimento das necessidades prorrogadas com os desejos atendidos. Refere-se aos segundos momentos. A satisfação é obtida pela ação tempestiva com os subsídios do conhecimento e da experiência anterior.

Saudade. Sentimento de melancolia suave e passageira decorrente de lembrança de pessoas ou coisas distantes ou desaparecidas. Ocorre em solidão na lembrança do passado feliz que se quer repetir. Sentimento decorrente da falta de pessoas especiais com desejo veemente de reencontrá-las. Solidão por algo que foi embora.

Sedição. Revolta de grupo de pessoas com perturbação da ordem pública.

Segurança. Confiança, autoconfiança, certeza, firmeza, convicção, firmeza.

Sensação. Processo sensorial correlacionado com a impressão fisiológica na conexão estímulo « consciências. Impressão sentida no organismo, causada por um estímulo interior ou exterior. Forma a conexão estímulo « sensações « consciências.

Sensações psíquicas. Impressões psíquicas provocadas por estímulos presentes resultando em presságios, premonições, especulações, profecias, pressentimentos, predições, previsões, intuições, inferências, etc. Impressões complexas recebidas nos três estados psicológicos atuantes causadas por estímulos complexos presentes subjetiva ou objetivamente e detectadas pelas respectivas consciências, ou pela consciência integrativa.

Sensações somáticas. As gerais são as mecanoceptivas, as termoceptivas e as nociceptivas. As especiais são a olfação, a gustação, o equilíbrio, a audição e a visão.

Sensações viscerais. As aferentes são as condições fisiológicas e patológicas das vísceras (reflexos viscerais, sensação de plenitude gástrica, vesical, retal, sensação de contrações uterinas, dores viscerais por distensão, cólica, inflamação, etc.). As viscerais eferentes são as atividades colinérgicas, a acetilcolina, as adrenérgicas ou catecolaminas (sensações ortossimpáticas: palidez, taquicardia, ejaculação, etc. ¾ e parassimpáticas: rubor, bradicardia, ereção, etc.).

Senso. Faculdade de apreciar, julgar, discernir, entender, sentir. Sentido da razão e a razão das emoções e dos sentimentos. O sentido da razão no estado consciente. Depurador das emoções, sentimentos e paixões. Equilíbrio racional dos sentidos das paixões nas interações objetivas.

Senso comum. Conjunto de opiniões predominantes em determinada época. Quem tem senso comum acompanha o pensamento da maioria.

Senso moral. Senso de discernimento. Senso de reconhecimento intuitivo do bem e do mal, sobretudo nos fatos concretos. Senso ético.

Sensualidade. Uma das formas da sexualidade de atrair ou causar excitações e desejos de prazeres lúbricos.

Sentimento. Estado afetivo decorrente de emoções prolongadas e intensas, mistas ou suas derivadas não dissipadas nos primeiros momentos que influem na disposição psíquica e física do indivíduo. Reações afetivas prorrogadas ou persistentes decorrentes de situações de primeiros momentos não resolvidas em razão de insuficiência de condições apropriadas ou por influência sociocultural.

Ser amado. Amar e ser amado é uma ventura sem igual.

Serenidade. Suavidade, tranqüilidade, paz.

Sexualidade. Sensualidade, volúpia, lubricidade. Conjunto dos fenômenos da vida sexual.

Simpatia. Tendência entre duas ou mais pessoas de estarem bem ou permanecerem dispostas quando próximas ou juntas.

Simulador. Que manipula com disfarces, fingimentos e simulacros.

Sinceridade. Expressa a verdade com precisão, desembaraço e nada omite.

Sinergia. Associação simultânea de vários fatores que contribuem para uma ação coordenada.

Sinestesia. Associação de sensações ou percepções diferentes entre si. Percepção de uma sensação em outra parte que a estimulada.

Sistema límbico. Parte do cérebro onde se dá o processamento do conjunto das sensações, emoções e sentimentos correlacionando o pensamento e o afeto na luta pela sobrevivência. Segundo Paul D. Mac Lean (1952) compõe o sistema límbico de: tubérculo olfativo, uncus, bandeleta diagonal de Broca, porção cortical da região septal, rudimento hipocampal, giro sub-caloso, giro cíngulo, área retro-esplenial, córtex granular frontal e estorrinal, estruturas sub-corticais, núcleo caudado, hipotálamo, porções do tálamo, amígdala temporal e área mesenfálica de Nauta. Estas são as estruturas do sistema responsável pelo substrato neural das emoções. O hipotálamo ativa o processo da emoção. O córtex controla o centro hipotalâmico inibindo a liberação dos hormônios estimulantes.

Sistema nervoso. Parte do organismo que tem a função de processar informações. Promove a relação entre o organismo e o meio através de troca de informações para garantir a sua sobrevivência e a sua reprodução.

Só. Encontro consigo. Solitário, desacompanhado, ou sem estimulação exterior.

Soberba. Altivez, orgulho excessivo, arrogância, presunção.

Sobressalto. Sensação de tremor ou estremecimento súbito e involuntário. Movimento brusco, provocado por sensação de perigo proveniente de um estímulo repentino e violento.

Sofisma. Argumento falso para induzir outrem em erro de forma intencional. Diferente do paralogismo cuja intenção é o contrário.

Solidão. Estado do que se encontra ou vive só. Totalmente afastado de pessoas significativas. Saudade de algo ou alguém que foi embora ou que deixou à distância para trás.

Solidariedade. Sentido moral ou senso ideal que vincula o indivíduo à vida, às motivações, aos interesses, aos reforçamentos e às responsabilidades sociais saudáveis. Uma das condições indispensáveis à situação de felicidade em nível superior.

Sonhos. Há dois tipos de sonhos. Mantêm a motivação humana dando sentido à vida. Um que ocorre dormindo e outro quando acordado. O primeiro dá o equilíbrio psíquico e o fisiológico. O segundo dá o sentido e o colorido da vida quando em busca de sua realidade.

Sorriso. Riso leve sem ruído. O sorriso sincero denota alegria, o bom humor e a aprovação.

Sossego. Estado de aquietação por ausência de preocupações.

Stress. Ou estresse é a perturbação da homeóstase por constantes reações ou respostas a estímulos internos provocados pelas pressões do meio ambiente, agressões morais ou físicas, doenças e, principalmente, pelos excessos de atividades físicas e psíquicas. O estressado fica cansado fisicamente, mas continua com intensa atividade psíquica, tendendo à insônia.

Subconsciente. Estado psíquico que fornece subsídios ao estado psíquico consciente através da consciência-do-subconsciente. Quando energizado controla as reações do inconsciente. A memória-subconsciente é a sua essência. É o depósito de todos os conhecimentos adquiridos e das vivências dos segundos momentos. Valores, padrões, paradigmas, parâmetros e normas socioculturais, censuras, diretrizes, conselhos, determinações, motivações, modelos, admiração, sentimentos, desejos, elogios, dúvidas e críticas são alguns de seus elementos caracterizadores.

Subconsciente-social. Subconsciente de grupo social coeso.

Subjeto. Interior do sujeito em oposição ao objeto, exterior do sujeito. Subjetivo. Subjetividade. O mundo interior do indivíduo. O próprio indivíduo. Sujeito. Neologismo introduzido para significar todo o mundo subjetivo, todo o interior representativo relativo ao sujeito, independentemente do seu exterior e do seu objeto exterior. Sujeito objeto de si mesmo.

Sublevação. Misto de rebelião e revolta.

Sucessividade. Qualidade de contínuo. Caracteriza os terceiros momentos biográficos e históricos.

Sucesso. Bom êxito, ótimo resultado, solução definitiva, final feliz.

Suicídio. O suicida não quer morrer ou matar. A questão de coragem não entra na história do suicida. Nem quando desiste e nem quando se suicida de fato. É o conflito interno travado por dois grandes sentimentos interiorizados na primeira infância que ressurgem evoluídos. O medo de enfrentar que vira sentimento de covardia e o medo de não poder fugir que torna sentimento de opressão invencível. A personalidade opressora interiorizada, covardemente, racionaliza e acusa o suicida de culpado pelos seus fracassos e suas frustrações e determina que não tem mais chances para quaisquer motivações de enfrentamento. A personalidade oprimida acha o suicida muito frágil, impotente e covarde diante de tanta exigência externa. O suicida, então, acredita-se totalmente desqualificado, inconsiderado, imprestável, inútil e desprezível. As respostas às suas reações últimas de agressividade reforçam a sua crença e entra em desespero, depressão progressiva e colapso. Há suicidas prementes, tempestivos e crônicos. Os prementes não querem assistência e têm pressa de resolver tudo rapidamente. Os tempestivos querem chamar atenção, pedir socorro e reivindicam carinho, afeto e consideração. Os crônicos são os fumantes, alcoólatras, drogados, os impetuosos, os perversos e os que vivem perigosamente.

Superconsciência. Consciência superior resultante do despertar do estado de consciência artificial ou hipnótica motivada pelos hábitos, costumes e usos reproduzidos pelos estímulos reforçadores, motivadores e interessantes sob comando de um sistema ideológico dominante e hipnotizador. Unidade das consciências integrativas biográficas e históricas, reais e autênticas no contexto da realidade subjetiva e da intersubjetividade. A superconsciência é o estado integral das consciências autênticas, onde não há ilusões e nem auto-enganos. Principalmente os decorrentes de reforçadores, motivadores e interessantes. Inclusos os relativos às crenças produzidas e reproduzidas pelo hábito ou pela própria natureza de adaptação para superar impasses e os referentes às consciências artificiais típicas das relações políticas, ideológicas e religiosas ou como as consciências produzidas pelos transes hipnóticos, auto-ajuda, auto-sugestão, auto-hipnose e pelos padrões socioculturais.

Superego. Instância (elemento dinâmico do psiquismo) da personalidade formadora de ideais, agindo sobre o ego contra as pulsões suscetíveis de provocar culpa. Censor e moralista da personalidade.

Surpresa. Sobressalto por susto. Saber de bom êxito, inesperadamente. Acontecimento repentino inesperado. A surpresa pode ser agradável ou desagradável.

Suspeita. Descrença e desconfiança em nível de acusação com base na livre convicção. Geralmente, a suspeita provoca precipitação.

Susto. Sobressalto rápido. Acompanha um medo repentino provocado por um estímulo imprevisto e brusco ou por notícia ruim inesperada. Pode seguir também sorriso ou riso com explosão de alegria quando a notícia é boa.

Tafofobia. Medo de ser enterrado vivo.

Talassofobia. Medo exagerado do mar.

Tanatofobia. Medo excessivo da morte.

Tara. Tesão patológico.

Tecnologia. Conjunto de conhecimentos técnicos e científicos utilizados para dominar a energia e a matéria e as suas múltiplas combinações a serviço da facilitação e simplificação da vida humana no sentido da felicidade geral dos seres viventes, sem exceção.

Tédio. Aborrecimento originado por não ter o que fazer, porque nada há para fazer ou porque nada pode ser feito para mudar uma situação.

Teimosia. Crença obstinada no mesmo padrão de respostas custe o que custar. Reação ou resistência passiva contra agente aversivo quando não é possível o enfrentamento para obter situação favorável, tal a birra e a pirraça. Na teimosia tem raiva embutida.

Temeridade. Ação ou atitude arriscada, perigosa e atrevida de lançar-se a um empreendimento aventureiro.

Temor. Sentimento leve de medo sem recuo, fuga ou afastamento imediato. Acompanhado, normalmente, da coragem.

Tempestividade. Fazer no tempo certo ou previamente marcado. Em tempo de fazer o que tem que ser feito sem pressa.

Tendência. Intenção, desejo e vontade de favorecer um lado a qualquer custo.

Tendenciosidade. Tendência cuja intenção premeditada é mantida em segredo.

Tensão. Estimulação contínua e intensa provocando grande concentração de energia psíquica que pode terminar numa violenta explosão de emoção.

Ternura. Sentimento de afeto brando e carinhosamente suave.

Terror. Pavor acentuado e demorado.

Tesão. Excitação sexual potente.

Timidez. Acanhamento em excesso e duradouro.

Tolerância. Estado ou situação de suportar sensações ou estímulos indesejáveis, aversivos e nauseabundos. Há um limite para a tolerância.

Tonitrofobia. Medo de relâmpagos, trovões e tempestades.

Toque. Pegar carinhoso física e psiquicamente. Algo profundo para quem sabe tocar. Roçar leve que vai fundo.

Tormento. Suplício, tortura, angústia, aflição, desgraça, miséria.

Torpor. Entorpecimento. Indiferença ou inércia moral.

Tortura. Suplício ou tormento violento.

Toxofobia. Medo de ser envenenado.

Traição. Perfídia, aleivosia. Dolo, falsidade.

Tranqüilidade. Sentimento de segurança com amplo controle afetivo e material.

Transigência. Tolerância, condescendência.

Tremor. Sensação de tremedeira involuntária. Provocada por frio, pelo excesso de álcool, febre alta, prelúdio de estréia, prenúncio emocionante, toque de paixão.

Tristeza. Lágrimas rolam... São de uma tristeza profunda. Saber que não poderá mais vê-lo, tocá-lo, amá-lo. Saudades. A tristeza, no fundo, é um sentimento para curtir uma felicidade que se foi e será revivida na lembrança com saudade. A tristeza é um conjunto de sentimentos que envolvem desde as sensações de abandono ou falta que se traduzem em lágrimas, emoções apropriadas às perdas, apatia, amargura, saudade, inconformismo, melancolia, afastamento, ansiedade, angústia, depressão, etc., podendo terminar em inanição.

Ultraje. Insulto, afronta, ofensa gravíssima, difamação, injúria, calúnia.

União. Adesão, pacto, coesão, esforço conjunto, unidade coesa.

Vaidade. Desejo imoderado de atrair admiração ou homenagem. Presunção.

Veemência. Vontade e desejo que se alternam para uma insistência vigorosa.

Vergonha. Sentimento misto de receio, acanhamento, pudor e humilhação que nasce diante de outrem. A crença prévia de ser alvo de observação crítica alheia é terrivelmente repudiada, mas, com o medo.

Vexame. Vergonha, afronta, ultraje.

Vicissitude. Contingência. Revés.

Vingança. Sentimento de desforra, retaliação, desforço. Patologia dos segundos momentos biográficos.

Violência. Uso da força, coação, constrangimento físico ou moral. Transgressão, ofensa e mutilação da boa ética, da liberdade, dos direitos natural, de defesa, de reação à injustiça e da integridade física, psíquica e intelectual.

Vítima. Personagem do triângulo dramático de Stephen B. Karpman. Onde há vítima, há perseguidor e o salvador.

Vitupério. Injúria, insulto.

Vivacidade. Qualidade de ativo, vigoroso, enérgico, forte e ligeiro.

Vivência. Experiência de uma situação de vida.

Volúpia. Excitação demorada com enorme prazer dos sentidos e grande gozo sexual.

Vontade. Expressão ou manifestação da necessidade premente.

Xenofobia. Aversão a pessoas e coisas estrangeiras.

Zanga. Bronca leve.

Zombaria. Gozação, caçoada, chacota, vaia, etc. Atitude carregada de despeito, inveja, desprezo e ironia. Expõe a pessoa visada ao ridículo, desdém e menosprezo. “Tiração de sarro na base da gozação” pode dar no triângulo dramático.

Zoofobia. Medo exagerado a qualquer animal.